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13 americanos, incluindo clérigos metodistas, impedidos de entrar em Israel antes de visita a vila cristã palestina

Treze americanos barrados de entrar em Israel; grupo planejava visitar vila cristã palestina

Um grupo de 13 líderes inter-religiosos e defensores americanos foi impedido de entrar em Israel na última semana, após serem detidos e recusados na fronteira. A delegação, que incluía quatro membros da Igreja Metodista Unida (UMC), além de participantes cristãos, judeus e muçulmanos, tinha planos de visitar comunidades na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A decisão de Israel de barrar a entrada gerou críticas e alegações de que autoridades israelenses estariam tentando impedir a observação de condições nos territórios palestinos.

Os americanos foram detidos e tiveram a admissão recusada ao tentarem entrar em Israel pela Ponte Sheik Hussein, vindo da Jordânia, no dia 13 de agosto. De acordo com os organizadores, a proibição de entrada pode durar até 10 anos. O grupo argumenta que a ação viola os termos do programa de isenção de visto dos EUA, que permite a cidadãos de países participantes viajar sem a necessidade de visto prévio.

Detalhes da negação de entrada e planos da delegação

O Rev. Edward Phillips, um ministro metodista aposentado e professor de teologia da Universidade Emory, que liderou a delegação, informou que um dos destinos planejados era Taybeh, uma vila inteiramente cristã na Cisjordânia. Relatos indicam que a vila tem sido cercada pelas Forças de Defesa de Israel devido a preocupações com ataques de colonos israelenses. Moradores de Taybeh relataram incidentes como vandalismo, tentativa de incêndio a uma igreja, veículos incendiados e danos a olivais.

Phillips descreveu a visita como arranjada “através de contatos” com o Sabeel Ecumenical Liberation Theology Center em Jerusalém Oriental. O Sabeel é uma organização associada à Teologia da Libertação Palestina. Críticos, como o NGO Monitor, alegaram que o grupo e seu fundador empregam “temas e imagens antissemitas”. No entanto, Phillips defendeu o Sabeel como uma “organização de resistência não violenta no espírito de Jesus, Martin Luther King e Gandhi”.

Alegações e reações à decisão de Israel

Durante uma coletiva de imprensa em Atlanta, Phillips exibiu uma imagem do que chamou de “casa demolida” em Silwan, um bairro palestino em Jerusalém que a delegação pretendia visitar. Phillips declarou que ficou claro logo no início que a viagem não seguiria o planejado.

Após interações com funcionários da fronteira, o grupo recebeu uma negação por escrito, citando “considerações de prevenção de imigração ilegal” como motivo para a recusa. Em resposta ao incidente, a organização Friends of Sabeel North America lançou uma petição pedindo aos membros do Congresso dos EUA que investiguem se o governo israelense agiu de forma indevida ao negar a entrada da delegação.

O contexto da visita planejada

A tentativa de entrada em Israel ocorreu em um momento de tensão contínua nos territórios palestinos. A proibição de entrada de um grupo inter-religioso, incluindo figuras religiosas, levanta questões sobre a política de Israel em relação a visitantes estrangeiros que buscam observar as condições locais. A alegação de que Israel tenta impedir a observação de condições em territórios palestinos, como mencionado pelos organizadores, sugere uma preocupação com a transparência e o escrutínio internacional sobre a situação na região.

Após 18 anos em união homoafetiva, mulher relata restauração de identidade por Jesus

Mulher com expressão serena reflete sobre sua jornada de fé e transformação pessoal.

Mulher relata transformação após entregar vida a Jesus, superando 18 anos de homossexualidade e traumas profundos

Ana Cavalheri compartilha sua jornada de fé e como encontrou sua identidade restaurada após viver 18 anos em relacionamentos homoafetivos. A decisão de seguir Jesus ocorreu após superar vícios, abusos e uma tentativa de suicídio, eventos que moldaram sua infância e juventude.

