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Diplomacia Ganha Espaço em Meio a Tensões entre EUA, Israel e Irã

Bandeiras dos EUA, Israel e Irã em uma mesa de negociações diplomáticas
A portrait of former Hezbollah leader Hassan Nasrallah hangs on a coffee shop in the town of Nabatiyeh, southern Lebanon, Wednesday, June 24, 2026, after a ceasefire between Israel and Hezbollah. (AP Photo/Bilal Hussein)

Foco muda de confrontos militares para diplomacia entre EUA, Israel e Irã após declaração de vitória iraniana

A atenção se volta para a diplomacia entre Estados Unidos, Israel e Irã, com o cessar-fogo entre as nações se mantendo. A mudança ocorre enquanto dúvidas persistem sobre as reais intenções de Teerã e Israel lida com ameaças em sua fronteira norte. A despeito de alegações conflitantes sobre danos ao programa nuclear iraniano, EUA e Irã se preparam para retornar às negociações na Suíça. A fonte original, cbn.com, indica que o presidente americano Donald Trump atribuiu o retorno ao diálogo à pressão militar dos EUA.

Trump declarou que, graças à força das Forças Armadas americanas, o Irã não possui mais marinha, força aérea, capacidade antiaérea, lançadores de mísseis ou capacidade de fabricação, com sua liderança dizimada. Ele expressou a expectativa de paz no Oriente Médio pela primeira vez em 3.000 anos.

Enquanto isso, o Secretário de Estado Marco Rubio viajou ao Kuwait como parte de um giro por três países do Golfo para tranquilizar aliados regionais, buscando acalmar temores sobre o Estreito de Ormuz. “Acho que o mundo inteiro será contra qualquer mecanismo que cobre dinheiro para usar uma via navegável internacional. É simples assim”, observou Rubio.

Em contrapartida, o Comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Ahmad Vahidi, apresentou uma perspectiva distinta. Relatos atribuídos a ele sugerem que o Irã teria levado o presidente Trump a se ajoelhar, alcançando seus objetivos. Vahidi indicou que o plano atual é manter os americanos sob controle estrito, com qualquer violação permitindo a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz.

O jornalista saudita Abdulaziz al-Khamis comentou que muitos na região consideram que o Irã emergiu politicamente mais forte. “Acreditamos no presidente Trump e o consideramos um homem corajoso na sua decisão. Mas o que vimos, o resultado, o trabalho não está completo”, disse al-Khamis. Questionado se a percepção no Oriente Médio é de que o Irã está vencendo, ele respondeu: “Até agora, sim… quando eles sobrevivem, significa que venceram. Eles não se importam com os danos, não se importam com quantas pessoas morreram, quantas bases foram destruídas. Eles vencem porque sobrevivem”.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reiterou a posição de seu país, afirmando que o Irã não terá armas nucleares enquanto ele estiver no cargo. Ele também garantiu a manutenção da zona de segurança no sul do Líbano.

Na fronteira norte de Israel, as negociações com o Líbano avançaram pouco devido a discordâncias sobre a retirada israelense do sul do Líbano. O exército israelense relatou ter cercado dezenas de combatentes do Hezbollah em um complexo de túneis em Tebnit, após selar as entradas. A mensagem transmitida por mediadores foi clara: rendição ou morte dentro do sistema subterrâneo.

Diplomatas se preparam para novos encontros, mas os eventos em campo indicam que a contenção da influência iraniana na região ainda está longe de ser concluída.

Pastor uigur enfrenta pressão do governo chinês e risco de fechamento de igreja

Pastor uigur em sua igreja em Xinjiang, China, sob pressão governamental.

Pastor uigur em Xinjiang corre risco de ter igreja fechada e enfrenta perseguições após imposição de exigências burocráticas pelo governo

Um pastor cristão uigur na Região Autônoma de Xinjiang, na China, está sob ameaça de ter sua igreja fechada e sua família perseguida. A situação se agravou após autoridades locais imporem requisitos de conformidade onerosos e intensificarem a vigilância sobre líderes e membros da congregação, conforme informações obtidas pela International Christian Concern (ICC) através de um ministério cristão estabelecido que atua na Ásia Oriental. Por questões de segurança, o pastor está sendo identificado apenas como “Pastor A”.

