Netanyahu rejeita plano de paz para Gaza, exigindo desarmamento total do Hamas antes de qualquer retirada israelense
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (9 de agosto de 2026) a recusa ao plano de 15 pontos elaborado pelo Conselho de Paz de Gaza do presidente Trump. A proposta visava criar condições para uma retirada israelense completa da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas.
Segundo Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (FDI) não realizarão qualquer retirada enquanto o Hamas não for desarmado. “Quando digo desarmamento do Hamas, refiro-me às armas pesadas, às armas menos pesadas e às armas leves, todas as armas. Estamos falando de um desarmamento real, não de um desarmamento fictício”, declarou o premiê.
O líder israelense enfatizou que a existência de Israel e a segurança de seus cidadãos não estão em pauta para negociação. As FDI continuarão a neutralizar ameaças contra suas forças e a população. Esta declaração surge em meio a tensões regionais e ofertas de paz.
Em entrevista à TV israelense Channel 12, Nickolay Mladenov, representante do Conselho de Paz de Gaza, indicou que nenhuma parte é obrigada a agir antes de “passos verificados no terreno”, direcionando a responsabilidade inicial para Israel.
Por outro lado, o Hamas reiterou sua posição contrária ao desarmamento. Um representante do grupo em Teerã, Khaled Qaddoumi, afirmou anteriormente em televisão iraniana que o “armed resistance” (resistência armada) é considerada legítima sob o direito internacional, uma vez que vivem sob ocupação.
Netanyahu também abordou a questão iraniana, afirmando que, embora aprecie o presidente Trump, Israel se ocupará de qualquer ameaça nuclear do Irã de forma independente. “Enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não possuirá armas nucleares”, assegurou.
Em outro desenvolvimento, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram um pacto de defesa na sexta-feira, acordando em se apoiar mutuamente em caso de ataque. A iniciativa levantou questionamentos sobre a lealdade da Turquia à OTAN e a continuidade do fornecimento de armamento americano a Ancara, segundo analistas.
