Ted Cruz expõe plano da Irmandade Muçulmana para minar o Ocidente por dentro em audiência no Senado
O senador Ted Cruz destacou em uma audiência do Senado que a Irmandade Muçulmana representa uma ameaça significativa dentro dos Estados Unidos. Segundo ele, as ações do grupo nos EUA se configuram como “uma grande jihad na eliminação e destruição da civilização ocidental por dentro e na sabotagem de sua miserável casa por suas mãos e pelas mãos dos crentes”. A audiência, intitulada “Escondida à Vista de Todos Confrontando a Rede da Irmandade Muçulmana na América”, focou nas atividades do grupo no país.
Cruz, que presidiu a subcomissão do Judiciário do Senado, ressaltou o histórico da organização. “A Irmandade Muçulmana gerou o Hamas, influenciou a ideologia da al-Qaeda e deu origem a múltiplas organizações terroristas”, afirmou o congressista texano.
Relatórios apresentados durante a sessão indicam um plano de longo prazo da Irmandade Muçulmana. A estratégia, que se estende por até 100 anos, visa influenciar instituições americanas, infiltrar o governo, escolas e grupos de direitos civis. O grupo também mantém laços com governos estrangeiros, como o Catar, e compartilha objetivos ideológicos com organizações extremistas, incluindo ISIS e al-Qaeda, conforme aponta um estudo do Institute for the Study of Global Antisemitism and Policy.
Testemunhas na audiência alertaram sobre os perigos associados à rede. Lara Burns, da George Washington University, declarou que os membros da rede não possuem um prazo definido e perseguirão seus objetivos pacientemente. “Se levarem cem anos para alcançar este objetivo, eles o perseguirão constantemente”, disse Burns.
A audiência ocorre em um momento em que a administração Trump intensifica ações contra indivíduos e organizações ligadas à Irmandade Muçulmana e ao Hamas. Em janeiro, as filiais egípcia e libanesa da Irmandade Muçulmana foram designadas como organizações terroristas. No mês seguinte, o Departamento do Tesouro sancionou um alto funcionário da Irmandade Muçulmana e outras três pessoas por suposto financiamento ao Hamas.
Arielle Klepach, do National Jewish Advocacy Center, argumentou que a Irmandade Muçulmana tem sido explícita sobre suas intenções. “Eles nos disseram que queriam se infiltrar em universidades americanas, veículos de comunicação e centros de pesquisa, e é exatamente isso que fizeram”, declarou. Klepach acrescentou que o grupo ensina que o ataque de 11 de setembro foi culpa dos Estados Unidos, legitima o terrorismo como resistência justificada e usa o processo legal para silenciar críticos, incluindo muçulmanos.
Autoridades americanas também acusam o grupo de utilizar instituições de caridade nos EUA para arrecadar fundos para o Hamas, movimentando recursos através de redes financeiras clandestinas. Kyle Shideler, do Center for Security Policy, descreveu a organização desde sua fundação em 1928 pelo egípcio Hassan Al-Banna como uma entidade clandestina, envolvida na criação de organizações de fachada, cultivo de agentes de influência, controle de instituições religiosas, subversão política e desenvolvimento de sub-organizações para o terrorismo, tudo visando a derrubada de governos e o restabelecimento de um califado global sob a lei islâmica.
Apenas Ted Cruz esteve presente na audiência, com os democratas boicotando o evento, chamando-o de “espetáculo” e acusando os republicanos de visarem injustamente americanos muçulmanos.
