Vereador petista de São Paulo detido em ação contra lavagem de dinheiro envolvendo o PCC e R$ 194 milhões em bens
O vereador petista Senival Moura, de São Paulo, foi preso na manhã da quinta-feira, 25 de junho de 2026, durante a Operação Última Parada. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro com conexões ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou no sequestro de bens no valor de R$ 194 milhões.
A operação, coordenada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, cumpriu cinco mandados de prisão. As investigações apontam para um esquema complexo de lavagem de dinheiro estruturado através do transporte público da cidade de São Paulo.
Senival Moura é considerado uma figura central no esquema criminoso. A investigação também identificou integrantes da facção PCC e o presidente da empresa Transunião, que, segundo informações, recebeu mais de R$ 300 milhões da prefeitura no ano de 2025. A Transunião, uma das principais empresas de transporte público paulistano, é suspeita de envolvimento em práticas ilícitas que beneficiavam o PCC.
A Operação Última Parada busca desmantelar essa rede de corrupção e lavagem de dinheiro, que impacta a administração pública e a sociedade. As autoridades informaram que, além da prisão do vereador, foram apreendidos 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. O sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias visa a recuperação de recursos desviados.
Segundo as autoridades, a prisão do parlamentar e os desdobramentos da operação representam um avanço significativo no combate à corrupção e ao crime organizado em São Paulo. A expectativa é que as investigações prossigam para identificar todos os envolvidos e desarticular completamente a estrutura criminosa.
A prisão de Senival Moura gerou reações diversas na esfera política e social, com muitos apoiando a ação de combate à corrupção, enquanto outros levantam questionamentos sobre os procedimentos da operação e a garantia dos direitos dos acusados. Organizações da sociedade civil clamam por transparência nas investigações e responsabilização de todos os envolvidos, independentemente de sua filiação política.
O caso evidencia a relação entre o crime organizado e a política local e serve como alerta para a necessidade de um sistema político mais ético e transparente em São Paulo.
