Suprema Corte dos EUA anula distrito eleitoral majoritariamente negro na Louisiana

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Suprema Corte dos EUA invalida distrito congressional recém-desenhado na Louisiana em decisão controversa

A Suprema Corte dos Estados Unidos, em um julgamento de 6 a 3, anulou a mais recente configuração de um distrito congressional na Louisiana que era majoritariamente negro. A decisão dos juízes conservadores considera o mapa eleitoral inconstitucional por ser um ‘gerrymandering’.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, descreveu o distrito como uma ‘cobra’, pois ele se estende por mais de 320 quilômetros, ligando Shreveport a Baton Rouge. A decisão enfraquece a Seção 2 da Lei dos Direitos de Voto de 1965, que visa combater a discriminação no processo eleitoral.

A juíza Elena Kagan, em sua dissidência, expressou preocupação com as implicações da decisão. “As consequências são provavelmente de longo alcance e graves. A decisão de hoje torna a Seção 2 praticamente uma letra morta”, escreveu.

A decisão pode colocar o congressista democrata da Louisiana, Cleo Fields, em risco de perder seu assento. Fields declarou que o efeito prático da decisão é dificultar a contestação de mapas de redistritamento por comunidades minoritárias que diluem sua voz política.

A reação política à decisão foi dividida por linhas partidárias. O presidente Trump manifestou sua aprovação à medida. O caso ocorre em um momento em que estados por todo o país estão redesenhando mapas eleitorais para obter vantagens partidárias, como ocorreu na Flórida, onde a legislatura aprovou um novo mapa que favorece os republicanos.

Outros nove estados já criaram novas fronteiras distritais na tentativa de aumentar as chances de seus partidos ganharem assentos na Câmara dos Representantes e impactar o equilíbrio de poder em Washington.

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