Dolly Parton falece aos 80 anos após breve batalha contra o câncer
A icônica estrela da música country, Dolly Parton, faleceu na terça-feira aos 80 anos. A notícia chega após uma breve batalha contra o câncer, marcando o fim de uma carreira que se estendeu por seis décadas e a consolidou como uma das figuras mais reconhecidas e influentes na música americana. Dolly Parton viveu em meio à luz e agora repousa nos braços de Jesus, segundo o anúncio de seu sobrinho, Bryan Seaver, em nome da família Parton e Owens.
“É uma honra, uma honra que se mistura com orgulho absoluto e grande tristeza. Mas a tristeza é nossa, não de Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, seus pais e inúmeros outros que a observaram e ansiavam por encontrá-la nos céus”, declarou Seaver, transmitindo o sentimento de perda, mas também celebrando a vida da artista.
Um legado construído sobre a fé e a música
Nascida em uma área rural do Tennessee em 1946, Dolly Parton foi a décima de doze filhos. Sua introdução à música ocorreu na igreja onde seu avô atuava como pregador pentecostal. Após concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville e construiu uma carreira notável, presenteando o mundo com canções eternas como “Jolene”, “9 to 5”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”.
Ao longo de sua trajetória, Parton acumulou 11 prêmios Grammy, além de inúmeras honrarias de associações como a Country Music Association e a Academy of Country Music. Seu talento se estendeu para além da música, com sucesso como atriz e um reconhecimento mundial por seu trabalho filantrópico, especialmente através da Imagination Library, iniciativa que distribuiu livros para crianças em todo o globo.
A força da crença cristã em sua jornada
Dolly Parton sempre falou abertamente sobre suas crenças cristãs, moldadas desde a infância. Em uma entrevista concedida em 2019, ela relembrou uma senhora que, em sua juventude, lhe disse que ela era “ungida”. Ao questionar a mãe sobre o significado, foi-lhe explicado que “isso significa que Deus tem a mão sobre você; que você pode fazer algo especial”.
Essa experiência a marcou profundamente, reforçando a convicção de que seus talentos vinham com a responsabilidade de servir a Deus e ao próximo. “Eu nunca abandonei isso”, afirmou Parton. “Sempre me senti responsável perante Deus por ter que fazer algo por Deus. Ainda me sinto assim, e ainda estou fazendo isso, tentando. Pecando todo o caminho, mas tentando o meu melhor e pedindo perdão setenta vezes sete.”
“Eu realmente sinto que tenho um chamado. Sempre senti que tinha uma missão”, acrescentou Parton. “Sinto que Deus me disse cedo, em um sentimento, que eu deveria continuar até que Ele me dissesse para parar. Até que Deus diga para parar, eu continuarei.” Seu legado musical e sua profunda fé cristã inspiraram milhões, e sua partida deixa uma lacuna no mundo da música e no coração de seus admiradores.
