Igrejas em Ceuta oferecem apoio a milhares de imigrantes após crise migratória no norte da África
Em resposta à recente crise imigratória que trouxe milhares de estrangeiros para Ceuta, cidades do norte da África, diversas igrejas e ministérios locais uniram forças para prover assistência. A iniciativa visa levar amparo e esperança aos imigrantes que chegaram em massa à cidade autônoma espanhola.
Segundo Javier Santolaria, pastor da Casa de Alabanza, a igreja evangélica mais antiga de Ceuta, a mobilização ocorreu após uma semana intensa de chegada de imigrantes. Ele detalhou a articulação entre as diferentes congregações e ministérios da região para formar uma rede de apoio humanitário.
“Decidimos nos reunir com as diferentes igrejas evangélicas e ministérios da cidade, para convocar uma reunião de emergência”, relatou Santolaria ao Protestante Digital.
Equipes de voluntários têm se dedicado a distribuir alimentos para imigrantes que se concentram nas periferias e áreas mais afastadas do centro de Ceuta. Paralelamente, são entregues materiais de evangelismo, incluindo o livro “Mais do que um carpinteiro” em francês e árabe, e “O Sermão da Montanha” em árabe.
“Eles passam muitas horas sem fazer nada. Esperamos que o Senhor possa tocar muitas vidas”, expressou o pastor.
A situação em Ceuta ainda é de incerteza, com o governo espanhol indicando que a maioria dos recém-chegados retornou aos seus países de origem. No entanto, autoridades locais, como o governador Juan Jesús Vivas, informaram que entre 3.000 e 5.000 imigrantes permaneciam na cidade na última quinta-feira (6).
A coordenação da rede de apoio humanitário enfatizou que a presença de milhares de pessoas ainda é notória, especialmente nos bairros. O aumento do efetivo policial e militar nas ruas não impediu a ocorrência de conflitos, gerando um clima de insegurança na região.
Relatos de profissionais de saúde apontam para a gravidade da situação, com a chegada de adolescentes já sem vida ao hospital. O pastor Javier Santolaria pediu encarecidamente por orações em favor da cidade e de seus voluntários.
“Pedimos que continue orando por nós, porque não é fácil. Tudo isso que aconteceu se soma às tarefas e preocupações diárias, e precisamos de força e de ver a mão de Deus agindo”, concluiu.