Crescendo sem referências masculinas saudáveis, vítima de abuso aos 6 anos e em um lar marcado pelo alcoolismo e violência, Ana desenvolveu um sentimento de repulsa por homens, associando-os a traição e abandono. Essa vivência a levou a reprimir sua feminilidade, adotando uma postura mais masculina desde cedo.

Aos 11 anos, Ana iniciou seus primeiros relacionamentos com mulheres, mantendo essa orientação até os 28 anos, quando afirma ter sido encontrada por Jesus. Nesse período, enfrentou comorbidades como coma alcoólico aos 15 anos, além do uso frequente de álcool e maconha.

Mesmo alcançando reconhecimento profissional, Ana sentia um profundo vazio interior, buscando aprovação externa e fugindo da solidão. Ela descreve essa sensação como uma falta de conexão com Deus, que a impedia de reconhecer seu próprio valor e a fazia questionar o sentido de sua existência.

Uma semana antes de sua conversão, Ana tentou tirar a própria vida em um acidente de carro enquanto dirigia embriagada. Ela credita a proteção divina por ter sobrevivido ao episódio.

“Em meio a toda a minha dor, Jesus me quis da forma como eu estava. Eu estava no homossexualismo, completamente perdida nas dores do meu coração, nos traumas da infância, nos abusos que eu sofri e Deus falou para mim: ‘Vem filha, do jeito que você está’. Eu fui, e daquele dia em diante, eu nunca mais olhei para trás”, relatou Ana.

O encontro com Jesus, segundo Ana, ocorreu em uma lanchonete, momento em que sentiu o vazio ser preenchido. Ela descreve o olhar de Cristo como o ponto de virada, que lhe proporcionou uma nova vida e identidade.

Após o batismo, Ana passou a usar as redes sociais para compartilhar seu testemunho, com o objetivo de encorajar jovens a buscarem a mesma transformação. Ela ressalta que Deus oferece uma nova perspectiva de vida, restaurando a mentalidade e a identidade, e enfatiza que milagres são possíveis, independentemente das adversidades enfrentadas.

“Deus transformou não só a minha mentalidade, como a minha forma de ver o mundo, como a minha identidade, Ele me deu um anel, Ele me deu um lugar na mesa, Ele me deu uma vida nova, um sopro de vida dentro de mim”, afirmou Ana.

Ela conclui transmitindo uma mensagem de esperança, reforçando que Jesus está vivo e opera milagres, capaz de realizar infinitamente mais do que qualquer ser humano pode imaginar, independentemente do trauma ou da escuridão que alguém possa estar vivenciando.

Haiti: Ataque de gangue a abrigo de igreja deixa 47 mortos e 22 feridos

Haiti: ataque de gangue a abrigo de igreja deixa 47 mortos e 22 feridos

Um violento ataque perpetrado por membros de gangues armadas a um complexo de igreja que abrigava residentes deslocados, perto da capital do Haiti, Porto Príncipe, resultou na morte de pelo menos 47 pessoas e deixou 22 feridos. A informação foi divulgada pelas Nações Unidas.

O Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, conhecido como BINUH, informou à France 24 que o número de fatalidades pode aumentar à medida que as autoridades coletam mais informações sobre o assalto ocorrido na comunidade de Kenscoff, localizada em uma área montanhosa.

Violência em Kenscoff

O prefeito de Kenscoff, Massillon Jean, relatou que a violência se iniciou por volta das 22h30 de domingo (horário local) e se estendeu até segunda-feira. Jean atribuiu o ataque à coalizão de gangues Viv Ansanm.

“Ontem à noite foi uma noite de terror que atingiu a comuna de Kenscoff”, declarou Jean à Rádio Magic 9 na segunda-feira, conforme relatado pelo The Haitian Times.

Sobreviventes do ataque relataram que casas foram incendiadas e alguns residentes foram sequestrados durante os confrontos. Segundo a Agenzia Fides, serviço de notícias das Pontifícias Sociedades Missionárias, um dos edifícios incendiados pela gangue foi um centro de adoração da Igreja Evangélica Arca da Nova Aliança, próximo ao cemitério municipal no centro de Kenscoff. Relatos indicam que os agressores também mataram animais, incluindo cavalos.

