Ameaças e destruição marcam escalada da perseguição contra comunidades cristãs na Índia rural
Cerca de 500 pessoas cercaram residências de famílias cristãs em Bengala Ocidental, na Índia, exigindo que os moradores negassem a fé em Jesus sob ameaça de morte e incêndio criminoso. O episódio faz parte de uma onda crescente de hostilidade na região, conforme relatado pela organização Global Christian Relief.
Além da coação física, o grupo de extremistas incinerou exemplares da Bíblia e lançou outros em um rio próximo. A organização, que monitora a situação, aponta que o cenário de perseguição se agravou desde o início de julho, atingindo diversas congregações, incluindo ataques durante cultos matinais.
Pressão social e restrição de direitos
A estratégia de intimidação ultrapassa a violência direta, atingindo também o acesso a recursos básicos de sobrevivência. Em diversos casos, famílias estão sendo ameaçadas com a suspensão de cartões de racionamento governamentais, que garantem alimentos essenciais, caso não renunciem às suas crenças religiosas.
Um missionário que atua na região detalhou a situação crítica:
“Em uma aldeia, cerca de 500 pessoas se reuniram em frente às casas de cinco famílias cristãs, exigiram que negassem a Cristo e ameaçaram matá-las e incendiar suas casas. Bíblias foram queimadas em frente à aldeia. As que não queimaram foram levadas até o rio e jogadas na água. As famílias ainda vivem sob essa ameaça”.
Impacto na rotina das comunidades
O monitoramento constante de pastores e a proibição de reuniões presenciais obrigaram parte da comunidade a adaptar suas práticas. Aproximadamente 35 famílias migraram para encontros virtuais noturnos para manter o estudo bíblico em segurança.
A Global Christian Relief destaca que os cristãos representam uma pequena minoria no país, enfrentando episódios recorrentes de exclusão social, pressões trabalhistas e violência. A organização mantém o apelo por apoio internacional e orações pelas famílias que se encontram sob grave ameaça e vulnerabilidade social.
