Senadores dos EUA lançam resolução para marcar 105 anos do Partido Comunista Chinês

Mais lidas

Senadores americanos apresentam resolução que documenta histórico de repressão e abusos cometidos pelo regime chinês ao longo de mais de um século

Na mesma quarta-feira em que o presidente Xi Jinping chegou a Washington para compromissos diplomáticos, os senadores James Lankford e Angus King introduziram uma resolução bipartidária em referência ao 105º aniversário do Partido Comunista Chinês (PCC). O documento, segundo informações da International Christian Concern (ICC), tem como objetivo formalizar o histórico de perseguição em massa perpetrado pelo partido.

A resolução destaca eventos como a Grande Fome, o massacre da Praça da Paz Celestial e décadas de opressão direcionadas a dissidentes políticos e minorias religiosas. O texto sublinha as restrições severas à liberdade de culto, mencionando especificamente cristãos, muçulmanos uigures, budistas tibetanos e praticantes do Falun Gong.

“Durante 105 anos, o Partido Comunista Chinês oprimiu seu próprio povo, perseguiu pessoas de fé e negou liberdades básicas”, declarou Lankford. Complementando a posição, King enfatizou a necessidade de alinhar as relações entre Estados Unidos e China com os valores democráticos americanos. “Todos nós acreditamos que a liberdade e a democracia estão no centro dos valores de nosso país”, afirmou.

Controle estatal e perseguição religiosa

O relatório aponta que o governo chinês investe bilhões de dólares anualmente para subjugar atividades religiosas ao controle do Estado. Nas igrejas estatais, o conteúdo dos sermões é monitorado para promover a ideologia comunista, conhecida como “Pensamento de Xi”, em detrimento da doutrina religiosa original.

A situação é crítica na província de Xinjiang, onde o regime mantém pelo menos um milhão de uigures em campos de concentração. Relatos indicam que os detidos enfrentam tortura e abusos sistemáticos como parte dos esforços de Pequim para erradicar a crença muçulmana na região.

Pressão durante a cúpula em Washington

O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em 2026 ocorre em um cenário de tensão, com foco em comércio, inteligência artificial e minerais críticos. Defensores da liberdade religiosa pressionam a administração americana para que a questão dos direitos humanos não seja relegada a segundo plano durante as negociações.

A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) solicitou que Trump aborde diretamente as violações de Pequim com o líder chinês, exigindo a libertação de líderes religiosos presos. O governo dos EUA mantém, desde o fim do primeiro mandato de Trump, a classificação das ações contra os uigures como um genocídio em curso.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias