Nikolas Ferreira critica indicação de Jorge Messias ao STF em vídeo que atinge 14,7 milhões de visualizações
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo com fortes críticas à indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo, divulgado em suas redes sociais, alcançou a expressiva marca de 14,7 milhões de visualizações, gerando ampla repercussão.
No vídeo, Ferreira relembra a origem do apelido “Bessias” atribuído a Messias, então advogado-geral da União, após a divulgação de um áudio em 2016, durante a Operação Lava Jato. Na gravação, a ex-presidente Dilma Rousseff mencionava o envio de um termo de posse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva através de Messias.
O parlamentar também citou declarações de Lula durante a campanha eleitoral de 2022, nas quais o presidente afirmou que não seria adequado indicar pessoas próximas ao STF. Ferreira destacou que, com a indicação de Messias, já seriam dois “amigos” do presidente na Corte, incluindo o ex-advogado Cristiano Zanin.
Posicionamentos de Messias na Advocacia-Geral da União (AGU) também foram alvo de questionamento. Nikolas Ferreira mencionou uma manifestação sobre norma do Conselho Federal de Medicina referente à assistolia fetal, afirmando que Messias teria considerado a proibição inconstitucional.
Outro ponto abordado foi a publicação de honorários advocatícios na AGU. O deputado acusou o governo de descumprir a promessa de transparência, apontando que, sob a gestão de Messias, a AGU deixou de publicar por oito meses os valores recebidos por seus integrantes em honorários, totalizando R$ 2,5 bilhões no período.
Ferreira ainda fez referência a reportagens sobre investigações relacionadas ao INSS, regulação de informações e decisões judiciais sobre os atos de 8 de janeiro de 2023. O deputado encerrou o vídeo expressando a indignação do cidadão comum com a corrupção e a falta de serviços básicos, contrastando com a indicação de Messias para julgar essas mesmas pessoas.
A indicação de Jorge Messias ao STF ainda depende da aprovação do Senado Federal, que ocorrerá em votação secreta após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.