O Pastor A lidera uma pequena igreja doméstica, composta majoritariamente por cristãos uigures no sul de Xinjiang. Nos últimos meses, autoridades governamentais aumentaram a pressão sobre o grupo, alegando violações relacionadas a atividades religiosas e estabelecendo novas demandas administrativas consideradas impossíveis de serem cumpridas pelos líderes da igreja.

Relatórios recebidos pela ICC indicam que as autoridades locais ordenaram que a igreja apresentasse extensa documentação sobre suas atividades religiosas e pagasse um significativo “depósito de conformidade” até 24 de junho. Líderes da congregação temem que o não cumprimento dessas exigências resulte no fechamento permanente da igreja, com ameaças de demolição em 29 de junho, de acordo com correspondências privadas analisadas pela ICC.

A pressão não se limita à esfera religiosa. O Pastor A relatou que seu filho adulto foi detido e interrogado sobre sua fé e envolvimento na igreja. Após sua liberação, o jovem teve sua liberdade de locomoção restrita. A esposa do pastor também foi convocada por autoridades e pressionada a assinar documentos renunciando à participação em atividades religiosas.

Diversos membros da igreja foram submetidos a vigilância elevada, e a polícia tem interrogado outros fiéis. As autoridades também passaram a inspecionar o local de culto, com a designação de parte da propriedade como não conforme com regulamentos locais, alertando para possíveis medidas de demolição.

As atividades de culto foram severamente restringidas, e o monitoramento governamental sobre a propriedade da igreja aumentou consideravelmente. Embora cristãos em toda a China enfrentem crescentes restrições sob a campanha do presidente Xi Jinping para “sinizar” a religião, os desafios enfrentados por cristãos uigures ocorrem em um contexto de repressão mais amplo dirigido à população uigur.

Os uigures são uma minoria étnica turcomana predominantemente muçulmana que reside em Xinjiang, uma vasta região no noroeste da China. Possuem língua, cultura e identidade histórica distintas da maioria Han chinesa. Um pequeno número de uigures, após converter-se ao cristianismo, enfrenta pressão tanto das autoridades estatais quanto de suas comunidades.

Relatórios de organizações internacionais e pesquisadores independentes documentam severas restrições à liberdade religiosa, expressão cultural e direitos humanos básicos na região. Neste cenário, minorias religiosas fora das estruturas aprovadas pelo Estado enfrentam intensa pressão. Igrejas domésticas, que operam independentemente de organizações religiosas controladas pelo governo, são alvos frequentes de escrutínio oficial.

Defensores da liberdade religiosa continuam a apelar à comunidade internacional para manter a pressão sobre Pequim em relação ao tratamento das minorias religiosas, argumentando que as preocupações com os direitos dos muçulmanos uigures devem incluir também as comunidades religiosas menores, como os cristãos uigures, que sofrem mecanismos de vigilância e controle semelhantes aos impostos em toda Xinjiang.

Pregador Cristão Sofre Agressão Brutal em Parque Público de Londres; Suspeito Detido

Pregador de rua ensanguentado recebendo socorro após agressão em parque de Londres

Evangelista cristão é violentamente atacado no Speakers’ Corner em Londres; polícia detém suspeito

Um pregador de rua identificado como Timothy sofreu uma agressão física enquanto realizava seu trabalho evangelístico no Speakers’ Corner, Hyde Park, em Londres, no último domingo (21). O ataque resultou em ferimentos visíveis no rosto do evangelista, que ficou ensanguentado.

O incidente, conforme noticiado pelo jornal Hungarian Conservation, envolveu um homem que se aproximou de Timothy e o agrediu com socos. O cinegrafista do canal do YouTube “Revelation 22:13”, que registrava as pregações, também foi alvo da agressão. Vídeos divulgados em redes sociais mostram Timothy no chão, recebendo socorro de equipes de emergência e da Polícia Metropolitana.