Contexto de escalada da violência

Este assalto ocorre em meio a um cenário de crescente violência gangue em todo o Haiti. Em um relatório divulgado na quarta-feira, o BINUH indicou que, entre abril e junho de 2026, pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e 656 ficaram feridas em todo o país. Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as baixas registradas nesse período.

As Nações Unidas também apontaram que os confrontos violentos entre gangues rivais na região de Plaine du Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil se intensificaram. Grupos armados disputam territórios e fontes de receita ilegal, elevando a violência nessas áreas a níveis não vistos desde o início de 2024.

Fé Inabalável Perseguição Agama Família Laos Restaurada Após 5 Anos

Família cristã reunida no Laos após superação de perseguição religiosa.

Cristã no Laos viveu cinco anos separada da família após se converter e enfrentar perseguição, mas manteve a fé na restauração do casamento e a esperança de reencontro.

Uma cristã identificada como Kanya* enfrentou uma separação de cinco anos de seu marido e filhos no Laos. A expulsação de sua comunidade ocorreu após sua conversão ao cristianismo e por se recusar a renunciar à sua fé em Jesus, mesmo grávida de seu terceiro filho.

A pressão sobre Kanya aumentou quando os moradores locais exigiram que seu marido, Phonesay*, se divorciasse dela. Caso contrário, ele também seria forçado a deixar a região onde viviam. Kanya, que passou a viver com parentes, dedicou esse período a orar pela restauração de sua família e casamento, confiando em Deus.

“Muitas pessoas me desprezavam e diziam: ‘Você acreditou em Deus, mas não ganhou nada. Seu marido agora tem outra esposa’. Eu não dizia nada, apenas sorria. Eu acreditava que nos reconciliaríamos, porque Deus é grande”, relatou Kanya à missão Portas Abertas, principal fonte desta reportagem.

Durante os cinco anos de separação, Phonesay chegou a se casar novamente. Contudo, Kanya continuou orando por ele e compartilhando o Evangelho, o que, gradualmente, transformou o coração de seu marido. A virada ocorreu quando Phonesay decidiu entregar sua vida a Jesus, o que levou sua nova esposa a pedir o divórcio por não aceitar sua conversão.

Posteriormente, o casamento de Kanya foi restaurado, e a família pôde retornar para sua antiga comunidade. No entanto, a celebração do reencontro foi marcada por um ato de extremismo. Um grupo invadiu um culto realizado pelo casal e ameaçou destruir a residência. Apesar de Phonesay ter buscado auxílio da polícia local, as autoridades não intervieram, e a casa foi demolida.

A família, juntamente com outros cristãos expulsos de suas comunidades, passou a viver na floresta. Ali, eles estabeleceram um local de reunião e estudo bíblico, fortalecendo sua fé e aprendendo mais sobre o Evangelho. Phonesay recebeu treinamento sobre interpretação bíblica e como lidar com a perseguição, aprendizado que o encorajou a permanecer firme em sua fé.

A missão Portas Abertas tem auxiliado os cristãos afetados, oferecendo projetos de geração de renda para sustentar as famílias que foram impedidas de trabalhar após deixarem suas comunidades. “Se o Senhor provê, sou grato. Se ele não provê, ainda assim continuo crendo Nele”, concluiu Phonesay.

Dolly Parton falece aos 80 anos após breve batalha contra o câncer, lembrada por sua fé cristã e música

Dolly Parton falece aos 80 anos após breve batalha contra o câncer

A icônica estrela da música country, Dolly Parton, faleceu na terça-feira aos 80 anos. A notícia chega após uma breve batalha contra o câncer, marcando o fim de uma carreira que se estendeu por seis décadas e a consolidou como uma das figuras mais reconhecidas e influentes na música americana. Dolly Parton viveu em meio à luz e agora repousa nos braços de Jesus, segundo o anúncio de seu sobrinho, Bryan Seaver, em nome da família Parton e Owens.

