Setenta e seis por cento dos americanos afirmam ter testemunhado milagres

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Pesquisa indica que a maioria da população nos Estados Unidos relata vivências sobrenaturais com frequência anual relevante no cotidiano

Um levantamento inédito realizado pelo Wheatley Institute, da Brigham Young University, aponta que 76% dos americanos dizem ter testemunhado ou vivenciado um milagre. Os dados, que integram a primeira parte da série “Survey of Lived Religion”, baseiam-se em entrevistas com 2.005 adultos de diversas tradições religiosas, conforme publicado pelo Christianity Daily.

A frequência dessas experiências varia entre os entrevistados. Cerca de metade da amostra afirma presenciar eventos considerados milagrosos pelo menos algumas vezes ao ano. Entre o público total, 10% relatam esses episódios mais de uma vez por semana, enquanto 24% declaram nunca ter passado por situações do tipo.

Gratidão e fé fora do ambiente religioso

O estudo destaca que a espiritualidade nos Estados Unidos transcende os templos e cerimônias semanais. A prática da gratidão a Deus aparece como um pilar central na rotina da população. Aproximadamente 43% dos participantes expressam agradecimentos a Deus várias vezes ao dia.

Americans do not just believe that God speaks to them — they speak back. Seventy-seven percent thank God at least once a month, and four in ten do so multiple times each day, a higher share than those who regularly express gratitude to another person.

Os pesquisadores do instituto reforçam que classificar o crescimento de pessoas sem afiliação religiosa como uma tendência puramente secular é um erro analítico. Mesmo entre os que não se declaram ligados a instituições, muitos acreditam em Deus, em poderes espirituais ou na influência do universo como guia pessoal.

Dimensão privada da espiritualidade

Além dos milagres, a pesquisa aponta que 68% dos americanos tiveram alguma experiência de cunho espiritual, sendo que 46% delas ocorreram no último mês. O relatório enfatiza que grande parte das atividades espirituais no país ocorre em esferas privadas, distantes da estrutura formal das igrejas.

Apenas cerca de um quarto dos entrevistados sem afiliação religiosa acredita que a morte representa o fim absoluto. A maioria permanece incerta sobre o que ocorre após a vida, demonstrando que a ausência de religião institucionalizada não equivale à ausência de crenças metafísicas.

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