Senadora evangélica Nadia Márquez critica doutrina kirchnerista por contrariar princípios bíblicos de esforço e mérito
A senadora argentina Nadia Márquez, advogada de 43 anos e membro do partido La Libertad Avanza, gerou controvérsia ao declarar que o kirchnerismo diverge dos preceitos da Bíblia. A parlamentar, que também é pastora evangélica, fundamenta sua posição na interpretação de que as escrituras sagradas enfatizam o esforço individual e o mérito, em contraposição ao que ela descreve como “assistencialismo hueco y obligado” (assistencialismo vazio e forçado) promovido pelo Estado, segundo informações do Evangélico Digital.
Márquez, que aspira a ser a primeira governadora mulher de Neuquén e defende a reeleição de Javier Milei, utiliza sua fé como um pilar central em sua vida pública e política. Ela se descreve como “Cristiana, madre, esposa, senadora” e considera a Bíblia um “manual de vida”. Para a senadora, a influência de sua fé em sua visão política se traduz na crença de que a política social e econômica deve ser guiada pelos valores de esforço e mérito, e não pelo assistencialismo estatal.
Em entrevista recente ao jornal La Nación, a senadora argentina expandiu sua argumentação, acrescentando que a doutrina kirchnerista legislou contra “el primer derecho humano, el derecho a la vida” (o primeiro direito humano, o direito à vida), o que, em sua visão, também contradiz a Bíblia.
A agenda política de Márquez é marcada por um conservadorismo influenciado por sua leitura cristã dos debates públicos. Ela se declara fervorosa opositora à lei do aborto e defende sua revogação, embora reconheça a falta de números parlamentares para tal. No que tange ao casamento e família, defende o modelo tradicional, explicando que “el matrimonio viene de mater, de maternidad, y eso se da entre un hombre y una mujer siempre”. Contudo, afirma que os adultos devem ter liberdade para escolher seu estilo de vida.
Em relação à economia, Márquez apoia o programa econômico do presidente Javier Milei, associando-o a uma ética de esforço pessoal. Ela acredita que o governo deve evitar o desperdício e promover a sustentabilidade, com endividamento legítimo e não fruto de prioridades equivocadas. A senadora considera o modelo libertário “el camino adecuado”, apesar de reconhecer que seus efeitos ainda não alcançam toda a população.