“É uma honra, uma honra que se mistura com orgulho absoluto e grande tristeza. Mas a tristeza é nossa, não de Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, seus pais e inúmeros outros que a observaram e ansiavam por encontrá-la nos céus”, declarou Seaver, transmitindo o sentimento de perda, mas também celebrando a vida da artista.

Um legado construído sobre a fé e a música

Nascida em uma área rural do Tennessee em 1946, Dolly Parton foi a décima de doze filhos. Sua introdução à música ocorreu na igreja onde seu avô atuava como pregador pentecostal. Após concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville e construiu uma carreira notável, presenteando o mundo com canções eternas como “Jolene”, “9 to 5”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”.

Ao longo de sua trajetória, Parton acumulou 11 prêmios Grammy, além de inúmeras honrarias de associações como a Country Music Association e a Academy of Country Music. Seu talento se estendeu para além da música, com sucesso como atriz e um reconhecimento mundial por seu trabalho filantrópico, especialmente através da Imagination Library, iniciativa que distribuiu livros para crianças em todo o globo.

A força da crença cristã em sua jornada

Dolly Parton sempre falou abertamente sobre suas crenças cristãs, moldadas desde a infância. Em uma entrevista concedida em 2019, ela relembrou uma senhora que, em sua juventude, lhe disse que ela era “ungida”. Ao questionar a mãe sobre o significado, foi-lhe explicado que “isso significa que Deus tem a mão sobre você; que você pode fazer algo especial”.

Essa experiência a marcou profundamente, reforçando a convicção de que seus talentos vinham com a responsabilidade de servir a Deus e ao próximo. “Eu nunca abandonei isso”, afirmou Parton. “Sempre me senti responsável perante Deus por ter que fazer algo por Deus. Ainda me sinto assim, e ainda estou fazendo isso, tentando. Pecando todo o caminho, mas tentando o meu melhor e pedindo perdão setenta vezes sete.”

“Eu realmente sinto que tenho um chamado. Sempre senti que tinha uma missão”, acrescentou Parton. “Sinto que Deus me disse cedo, em um sentimento, que eu deveria continuar até que Ele me dissesse para parar. Até que Deus diga para parar, eu continuarei.” Seu legado musical e sua profunda fé cristã inspiraram milhões, e sua partida deixa uma lacuna no mundo da música e no coração de seus admiradores.

Medo paralisa fazendeiros cristãos na Nigéria após série de ataques fatais

Fazendeiro nigeriano assustado observa campo de cultivo vazio ao entardecer em Plateau State.

Fazendeiros cristãos em Plateau State, Nigéria, hesitam em retornar às lavouras devido a ataques de milícias Fulani que resultaram na morte de 27 pessoas.

A segurança precária em comunidades Irigwe, no estado de Plateau, Nigéria, transformou a ida às fazendas em uma atividade de alto risco. Alguns agricultores abandonaram completamente o trabalho na terra, enquanto outros se reúnem em grupos na esperança de proteção, mas a dependência da agricultura para a subsistência torna a decisão de deixar as terras extremamente difícil. O receio se intensificou após uma série de ataques em Bassa Local Government Area, onde fazendeiros que se deslocavam para ou de suas propriedades teriam sido alvos de homens armados, suspeitos de serem milícias Fulani.

Um incidente recente, em 30 de julho, relatou o ataque a Bulus Turu, um fazendeiro cristão de 60 anos, enquanto retornava de sua lavoura perto da comunidade de Ancha, na região de Miango. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte. Segundo Joseph Chudu Yonkpa, Secretário Nacional de Divulgação do Movimento da Juventude Irigwe, Turu era um agricultor deslocado que havia se mudado para Ancha buscando segurança, mas acabou sendo atacado e ferido com facão.

