A organização global expressou profunda preocupação com o agravamento da crise humanitária e a expansão ilegal de territórios em solo palestino
Durante uma sessão no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, a Aliança Evangélica Mundial (WEA, na sigla em inglês) manifestou grave preocupação com o sofrimento da população palestina na Cisjordânia. Segundo a fonte Evangelical Focus, a organização destacou que abusos contínuos estão contribuindo para a despossessão e o deslocamento de civis, incluindo comunidades cristãs.
O representante da WEA na ONU, Markus Hofer, relatou que a região entre o Rio Jordão e o Mar Morto enfrenta uma escalada de violência provocada por operações militares e ações de colonos. A organização reforçou que essas práticas violam direitos fundamentais e o direito à permanência em suas próprias terras.
O caso de Taybeh e a pressão sobre cristãos
Para ilustrar a gravidade da situação, a entidade citou o vilarejo de Taybeh, considerado a última localidade com predominância cristã na Cisjordânia. Os moradores têm enfrentado recorrentes incursões, intimidações, danos a propriedades e tentativas de usurpação de terras privadas.
Relatos indicam que, em 2026, colonos estabeleceram postos avançados e intensificaram táticas para forçar a saída de residentes. Segundo a WEA, há informações críveis sobre o apoio logístico de autoridades israelenses a essas ações. Conforme a declaração oficial apresentada:
Como cristãos, acreditamos que toda pessoa possui igual dignidade e o direito de viver em segurança e paz em sua terra.
A organização exige que Israel cumpra suas obrigações sob o direito internacional, proteja civis palestinos e interrompa a expansão de assentamentos. O secretário-geral da WEA, Botrus Mansour, já havia alertado anteriormente para o imenso dano espiritual, social e psicológico causado pelos conflitos na região, pedindo que questões geopolíticas não sejam confundidas com interpretações teológicas escatológicas.
