Ex-embaixador americano exige intervenção oficial após restrições impostas a Morse H. Tan em território sul-coreano
O ex-embaixador dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, classificou como chocante a situação de Morse H. Tan, antigo colega diplomata que está proibido de deixar a Coreia do Sul há meses. Tan, que atuou no Departamento de Estado durante o primeiro mandato de Donald Trump, enfrenta um processo judicial por suposta difamação contra o atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, conforme reportado pelo Christian Post.
O diplomata está impedido de viajar desde junho de 2025. O caso teve origem em declarações feitas por Tan em um evento em Washington, onde comentou relatos sobre o passado do atual governante sul-coreano. A investigação foi desencadeada após Tan visitar a Coreia do Sul em maio, período em que acompanhava eleições locais sob suspeitas de interferência chinesa.
Preocupações com a liberdade religiosa e política
Brownback destacou a trajetória preocupante da Coreia do Sul, citando a prisão de diversos líderes religiosos e o declínio das garantias democráticas. O ex-governador do Kansas enfatizou que a perseguição contra figuras de fé é um sinal negativo para qualquer nação.
“Eles prenderam diversos líderes religiosos, julgaram-nos e, certamente, tentam intimidar figuras e lideranças religiosas. Acredito que seja uma tendência horrível para aquela democracia”, afirmou Brownback.
Para o ex-embaixador, o cenário sugere uma influência expansionista de atores externos, como o Partido Comunista Chinês (PCC). Brownback argumenta que a repressão à liberdade religiosa serve como um indicador do esvaziamento de outros direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e de reunião.
A resposta diplomática
A situação de Tan gerou reações no Congresso dos Estados Unidos, onde parlamentares republicanos enviaram um documento à embaixadora sul-coreana, Kang Kyung-hwa, repudiando o que definiram como um tratamento injusto. Por sua vez, o Departamento de Estado americano confirmou estar a par do caso e reiterou que a segurança de seus cidadãos é uma prioridade.
Apesar da complexidade diplomática, que envolve a necessidade de manter a Coreia do Sul como um aliado estratégico na região, Brownback defende que o governo Trump deve pressionar por transparência. Ele argumenta que o alinhamento com valores democráticos é essencial para a manutenção das relações bilaterais a longo prazo.
