Diplomacia Ganha Espaço em Meio a Tensões entre EUA, Israel e Irã

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Foco muda de confrontos militares para diplomacia entre EUA, Israel e Irã após declaração de vitória iraniana

A atenção se volta para a diplomacia entre Estados Unidos, Israel e Irã, com o cessar-fogo entre as nações se mantendo. A mudança ocorre enquanto dúvidas persistem sobre as reais intenções de Teerã e Israel lida com ameaças em sua fronteira norte. A despeito de alegações conflitantes sobre danos ao programa nuclear iraniano, EUA e Irã se preparam para retornar às negociações na Suíça. A fonte original, cbn.com, indica que o presidente americano Donald Trump atribuiu o retorno ao diálogo à pressão militar dos EUA.

Trump declarou que, graças à força das Forças Armadas americanas, o Irã não possui mais marinha, força aérea, capacidade antiaérea, lançadores de mísseis ou capacidade de fabricação, com sua liderança dizimada. Ele expressou a expectativa de paz no Oriente Médio pela primeira vez em 3.000 anos.

Enquanto isso, o Secretário de Estado Marco Rubio viajou ao Kuwait como parte de um giro por três países do Golfo para tranquilizar aliados regionais, buscando acalmar temores sobre o Estreito de Ormuz. “Acho que o mundo inteiro será contra qualquer mecanismo que cobre dinheiro para usar uma via navegável internacional. É simples assim”, observou Rubio.

Em contrapartida, o Comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, Ahmad Vahidi, apresentou uma perspectiva distinta. Relatos atribuídos a ele sugerem que o Irã teria levado o presidente Trump a se ajoelhar, alcançando seus objetivos. Vahidi indicou que o plano atual é manter os americanos sob controle estrito, com qualquer violação permitindo a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz.

O jornalista saudita Abdulaziz al-Khamis comentou que muitos na região consideram que o Irã emergiu politicamente mais forte. “Acreditamos no presidente Trump e o consideramos um homem corajoso na sua decisão. Mas o que vimos, o resultado, o trabalho não está completo”, disse al-Khamis. Questionado se a percepção no Oriente Médio é de que o Irã está vencendo, ele respondeu: “Até agora, sim… quando eles sobrevivem, significa que venceram. Eles não se importam com os danos, não se importam com quantas pessoas morreram, quantas bases foram destruídas. Eles vencem porque sobrevivem”.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reiterou a posição de seu país, afirmando que o Irã não terá armas nucleares enquanto ele estiver no cargo. Ele também garantiu a manutenção da zona de segurança no sul do Líbano.

Na fronteira norte de Israel, as negociações com o Líbano avançaram pouco devido a discordâncias sobre a retirada israelense do sul do Líbano. O exército israelense relatou ter cercado dezenas de combatentes do Hezbollah em um complexo de túneis em Tebnit, após selar as entradas. A mensagem transmitida por mediadores foi clara: rendição ou morte dentro do sistema subterrâneo.

Diplomatas se preparam para novos encontros, mas os eventos em campo indicam que a contenção da influência iraniana na região ainda está longe de ser concluída.

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