Líderes comunitários afirmam que o ataque ocorreu mesmo após alertas sobre movimentações armadas na área. Eles acusam as agências de segurança de negligência, por falharem em prover proteção contínua, apesar dos repetidos avisos da população. A ameaça tem impactado diretamente a capacidade de cultivo das terras. Sunday Gado, presidente da Associação de Desenvolvimento da Juventude de Miango, informou à International Christian Concern (ICC) que ao menos 27 pessoas foram mortas em emboscadas nas comunidades de Miango somente neste ano. Muitos dos falecidos eram fazendeiros cristãos em trajeto para o trabalho.

Gado citou o assassinato de John Telle Danjuma, cujo telefone móvel teria sido levado pelos agressores. Embora o incidente tenha sido reportado à polícia, nenhuma prisão foi efetuada. “O novo padrão de emboscadas é mais perigoso”, declarou Gado. “Fazendeiros cristãos têm medo de usar as estradas e trilhas que levam às suas lavouras.” Para famílias deslocadas que dependem da agricultura para alimentação e renda, a restrição de movimento agrava as dificuldades, forçando uma escolha dolorosa entre o risco de retornar às terras e a ausência de colheita.

Os mais vulneráveis, como idosos e mulheres, enfrentam riscos ainda maiores. “Os jovens às vezes tentam ir em grupo. Mas a mãe, o pai, com 60, 70 anos, vão sozinhos. É assim que são pegos”, descreveu Gado.

Os ataques prosseguiram em agosto. Moradores da aldeia de Ariri, no distrito de Nkienwhie, relataram um novo incidente na noite de 14 de agosto, quando homens armados invadiram a localidade. Jonathan Mangwa Ado, de 21 anos, morreu, e Joseph Ezekiel, de 19 anos, sofreu ferimentos de bala na perna. Yohana Boh, líder comunitário de Ariri, afirmou que os residentes receberam um aviso prévio, mas o Exército nigeriano o ignorou.

“Não sabemos de onde vieram os Fulani. Eles estavam apenas gritando e atirando na beira da estrada”, relatou Boh, apelando por maior proteção das autoridades nigerianas e agências de segurança. “Não conseguimos dormir. Não conseguimos cultivar. Estamos pedindo ajuda.”
Jonathan Mangwa Ado foi sepultado em 15 de agosto.

Yonkpa reiterou que informações sobre movimentações de grupos armados e pedidos de proteção nas áreas de cultivo foram compartilhadas repetidamente com as agências de segurança. No entanto, as comunidades costumam receber apenas respostas de segurança temporárias. “Nós dizemos onde os homens armados se reúnem. Dizemos a hora que eles vêm. Nada acontece até que alguém morra”, lamentou.

Os Irigwe são uma comunidade agrícola indígena concentrada principalmente na Área de Governo Local de Bassa, no estado de Plateau, e em parte de Southern Kaduna. A agricultura, com cultivos como milho, batatas e vegetais, é fundamental para sua subsistência. A região de Plateau e Southern Kaduna tem enfrentado anos de violência, com disputas por terra, acesso agrícola, etnia e atividade criminosa contribuindo para a insegurança rural. Alegações comunitárias frequentemente apontam grupos Fulani armados como perpetradores, embora o grupo étnico Fulani seja diverso e as acusações contra grupos armados não representem a população Fulani em geral.

Líderes hindus pressionam Nepal a se tornar nação hindu; cristãos temem

Pastor nepalês expressa preocupação em frente a igreja fechada após ameaças de grupo hindu radical.

Líderes hindus pedem declaração de Nepal como nação hindu e geram apreensão entre minorias religiosas

A comunidade cristã no Nepal expressa crescente apreensão após uma delegação de líderes religiosos hindus apresentar uma demanda formal ao governo pela declaração do país como uma nação hindu. Essa preocupação se intensificou significativamente após um episódio de violência comunal ocorrido em 26 de julho, no distrito de Sunsari, região de Tarai, no leste do Nepal, que resultou em pelo menos três mortes e diversos feridos graves.

