Haiti: Ataque de gangue a abrigo de igreja deixa 47 mortos e 22 feridos

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Haiti: ataque de gangue a abrigo de igreja deixa 47 mortos e 22 feridos

Um violento ataque perpetrado por membros de gangues armadas a um complexo de igreja que abrigava residentes deslocados, perto da capital do Haiti, Porto Príncipe, resultou na morte de pelo menos 47 pessoas e deixou 22 feridos. A informação foi divulgada pelas Nações Unidas.

O Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, conhecido como BINUH, informou à France 24 que o número de fatalidades pode aumentar à medida que as autoridades coletam mais informações sobre o assalto ocorrido na comunidade de Kenscoff, localizada em uma área montanhosa.

Violência em Kenscoff

O prefeito de Kenscoff, Massillon Jean, relatou que a violência se iniciou por volta das 22h30 de domingo (horário local) e se estendeu até segunda-feira. Jean atribuiu o ataque à coalizão de gangues Viv Ansanm.

“Ontem à noite foi uma noite de terror que atingiu a comuna de Kenscoff”, declarou Jean à Rádio Magic 9 na segunda-feira, conforme relatado pelo The Haitian Times.

Sobreviventes do ataque relataram que casas foram incendiadas e alguns residentes foram sequestrados durante os confrontos. Segundo a Agenzia Fides, serviço de notícias das Pontifícias Sociedades Missionárias, um dos edifícios incendiados pela gangue foi um centro de adoração da Igreja Evangélica Arca da Nova Aliança, próximo ao cemitério municipal no centro de Kenscoff. Relatos indicam que os agressores também mataram animais, incluindo cavalos.

Contexto de escalada da violência

Este assalto ocorre em meio a um cenário de crescente violência gangue em todo o Haiti. Em um relatório divulgado na quarta-feira, o BINUH indicou que, entre abril e junho de 2026, pelo menos 1.408 pessoas foram mortas e 656 ficaram feridas em todo o país. Os ataques de gangues foram responsáveis por 55% de todas as baixas registradas nesse período.

As Nações Unidas também apontaram que os confrontos violentos entre gangues rivais na região de Plaine du Cul-de-Sac e em vários bairros de Cité Soleil se intensificaram. Grupos armados disputam territórios e fontes de receita ilegal, elevando a violência nessas áreas a níveis não vistos desde o início de 2024.

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