Estudo revela que a maioria dos pastores protestantes nos Estados Unidos percebe um impacto negativo da economia atual sobre suas congregações
Mais da metade dos líderes religiosos protestantes nos Estados Unidos relatou que as condições econômicas estão afetando diretamente suas igrejas. O levantamento realizado pela Lifeway Research destaca que as doações não acompanham o ritmo da inflação, gerando um cenário de instabilidade financeira em diversas denominações.
A pesquisa, conduzida por telefone entre 8 e 30 de setembro de 2026 com 1.004 pastores, revela que 54% dos entrevistados sentem o peso da economia. O percentual representa um aumento em relação aos 49% registrados em 2025, embora ainda esteja abaixo dos 66% observados em 2024.
Impacto da inflação e comportamento das doações
Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor indicou uma inflação de 3,7% em setembro de 2026, as contribuições para as igrejas apresentaram um crescimento médio de apenas 1,24%, com uma mediana de 0%. Entre os pastores consultados pela Christianity Daily, 37% afirmaram que as ofertas permaneceram estáveis, enquanto 22% enfrentaram quedas.
Os dados revelam variações significativas entre grupos demográficos e denominações:
- Entre pastores afro-americanos, 82% relatam prejuízos econômicos e 47% registraram diminuição nas ofertas.
- Nas igrejas tradicionais (mainline), 66% dos pastores percebem impactos negativos, comparado a 47% entre evangélicos.
- Denominações metodistas (68%) e presbiterianas (66%) foram as que mais citaram dificuldades.
Perspectivas para o fim do ano
Apesar do cenário desafiador, cerca de 50% dos pastores conseguem cumprir as projeções orçamentárias de suas igrejas. Igrejas maiores, com mais de 250 frequentadores, apresentaram um desempenho superior, com 51% relatando aumento nas doações.
As doações adicionais durante a temporada de Natal podem ajudar igrejas com dificuldades financeiras a fechar as lacunas orçamentárias antes do fim do ano.
A análise da Lifeway Research sugere que o período festivo é um momento crucial para o equilíbrio das contas das instituições religiosas que enfrentam déficits orçamentários ao longo do ano.