O confronto inicial teve origem em Dewanganj, Sunsari, quando membros da comunidade muçulmana se opuseram ao volume de música e à substituição de bandeiras religiosas em mastros durante uma procissão hindu do festival Bolbam. As autoridades governamentais intervieram, mobilizando forças de segurança e estabelecendo um toque de recolher por tempo indeterminado na área afetada.

A questão ganhou contornos políticos, expandindo-se para distritos vizinhos e evoluindo para uma preocupação de âmbito nacional. Conforme relatos da imprensa, o governo e representantes de diversas organizações hindus chegaram a um acordo de 13 pontos em Janakpur. A discussão incluiu o compromisso de realizar um debate entre todos os partidos políticos no prazo de três meses sobre a questão da declaração de Nepal como nação hindu.

Um pastor local, que preferiu manter o anonimato, relatou que uma igreja no distrito de Sunsari foi forçada a encerrar suas atividades presenciais após receber ameaças de um grupo radical hindu. Como alternativa, as atividades religiosas foram transferidas para a plataforma online Zoom.

O religioso explicou que os desafios persistem, especialmente ao tentar disseminar o evangelho em vilarejos e cruzamentos públicos. Frequentemente, locais acionam ativistas ou líderes hindus para intimidar ou afugentar cristãos.

Outro pastor destacou que, embora os cristãos não tenham sofrido ferimentos físicos durante o recente conflito entre muçulmanos e hindus, vários grupos ativistas hindus na região de Tarai, incluindo Hindu Jagaran, Hindu Samrat Sena, Hindu Swayamsevak Sangh e unidades do Nepal Bajrang Dal, continuam a ameaçar cristãos, impedir a pregação do evangelho e visar comunidades cristãs minoritárias.

Pastor e ex-jogador de futebol é assassinado em construção em Honduras

Cena de crime em construção em Catacamas, Honduras, com motocicletas abandonadas e fita de isolamento policial.

Pastor evangélico e ex-jogador de futebol é brutalmente assassinado em obra de construção em Catacamas, Honduras

O pastor evangélico Malcon Oduber Hernández, de 46 anos, foi encontrado sem vida na manhã de 27 de agosto de 2026. O corpo foi localizado junto ao de seu ajudante dentro de uma edificação em construção na zona sul de Catacamas, departamento de Olancho, Honduras. A descoberta ocorreu após ambos serem dados como desaparecidos desde o dia anterior, quando saíram para realizar um trabalho de medição no local.

Hernández e seu colaborador estavam no imóvel para executar um serviço técnico relacionado à construção, área em que o pastor atuava com fabricação de estruturas metálicas. Após horas sem qualquer comunicação, familiares e membros da comunidade de Catacamas acionaram as autoridades sobre a ausência dos dois.

As vítimas foram encontradas no interior da obra, com suas motocicletas estacionadas nas proximidades, possivelmente os veículos utilizados por eles para se deslocar. A Polícia Nacional isolou a área e iniciou uma investigação formal para apurar as circunstâncias do duplo homicídio. Até o momento, não há confirmação sobre o motivo do crime, nem prisões de suspeitos.

Malcon Hernández era uma figura conhecida e respeitada em Catacamas por sua dupla atuação. Como líder religioso, comandava a Igreja Evangélica La Puerta al Cielo, engajando-se em atividades pastorais e sociais na comunidade. Paralelamente, destacou-se no esporte como jogador profissional, tendo integrado o time do Atlético Olanchano e disputado partidas pela primeira divisão da Liga Nacional de Honduras.

Investigações exploram possíveis motivos para o crime

Apesar da polícia ainda não ter definido um móvel oficial para o duplo assassinato, a investigação considera três linhas de apuração possíveis, baseadas em padrões de violência observados em Honduras e em casos semelhantes. Nenhuma destas hipóteses foi oficialmente confirmada.

Uma das vertentes investigativas sugere que a vítima pode ter sido atraída ao local por meio de uma chamada falsa, um expediente comum em execuções por encomenda em áreas rurais hondurenhas. O trabalho de medição no imóvel teria sido o pretexto.

