Pastores Repudiam Lei Americana que Autoriza Aborto até o Parto: ‘É Assassinato’

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Líderes cristãos americanos expressam repúdio à legislação de Massachusetts que permite o aborto até o nascimento, classificando a medida de “assassinato” e “maligna”.

A governadora democrata Maura Healey sancionou a nova lei em Massachusetts, que elimina os limites de idade gestacional para a realização de abortos. Com essa mudança, o estado se junta a outros nove nos EUA e ao Distrito de Columbia que autorizam o procedimento até o fim da gravidez. A legislação anterior restringia o aborto após 24 semanas de gestação, com exceções específicas. A nova lei deve entrar em vigor 90 dias após a sanção.

Franklin Graham, presidente da Samaritan’s Purse e da Associação Evangelística Billy Graham, classificou a lei como um ato de “assassinato” e “maligno”, expressando profundo choque com as imagens da cerimônia de assinatura. “Isso me causa um arrepio na espinha. Sorrisos e aplausos enquanto a governadora democrata de Massachusetts assina um projeto de lei para permitir abortos até o nascimento em seu estado. Isso é assassinato. É maligno”, declarou Graham em suas redes sociais.

Graham também contestou a justificativa de que a medida seria uma questão de saúde feminina, citando a Bíblia. “Ela chama o aborto de saúde para as mulheres. A Bíblia diz ‘Ai daqueles que chamam o mal de bem e o bem de mal’ (Isaías 5:20)”, afirmou. O evangelista fez um alerta espiritual à governadora e aos apoiadores da lei, sugerindo que comparecerão perante Deus.

Outros líderes religiosos também se manifestaram contra a decisão. O pastor Jentezen Franklin, líder da Free Chapel, lamentou em sua página no Facebook que a remoção de limites para o aborto até o nascimento “deveria partir nossos corações e nos levar a agir imediatamente”, ressaltando que “cada vida importa para Deus”.

O teólogo Albert Mohler, presidente do Southern Baptist Theological Seminary, descreveu a nova lei como “um dia sombrio para a santidade da vida em Massachusetts” em seu programa The Briefing. Ele destacou a gravidade moral de permitir abortos em estágios avançados da gravidez, considerando a mudança parte de um avanço da cultura do aborto nos EUA.

Evan Lenow, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, classificou a lei como “horrível”, afirmando que a governadora Healey “autoriza a morte de um número incontável de bebês até o momento do nascimento”. Lenow enfatizou que esses bebês possuem “valor e dignidade inerentes, que agora são ignorados pela lei de Massachusetts”. Ele também mencionou o compromisso de instalar aparelhos de ultrassom em centros de apoio à gravidez e combater o aborto medicamentoso.

A presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, apontou que abortos em estágios avançados podem envolver o desmembramento do feto, descrevendo a situação como um choque à consciência. Carol Tobias, presidente da National Right to Life, criticou o estado por “eliminar as últimas proteções para crianças não nascidas que podem sentir dor e que poderiam sobreviver fora do útero”. Tobias ressaltou o paradoxo de bebês prematuros recebendo cuidados intensivos enquanto outros da mesma idade ou mais velhos podem ter sua vida interrompida por aborto, afirmando que “isso não é compaixão, e não é assistência médica”.

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