Apoio político de pastor do Novo México reabre debate sobre a Johnson Amendment

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O pastor Steve Smothermon, da Legacy Church, formalizou o suporte a dois candidatos do Partido Republicano para as eleições de meio de mandato de 2026, intensificando a controvérsia jurídica em torno da Johnson Amendment. A legislação federal, em vigor desde 1954, proíbe organizações com isenção fiscal, incluindo igrejas, de tomar partido em campanhas políticas, conforme reportado pelo portal Christianity Daily.

A investida política do líder religioso ocorreu em dois momentos distintos. Em agosto, Smothermon incentivou seus fiéis a apoiarem Greg Cunningham na disputa por uma cadeira no Congresso. Posteriormente, em outubro, manifestou publicamente seu voto em Gregg Hull para o cargo de governador do Novo México, convocando os seguidores a votarem conforme uma “visão de mundo bíblica”.

Argumentos sobre liberdade de expressão e histórico da igreja

O religioso contesta a validade das restrições atuais, classificando-as como inconstitucionais. Para ele, o combate à censura é um pilar da história norte-americana e as leis que limitam o discurso político seriam nulas. “Para os últimos 2,5 séculos, resistir à censura tem sido uma pedra angular da nossa república, então sabíamos que leis que a restringem eram inconstitucionais e, portanto, nulas e sem efeito — especialmente para o discurso político”, defendeu.

A Legacy Church possui um histórico de envolvimento eleitoral. Em 2014, a congregação distribuiu folhetos com sugestões de candidatos, além de ter realizado mobilizações similares nos pleitos de 2021 e 2022. Essas ações frequentemente atraem críticas de opositores políticos. O comitê de campanha democrata, DCCC, criticou a aliança entre o candidato e o pastor, apontando a relação com figuras e organizações descritas como extremas.

Cenário federal e batalhas judiciais

O tema ganha relevância em um contexto onde a administração de Donald Trump busca flexibilizar tais normas. Em 2025, houve uma proposta de acordo visando permitir que pastores endossassem candidatos dentro de ambientes religiosos sem sofrerem sanções da Johnson Amendment. Entretanto, a tentativa foi barrada por um juiz federal, levando o Departamento de Justiça a interpor um recurso em setembro de 2026.

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