Outra hipótese aponta para um possível roubo ou ação de extorsão relacionada a atividades no setor da construção. O setor rural de Olancho tem sido palco de cobranças ilegais por parte de grupos criminosos locais, e a presença de equipamentos como as motocicletas e ferramentas pode ter representado um fator de risco.

Uma terceira linha de investigação considera um ataque direcionado por razões pessoais ou comunitárias. A atuação pastoral, especialmente em igrejas com forte envolvimento social, pode gerar atritos em comunidades onde grupos criminosos ou redes de extorsão operam. Líderes evangélicos frequentemente se tornam alvos devido à sua influência comunitária, intervenção em conflitos locais, trabalho com jovens em situação de risco, oposição a atividades ilícitas ou por serem vistos como obstáculos por organizações delitivas.

Em um cenário mais amplo, Honduras enfrenta desafios significativos de segurança, incluindo altas taxas de homicídios, extorsão sistemática, aumento de desaparecimentos e assassinatos em áreas rurais e a vulnerabilidade de líderes comunitários. Departamentos como Olancho combinam a presença do narcotráfico, economias ilícitas e uma atuação estatal limitada, intensificando os riscos para figuras públicas na região.

De acordo com a fonte Evangélico Digital, nos últimos cinco anos, diversos assassinatos de pastores foram noticiados em diferentes departamentos de Honduras, muitos deles com dinâmicas parecidas às do caso de Malcon Hernández, envolvendo chamadas enganosas, breves períodos de desaparecimento e a localização dos corpos em locais isolados.

Pais desafiam veto da Califórnia a materiais cristãos de homeschooling no Supremo Tribunal

Pais desafiam veto da Califórnia a materiais cristãos de homeschooling no Supremo Tribunal

Três famílias da Califórnia estão pedindo à Suprema Corte dos Estados Unidos que considere um desafio a uma política estadual de escolas charter. A política em questão proíbe que materiais religiosos sejam utilizados em programas de estudo independente e homeschooling que recebem financiamento público.

O First Liberty Institute, em colaboração com os escritórios de advocacia Gibson, Dunn & Crutcher LLP e King & Spalding LLP, apresentou uma petição na semana passada em nome das famílias John e Breanna Woolard, Hector e Diana Gonzales, e Carrie Dodson. A disputa legal, registrada como John Woolard, et al. v. Tony Thurmond et al., gira em torno da permissão para que escolas charter retenham fundos e crédito acadêmico quando os pais optam por recursos educacionais com conteúdo religioso.

O cerne da disputa: materiais religiosos em escolas públicas

A petição alega que as escolas charter responsáveis pelos programas de estudo independente dos pais rejeitaram o uso de obras de figuras como William Penn e Jonathan Edwards. A justificativa apresentada foi o “conteúdo religioso” dessas obras. Famílias relataram que, além disso, queriam utilizar currículos como “Focus on Fives” e “The Good and the Beautiful”, ambos da Bob Jones University, que incorporam instrução religiosa em matérias acadêmicas tradicionais.

Um exemplo citado é a recusa de um exercício de gramática que continha a frase “Deus envia a chuva para ajudar as plantas a crescer”. A escola teria afirmado que “não pode aceitar nenhuma amostra de trabalho com qualquer palavra religiosa nela”.

As bases legais do veto estadual

A Constituição da Califórnia impõe restrições ao apoio público para educação sectária. O Artigo 9, Seção 8, estipula que “nenhum dinheiro público será jamais apropriado para o apoio de qualquer escola sectária [religiosa] ou denominacional, ou qualquer escola que não esteja sob o controle exclusivo dos oficiais das escolas públicas; nem qualquer doutrina sectária ou denominacional será ensinada, ou instrução sobre ela permitida, direta ou indiretamente, em qualquer das escolas comuns deste Estado.”

Autoridades escolares também se basearam no Código de Educação da Califórnia § 47605(e)(1), que afirma que “uma escola charter deve ser não sectária em seus programas”. Como as escolas charter da Califórnia operam como parte do sistema de educação pública do estado, elas estão sujeitas a restrições quanto ao uso de fundos públicos para instrução considerada sectária.