Uma multidão se formou no local, levando as autoridades policiais a isolarem a área. Um suspeito foi detido pela polícia, mas a identidade do agressor e detalhes sobre as circunstâncias do crime ainda não foram divulgados pela Polícia Metropolitana de Londres.

Timothy é conhecido por sua participação em debates públicos no Speakers’ Corner, um espaço tradicional de discussões em Hyde Park desde o século XIX, onde frequentemente se posiciona contra o Islã. O local atrai semanalmente pregadores cristãos, palestrantes muçulmanos, ateus e ativistas políticos.

Este evento adiciona-se a uma série de incidentes de violência contra pregadores de rua na Inglaterra. Em maio deste ano, o evangelista John Thomas relatou ter sido agredido no rosto e ter sua caixa de som danificada em Londres. Em 2021, a pregadora Hatun Tash, conhecida por suas críticas ao Islã, foi esfaqueada em frente à polícia no mesmo local, sem que o agressor fosse identificado ou responsabilizado.

A pregação cristã ao ar livre possui uma longa tradição no Reino Unido, sendo um símbolo da liberdade de expressão. No entanto, evangelistas de rua têm enfrentado hostilidades, agressões e prisões nos últimos anos no país.

Nove cristãos mortos em ataque de extremistas muçulmanos na Nigéria

Comunidade nigeriana em estado de choque após ataque noturno, com moradores observando a destruição.

Ataque em Kaduna deixa nove cristãos mortos e 11 feridos por supostos extremistas muçulmanos no norte da Nigéria

Nove cristãos foram mortos e outros 11 ficaram feridos em um ataque ocorrido na noite de terça-feira (16) no estado de Kaduna, no norte da Nigéria. Homens armados, supostamente identificados como pastores fulanis, invadiram a comunidade de Angwa Magaji, localizada na ala de Kamaru, no condado de Kauru, segundo relatos de moradores locais.

Cristãos na Nigéria têm sido alvo de ataques que líderes religiosos afirmam estar ligados à disputa por terras e à expansão da influência islâmica. A desertificação na região tem intensificado as disputas por território, levando milícias extremistas fulanis a atacar comunidades agrícolas no centro-norte do país, onde a população cristã é mais numerosa. Esses ataques já causaram centenas de mortes, em sua maioria de cristãos.

Grupos como Boko Haram e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP) também atuam em estados do norte, onde a presença do governo é limitada. Nessas áreas, cristãos enfrentam violência sexual, assassinatos em bloqueios de estradas e sequestros para resgate, práticas que aumentaram significativamente nos últimos anos.

Um relatório de 2020 do Grupo Parlamentar Multipartidário para a Liberdade Internacional de Crença do Reino Unido (APPG) destacou que alguns clãs fulanis, embora a maioria não defenda visões extremistas, aderiram à ideologia islâmica radical. O documento aponta que esses grupos adotam estratégias comparáveis às do Boko Haram e ISWAP, com intenção clara de atacar cristãos e símbolos de identidade cristã.

A Nigéria registrou o maior número de cristãos mortos por causa da fé no período de outubro de 2024 a setembro de 2025, segundo a Lista Mundial da Perseguição de 2026 da Portas Abertas. Do total mundial de 4.849 cristãos assassinados, 3.490 eram nigerianos, representando 72%. O país ocupa a 7ª posição entre os locais mais difíceis para ser cristão. A violência também se estende a estados do sul, e o surgimento do grupo terrorista Lakurawa no noroeste, alinhado a uma agenda islâmica radical e com vínculos com a JNIM, ligada à Al-Qaeda, agrava o cenário.

Iêmen Onde Cristãos Enfrentam Perigo Extremo e Perseguição Velada

Homem iemenita convertido ao cristianismo, com olhar resiliente em meio a ruínas.

Iêmen sob ameaça constante para cristãos em meio a colapso e violência

O Iêmen apresenta um cenário de extrema dificuldade para todos os seus habitantes, com colapso econômico, fome generalizada e violência frequente. A situação é ainda mais precária para minorias religiosas, incluindo cristãos, que enfrentam condições tênues e maior vulnerabilidade. A maior parte do país está fora do controle governamental, com populações sob ocupação de extremistas Houthi.

