Cristãos lideram uso de inteligência artificial superando a média americana

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Cristãos superam a média americana na adoção de inteligência artificial em diversas áreas da vida

Uma pesquisa do grupo Barna, focada em fé e tecnologia, aponta que cristãos praticantes estão utilizando inteligência artificial (IA) com maior frequência do que outros segmentos da população nos Estados Unidos, incluindo pastores. O estudo indica que 44% dos cristãos praticantes relataram usar IA “com muita frequência” ou “frequentemente” em seu cotidiano, superando os 31% observados entre a média dos adultos americanos. No ambiente de trabalho, essa diferença também se manifesta, com 39% dos cristãos praticantes afirmando uso frequente de IA, ante 26% dos americanos em geral.

A disparidade no uso de IA é mais acentuada quando comparada à frequência, conforme explica Daniel Copeland, vice-presidente de pesquisa do Barna. Ele salienta que a imersão na tecnologia é significativamente maior entre os fiéis engajados do que entre os líderes religiosos. “A diferença realmente aparece na frequência de uso. Os pastores entendem que a IA existe, mas não estão tão imersos nela quanto seus fiéis engajados”, disse Copeland. Ele acrescenta que o perigo reside em subestimar a normalidade do uso da IA para as pessoas ao redor, pois para muitos cristãos praticantes, a ferramenta já está integrada em suas rotinas de trabalho, aprendizado e tomada de decisões.

No âmbito pessoal, a pesquisa detalha que a maioria dos cristãos utiliza a IA para tarefas cotidianas, como busca de informações, aprendizado, obtenção de conselhos, acompanhamento de notícias e aprimoramento de textos. Contudo, o emprego da tecnologia em questões estritamente ligadas à fé é menos expressivo, com percentuais entre 22% e 25% de cristãos praticantes reportando uso para assuntos espirituais. Em comparação, para atividades como encontrar receitas, fazer compras ou obter informações específicas, os números chegam a 38% e 66%.

Apesar da menor aplicação direta em temas de fé, o estudo sugere que a IA pode ter um papel no crescimento espiritual. Um levantamento anterior indicou que cristãos praticantes confiam na tecnologia para auxiliar em seu desenvolvimento espiritual. Essa confiança se estende a outras áreas, com 61% confiando parcial ou totalmente na IA para estabilidade financeira e 56% para a busca por felicidade e satisfação com a vida. Em relação ao crescimento espiritual, 48% expressaram confiança similar.

O relatório destaca que, em quase todas as esferas analisadas, cristãos praticantes demonstram maior confiança na IA do que cristãos não praticantes e superam os pastores por uma margem considerável. “Em quase todos os domínios, os cristãos praticantes expressam maior confiança do que os cristãos não praticantes e, em todas as categorias, superam os pastores por uma ampla margem”, afirmou o relatório.

“O que estamos vendo é que os cristãos estão genuinamente abertos à IA como um suporte para as áreas que mais importam para eles: bem-estar, propósito e até mesmo crescimento espiritual. Esse nível de abertura é maior do que poderíamos esperar e se mantém em diversas áreas de desenvolvimento pessoal”, declarou Daniel Copeland.

Por outro lado, o avanço da IA na vida dos cristãos também levanta preocupações significativas. Uma grande maioria, 83% dos cristãos praticantes e 94% dos pastores, tem receio de que a IA possa interpretar incorretamente as escrituras sagradas. Outra preocupação relevante, apontada por 65% dos cristãos praticantes e 79% dos pastores, é a possibilidade de a tecnologia começar a substituir a figura de Deus. A substituição de pastores e líderes espirituais pela IA também é um temor, mencionado por 72% dos cristãos praticantes e 63% dos pastores.

Adicionalmente, 73% dos cristãos praticantes temem que a inteligência artificial possa levar as pessoas a perderem a fé. No entanto, o cenário não é unânime: 34% dos cristãos praticantes concordam que conselhos espirituais oferecidos por uma IA podem ser tão confiáveis quanto os de um pastor, enquanto 60% discordam. A pesquisa conclui que os cristãos se encontram em um estado de ambivalência em relação à IA, expressando simultaneamente confiança e apreensão.

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