O caminho legal até o Supremo Tribunal

O desafio legal teve início em outubro de 2023, quando pais cujos filhos participavam de programas de estudo independente através da Blue Ridge Academy e da Visions in Education entraram com uma ação contra o estado. O processo, protocolado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste da Califórnia, argumentou que os pais participantes desses programas deveriam ter permissão para incorporar o ensino cristão na educação de seus filhos.

Em setembro do ano passado, um painel de três juízes do Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA rejeitou unanimemente as alegações das famílias, confirmando uma decisão anterior do tribunal distrital. Os juízes que compuseram o painel foram Andrew Hurwitz, Eric Miller e Jennifer Sung.

As famílias buscaram, posteriormente, uma nova análise por todo o Nono Circuito. Segundo Alexander Kazam, co-conselheiro na King & Spalding, citado pelo California Family Council, havia a esperança de que a Corte concedesse a reavaliação e restaurasse a proteção aos “princípios fundamentais da Primeira Emenda”. Após o pedido ser negado, as famílias recorreram à Suprema Corte.

Próximos passos no tribunal

A Suprema Corte deve retomar suas conferências privadas em 28 de setembro para decidir quais casos serão ouvidos, com o novo período começando em 5 de outubro. Conforme reportado pelo The Washington Examiner, os juízes poderão decidir já neste outono se aceitarão o caso Woolard v. Thurmond, marcando um momento crucial para a liberdade religiosa e educacional nos Estados Unidos.

Argentina expulsa juiz por falas antissemitas e intensifica luta contra discurso de ódio

Representação simbólica de um tribunal argentino com a balança da justiça, refletindo a decisão de remover um juiz por declarações antissemitas.

Argentina destitui juiz federal Alfredo Eugenio López por declarações antissemitas e reforça combate ao discurso de ódio no país

A Argentina removeu o juiz federal Alfredo Eugenio López do cargo neste mês de agosto, após um júri de impeachment considerar suas declarações antissemitas publicadas em redes sociais incompatíveis com a função pública. O veredicto foi anunciado pelo Secretário-Geral do Júri, Marcelo Bova.

O magistrado utilizou termos como “raça de víboras” e “juden”, acusando judeus de “deicídio” e questionando sua lealdade nacional em seu perfil na plataforma X. O Júri Nacional de Magistrados determinou que as manifestações comprometiam a imparcialidade judicial e violavam princípios constitucionais.

Os membros do júri afirmaram que as mensagens eram autênticas e, ao mesmo tempo em que reconheceram a liberdade de expressão, ressaltaram que “esse direito não é absoluto”.

A medida tem repercussão internacional em um cenário de crescimento do antissemitismo global. A decisão da Argentina envia uma mensagem de que autoridades públicas também devem aderir a princípios éticos rigorosos e não podem normalizar discursos de ódio. O caso levanta debates sobre os limites da liberdade de expressão para figuras públicas e o impacto de manifestações discriminatórias na confiança das instituições.

Em um país que abriga a maior comunidade judaica da América Latina, com cerca de 180 mil pessoas, e com um histórico de atentados como os de 1992 (Embaixada de Israel) e 1994 (AMIA), a destituição de López possui peso simbólico como resposta institucional a manifestações antissemitas.

Organizações judaicas e defensores dos direitos humanos celebraram a decisão. Clarita Maia, consultora legislativa do Senado argentino, destacou que “a remoção de López não é apenas uma vitória da comunidade judaica, mas um passo essencial para fortalecer a democracia argentina e mostrar ao mundo que o ódio não pode ser tolerado dentro das instituições”.

A Delegação das Associações Judaicas Argentinas (DAIA), uma das denunciantes, descreveu a decisão como “um evento de enorme importância institucional”. A entidade ressaltou que “um juiz não é demitido por expressar uma opinião. Ele é afastado quando sua conduta pública é incompatível com a imparcialidade, o decoro e a confiança exigidos pelo cargo judicial.”