John Ghanim, um ex-muçulmano iemenita convertido ao cristianismo e evangelista radicado no Reino Unido, relata que o número de cristãos estrangeiros no Iêmen diminuiu. “Um pequeno número pode permanecer, mas sua posição é extremamente vulnerável”, afirmou Ghanim, fundador da Faith and Love Media, um ministério focado em evangelismo para falantes de árabe e apoio à discipulado.

Igrejas cristãs como a Ortodoxa Etíope e a Ortodoxa Russa têm permissão para operar no Iêmen, desde que mantenham suas práticas religiosas em privado. Hospitais ligados a grupos cristãos também existem, mas a distribuição de ajuda emergencial geralmente ocorre através de mesquitas, com nomes de minorias religiosas frequentemente excluídos das listas de beneficiários. Ghanim observou que, no último ano, “houve prisões e intensa pressão” sobre indivíduos suspeitos de atividades cristãs.

A jornada de conversão e o alto preço da fé

Antes de deixar seu país, Ghanim já havia abandonado a fé islâmica, mas continuava “vivendo publicamente como muçulmano… para me proteger” entre 2014 e 2017. Ele descreve um período sem pessoas seguras para conversar, passando por uma fase agnóstica até desenvolver curiosidade sobre Jesus. Após chegar à Europa e residir na Grécia, conheceu outros refugiados cristãos sírios, o que o levou à conversão e posterior migração para o Reino Unido.

Com sua apostasia pública, a maior parte de sua família o deserdou, embora ele saiba de pelo menos um parente que se converteu ao cristianismo no exterior. O retorno ao Iêmen é impossível para ele, pois sua antiga mesquita emitiu uma fatwa, marcando-o para morte. Diferente de países muçulmanos onde a saída do Islã pode passar despercebida se não for ostensiva, o Iêmen, classificado como a nação mais religiosa entre os países árabes, torna qualquer desvio notável, colocando o indivíduo em situação perigosa.

Convertidos iemenitas ao cristianismo “podem continuar frequentando uma mesquita” por “preocupação com sua segurança”, disse Ghanim. Esses fiéis “separam-se internamente da crença e prática islâmicas” enquanto cumprem os rituais necessários para sobreviver.

O risco de execução e a realidade dos convertidos

O Iêmen está classificado como o terceiro país mais hostil ao cristianismo. Legalmente, um iemenita pode enfrentar a execução por conversão ao cristianismo. Embora não haja casos documentados de execuções nos últimos anos, convertidos cristãos foram mortos por meios extrajudiciais.

As estimativas sobre o número de cristãos no Iêmen variam amplamente, e Ghanim considera impossível fornecer um número preciso, pois relatórios podem não incluir residentes estrangeiros, trabalhadores humanitários ou iemenitas que estão “explorando o cristianismo”. Ele afirma com confiança que “há um número real e crescente de iemenitas nativos que estão fazendo perguntas sobre o cristianismo, lendo a Bíblia, seguindo a mídia cristã e, em alguns casos, colocando sua fé em Jesus Cristo”.

Por razões de segurança, Ghanim não mantém contato direto com fiéis dentro do Iêmen, mas mantém ligação com iemenitas convertidos fora do país. Vivendo abertamente no Reino Unido como apóstata e evangelista, ele enfrenta insultos, ódio e ameaças de morte online regularmente. “No entanto, não quero que o medo controle minha vida ou silencie meu testemunho”, declarou Ghanim, demonstrando coragem espiritual e esperança de que sua história prove que “nenhuma pessoa ou nação é impossível para Jesus alcançar”.

Primeira Deputada Trans dos EUA é Condenada a 33 Anos por Crimes Sexuais Contra Crianças

Tribunal com foco em documentos legais relacionados a um julgamento de crimes sexuais contra crianças.

Primeira deputada transgênero dos EUA condenada a 33 anos por crimes sexuais contra crianças em caso chocante

A nação americana viu o desfecho de um caso envolvendo sua primeira legisladora abertamente transgênero, Stacie Marie Laughton, 42 anos, que foi sentenciada a 33 anos de prisão. Laughton se declarou culpada de acusações de exploração sexual infantil, crime que chocou a opinião pública e levanta sérias questões sobre a proteção de menores.

