Diplomacia entre Estados Unidos e China enfrenta desafios críticos com foco em direitos humanos e perseguição a minorias religiosas durante cúpula
O presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping têm encontro agendado em Washington para o dia 24 de setembro. A pauta oficial deve priorizar temas como comércio, inteligência artificial, minerais críticos e a situação em Taiwan, conforme relata a organização International Christian Concern (ICC).
Apesar da agenda econômica e geopolítica, entidades de direitos humanos pressionam para que o tema da liberdade religiosa em território chinês não seja negligenciado. A USCIRF (Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA) solicitou que Trump aborde diretamente com Xi as violações em curso e exija a libertação de prisioneiros.
Situação de detentos e igrejas independentes
A repressão estatal contra comunidades religiosas busca, segundo as políticas chinesas de sinicização, alinhar práticas de fé à ideologia do Partido Comunista Chinês (PCC). Igrejas que operam fora do registro oficial, como a Zion Church em Pequim, tornaram-se alvos centrais dessa fiscalização.
Apesar da libertação do pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Zion Church, ocorrida após intervenção diplomática de Trump em maio de 2026, outros oito líderes da mesma congregação permanecem detidos. A lista inclui:
- Wang Lin
- Yin Huibin
- Wang Cong
- Lin Shucheng
- Liu Zhenbin
- Gao Yingjia
- Wang Zhong
- Wu Qiuyu
O caso do editor e ativista católico Jimmy Lai, de 78 anos, também ganha destaque. Condenado sob a lei de segurança nacional de Hong Kong, sua família busca apoio dos EUA para uma possível soltura, especialmente devido ao estado de saúde de sua filha. Outro ponto de atenção é o pastor sino-americano John Cao, que continua sob restrições severas em território chinês.
A USCIRF classificou as violações chinesas como sistemáticas e graves, recomendando a manutenção da designação da China como País de Preocupação Particular.
Para organizações como a ERLC (Ethics & Religious Liberty Commission), este encontro é uma oportunidade estratégica para que a administração norte-americana demonstre que a supressão de crenças religiosas não será aceita como norma nas relações bilaterais.
