Professor cristão é assassinado em emboscada após abrigar ex-muçulmanos em Uganda

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Professor cristão é assassinado em emboscada após abrigar ex-muçulmanos em Uganda

Benjamin Kule Mayani, um professor de 45 anos, foi morto na noite de 29 de setembro na região de Kisinga, no oeste de Uganda, após sofrer uma emboscada. O crime ocorreu quando o docente retornava de uma campanha evangelística ao lado de um colega, conforme noticiado pelo Guiame.

O ataque foi planejado por três extremistas islâmicos, que atraíram Mayani e seu companheiro, Pascal Muhindo, por meio de um telefonema. A dupla foi abordada a cerca de dois quilômetros de uma escola infantil, onde o professor lecionava, sob o pretexto de uma reunião.

Durante a abordagem, os agressores questionaram Mayani sobre o paradeiro de Sharifa, uma ex-muçulmana que havia se convertido ao cristianismo. A mulher, juntamente com outros convertidos, havia sido acolhida anteriormente na residência do professor para garantir sua proteção.

A violência escalou rapidamente durante o interrogatório. Um dos agressores desferiu um golpe na cabeça de Mayani com um bastão de madeira. Enquanto Muhindo fugia para buscar socorro, o professor foi atingido na testa por um objeto contundente, não resistindo aos ferimentos. Ao retornarem ao local com moradores da região, encontraram a vítima já sem vida.

Investigação e cenário de perseguição

O caso foi registrado pela polícia local como assassinato e segue sob investigação para a identificação dos responsáveis. A região tem sido palco de crescentes tensões envolvendo grupos extremistas que visam líderes, pastores e evangelistas.

Embora a Constituição de Uganda assegure a liberdade religiosa e o direito à conversão, o país figura como um cenário de preocupação para organizações internacionais. O território ocupa atualmente a 52ª posição na Lista Mundial da Perseguição, um índice que monitora a hostilidade enfrentada por cristãos em diversas partes do mundo.

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