Laughton, que foi eleita para a Câmara dos Representantes de New Hampshire em 2012, ganhou notoriedade na época como pioneira. Contudo, sua carreira política foi marcada por controvérsias, incluindo a renúncia após a exposição de uma condenação anterior por fraude e, posteriormente, uma prisão por ameaça de bomba. Em 2015, ela relatou ao New Hampshire Union Leader que sofria de uma doença mental não tratada por longo período, o que teria sido o gatilho para seus atos.

A condenação atual está ligada a eventos mais recentes. Em 2022, Laughton foi reeleita para a mesma casa legislativa, mas em 2023, um júri federal a indiciou. Ela confessou em 2025 ter recebido fotos de pornografia infantil de crianças com idades entre 3 e 5 anos, provenientes de uma cúmplice em um centro infantil em Massachusetts.

Lindsey Groves, 40 anos, que trabalhava no centro de recreação Creative Minds em Tyngsborough, Massachusetts, participou do crime. Por mais de 14 meses, Groves utilizava momentos como idas ao banheiro e trocas de fraldas para capturar e enviar imagens sexualmente explícitas das crianças para sua ex-parceira, Laughton. A investigação do U.S. Attorney’s Office para o Distrito de Massachusetts revelou mais de 10.000 mensagens de texto com discussões e transferências de material pornográfico infantil entre as duas.

“Este não foi um ‘crime de oportunidade’ no sentido em que normalmente pensamos nesse conceito. Foi planejado, foi estratégico e foi executado para a gratificação sexual de um ou ambos os réus neste caso”, destacaram os promotores, caracterizando as ações como “aborrecíveis” e “estrategicamente planejadas”.

Documentos judiciais descrevem explicitamente imagens e comentários trocados por Laughton e Groves, incluindo uma conversa onde questionavam se Deus aprovaria seus crimes sexuais contra crianças vulneráveis. As duas chegaram à conclusão de que Deus estaria ciente e aprovaria suas ações.

Groves também foi processada pelas mesmas acusações. Segundo a WCVB, ela se declarou culpada de três acusações de exploração sexual infantil e uma de distribuição de pornografia infantil. Groves foi sentenciada a 22 anos de prisão.

Cenário de Guerra entre Israel e Líbano é Impasse em Negociações EUA-Irã

Diplomatas em negociação tensa sobre o futuro do Líbano
Secretary of State Marco Rubio speaks to the media upon his arrival at Al Bateen Executive Airport, in Abu Dhabi, United Arab Emirates, Tuesday, June 23, 2026. (Eric Lee/Pool Photo via AP)

Cenário de guerra no Líbano se agrava e impõe desafios às negociações de paz mediadas pelos EUA envolvendo o Irã

A busca por estabilidade no Oriente Médio enfrenta entraves consideráveis em relação ao futuro do Líbano, gerando alertas de líderes israelenses sobre a eficácia da abordagem atual. Os esforços da administração Trump visam estabelecer a paz entre Israel e Líbano, mas a estratégia não conta com unanimidade. O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, expressou ceticismo ao descrever a situação como uma “colisão de trens”.

As negociações foram idealizadas para dissociar o Líbano do conflito mais amplo com o Irã e para mitigar a influência do Hezbollah, organização considerada terrorista e atuante na fronteira norte de Israel. Recentemente, Israel e Líbano concordaram em renovar o cessar-fogo precário e em implementar zonas de segurança piloto no sul libanês. Uma declaração conjunta, após mediação dos EUA, condicionou a trégua à interrupção completa dos ataques do Hezbollah e à retirada de todos os seus combatentes das áreas ao sul do rio Litani, com posterior controle pelo exército libanês.

Entretanto, obstáculos substanciais persistem. O presidente libanês, Joseph Aoun, ressaltou a exigência de “nada menos que o fim da ocupação israelense”.

Em paralelo, o Secretário de Estado, Marco Rubio, em visita aos Emirados Árabes Unidos para tranquilizar aliados sobre o acordo com o Irã, enfatizou que qualquer paz duradoura deve abordar o apoio iraniano ao Hezbollah. Rubio declarou que “há uma questão iraniana em relação ao Líbano, e essa é o apoio e patrocínio deles ao Hezbollah. … Mas, quanto ao futuro do Líbano, o futuro do Líbano pertence ao povo libanês, através de seu governo soberano e eleito”.

Paralelamente, o Irã estabeleceu uma linha vermelha quanto às suas capacidades militares. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o programa de mísseis de Teerã jamais integrará negociações de paz. “Nosso programa de mísseis não foi incluído no acordo, e não será. Gostaria de dizer que, se não fossem as capacidades de mísseis do Irã, nosso país teria sido saqueado e destruído pelo regime sionista e pelos EUA”, declarou.

Essas declarações surgem em meio à celebração do presidente Trump sobre um acordo histórico com o Irã. Em um evento na Pensilvânia, Trump mencionou a retomada do fluxo de petróleo, anunciando um “acordo de paz histórico com o Irã para acabar com o conflito no Estreito de Ormuz”.

De volta a Washington, o Senado dos EUA aprovou pela primeira vez uma resolução de Poderes de Guerra destinada a restringir ações militares contra o Irã. Críticos argumentam que a abordagem governamental impôs um alto custo ao povo americano, e a votação sinaliza uma rara reprovação bipartidária à guerra e à estratégia geral do governo em relação ao regime de Teerã.

Trump promete “Make America Powerful Again” em visita a fábrica na Pensilvânia

Donald Trump discursando em evento na fábrica da Mack Truck na Pensilvânia.
President Donald Trump speaks at a Mack Trucks facility, Tuesday, June 23, 2026, in Macungie, Pa. (AP Photo/Julia Demaree Nikhinson)

Trump exalta agenda econômica e promete “Make America Powerful Again” em evento em fábrica na Pensilvânia

O presidente Donald Trump discursou em uma unidade da Mack Truck em Macungie, Pensilvânia, nesta terça-feira, onde reforçou os pilares de sua administração voltados para a economia. O evento, com a presença de apoiadores entusiasmados, foi marcado por um tom de comício de campanha, onde o presidente apontou o crescimento da empresa como um indicador de força econômica.

A visita teve como foco a promoção da agenda econômica do governo, que inclui cortes de impostos e incentivos ao investimento na indústria manufatureira. O presidente enfatizou o apoio aos trabalhadores americanos como um dos principais objetivos de seu mandato. As informações são da CBN News.

Durante o discurso, Trump declarou seu compromisso com o fortalecimento do país. “Então, juntos, com a ajuda de patriotas na Pensilvânia e em toda a nação, faremos a América ser poderosa novamente”, afirmou.

O presidente também abordou brevemente a política externa, direcionando sua atenção às negociações com o Irã. Ele declarou firmemente que o país nunca terá armas nucleares. “A economia do Irã foi esmagada, e sua base industrial de defesa está tão severamente danificada que levará muitos anos para eles reconstruírem”, disse.

O congresista Dan Meuser expressou preocupação em relação ao Irã, mas manifestou apoio à abordagem presidencial, descrevendo o acordo como “baseado em performance, não em promessas”.

Meuser detalhou que o país persa só receberá benefícios caso cumpra as exigências, como o fim do financiamento a terroristas e a interrupção do enriquecimento de urânio, além da reabertura do Estreito de Ormuz.

Presentes no evento, como o funcionário Blake Crocker, destacaram a importância da visita para a Mack Trucks, celebrando a longevidade da empresa e a honra de receber o presidente durante as comemorações do aniversário de 250 anos da América. Levi Rosselleti, um jovem de 13 anos, compartilhou que se sente inspirado a combater o comunismo e manter o país limpo, citando o mandamento bíblico de “amar ao próximo” como um princípio que os políticos deveriam seguir.

Homem é condenado por injúria religiosa e ameaças contra a mãe em SP

Fachada de um tribunal de justiça em São Paulo, com iluminação natural.

Homem é sentenciado por injúria religiosa e ameaças dirigidas à própria mãe em São Paulo

A Justiça de São Paulo confirmou a condenação de um homem por injúria religiosa contra sua mãe, que é evangélica, e por ameaçar o pai. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) ratificou a sentença proferida inicialmente pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Guará, na região interiorana do estado.

O homem foi condenado a cumprir pena de um ano de reclusão e um mês de detenção, em regime inicial aberto. Além disso, foi determinado o pagamento de uma indenização de mil reais à mãe. A condenação abrange os crimes de injúria e ameaça, conforme estabelecido pelos magistrados.

De acordo com os autos do processo, o indivíduo dirigiu-se ao local de trabalho da mãe com o intuito de solicitar dinheiro a clientes do estabelecimento. Após ser repreendido pela mãe, o filho a ofendeu verbalmente com termos como “crente safada”. Em seguida, ele proferiu ameaças de agressão física contra o pai.

O relator do caso na instância superior considerou que os insultos direcionados à vítima continham referências depreciativas à religião cristã evangélica. Essa caracterização levou o episódio a ser enquadrado como crime de injúria qualificada, previsto no artigo 140 do Código Penal Brasileiro. A injúria qualificada ocorre quando a ofensa à dignidade de uma pessoa é cometida com elementos relacionados à raça, cor, etnia, religião, origem ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência.

Líderes evangélicos alertam sobre riscos à liberdade de expressão com a Lei C-9 do Canadá

Líderes evangélicos alertam sobre riscos à liberdade de expressão com a Lei C-9 do Canadá

A Evangelical Fellowship of Canada (EFC) manifestou preocupação com a recente aprovação da Lei C-9 no Canadá, argumentando que a legislação pode enfraquecer as proteções à liberdade de expressão, especialmente em questões religiosas. As mudanças legislativas, que entrarão em vigor após o recebimento do Royal Assent, removem a possibilidade de indivíduos utilizarem a defesa legal de que fizeram declarações religiosas em “boa-fé”.

A questão ganhou atenção internacional quando a política finlandesa Päivi Räsänen alertou contra medidas que pudessem limitar a liberdade de expressão, citando sua própria batalha legal prolongada na Finlândia por um tweet e um folheto antigo. A EFC, juntamente com outros grupos religiosos, levantou preocupações sobre o impacto da nova lei.

Entenda as mudanças na lei

O cerne da preocupação reside na remoção da defesa de “boa-fé”. Anteriormente, essa defesa poderia ser utilizada por indivíduos que faziam declarações religiosas consideradas controversas por terceiros. A EFC defendeu a manutenção dessa proteção, argumentando que a lei não deveria ser aprovada sem ela.

A legislação ainda prevê três defesas contra a promoção intencional de ódio: se as declarações forem verdadeiras, se forem consideradas de benefício público, ou se estiverem sendo citadas para fins de crítica. No entanto, a remoção da defesa de “boa-fé” levanta incertezas sobre como essas outras defesas serão aplicadas.

Poucos casos e a defesa religiosa

A EFC observou que houve um número muito baixo de casos de pessoas acusadas de promoção intencional de ódio. Isso se deve, em parte, à exigência legal de que o indivíduo tenha uma clara intenção de promover o ódio contra um grupo identificável. Além disso, a lei não se aplica a conversas privadas.

Em ocasiões raras em que a lei foi aplicada, a defesa baseada em crenças religiosas não obteve sucesso. A EFC declarou que irá “monitorar os efeitos” da Lei C-9, ponderando sobre o impacto a longo prazo da remoção da defesa religiosa e se isso poderia ampliar a interpretação do termo “promoção intencional de ódio”.

Posicionamento oficial e futuro

O Ministro da Justiça do Canadá afirmou que, sob a nova lei, as pessoas ainda poderão orar, pregar, ensinar, interpretar as escrituras e expressar crenças religiosas de boa-fé, sem o temor de sanções criminais. Em resposta, a EFC expressou o desejo por uma abordagem que deixe claro que a prática e a expressão de crenças religiosas de boa-fé não constituem, por si só, um crime de ódio.

A organização continuará a defender a liberdade de religião e de crença, monitorando de perto as implicações da Lei C-9. O artigo original foi publicado no Christian Today.