Pastor britânico espera veredicto sobre pregação de versículo bíblico

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Pastor britânico aguarda decisão judicial sobre pregação em frente a hospital na Irlanda do Norte

O pastor aposentado Clive Johnston aguarda o veredicto do juiz sobre o processo movido contra ele por pregar em frente ao Causeway Hospital, na Irlanda do Norte. A decisão, inicialmente prevista para dezembro, foi adiada e agora tem como data limite o dia 7 de maio. Johnston participou de uma audiência na quarta-feira para o caso, que se refere a um sermão ao ar livre realizado em 2024.

O sermão, baseado no Evangelho de João 3.16, ocorreu em uma área designada como “zona de acesso seguro” ao redor da unidade de saúde. As autoridades alegam que Johnston tentou influenciar pessoas que procuravam serviços de aborto. No entanto, a pregação aconteceu em um domingo, quando a clínica estava fechada, e o pastor não mencionou o aborto nem utilizou materiais visuais.

Imagens do incidente mostram Johnston conversando com policiais, que sugeriram que a mensagem religiosa fosse compartilhada em outro local, como a capelania do hospital, e não na área restrita. O Christian Institute está apoiando a defesa do pastor.

“Fico feliz que o juiz tenha decidido se afastar e refletir sobre este caso antes de proferir sua sentença, porque há muito em jogo”, declarou Clive Johnston após a audiência.

Ele detalhou as circunstâncias, afirmando que o sermão foi um pequeno culto ao ar livre em um domingo, sem menção ao aborto. Johnston questiona a abrangência da lei das zonas de segurança, que, segundo os promotores, tornaria o culto um crime. O pastor expressou gratidão pelo apoio recebido, atribuindo sua força à fé em Cristo e ao apoio da comunidade religiosa.

“É uma situação difícil, mas somos amparados pelas orações do povo de Deus e nos aproximamos de Cristo em busca de ajuda e força. Cristo é a coisa mais preciosa do mundo para nós, e é por isso que fazemos questão de falar d’Ele nas ruas e estradas desta terra que amamos”, afirmou Johnston, conforme reportado pelo The Christian Post.

A situação também chamou a atenção do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que classificou o caso como “preocupante” e declarou estar monitorando desdobramentos relacionados a zonas de segurança e atos de censura na Europa. Um porta-voz americano citou um episódio similar envolvendo Isabel Vaughan-Spruce, destacando que a perseguição à oração silenciosa representa uma violação à liberdade de expressão e religiosa, afastando-se de valores compartilhados entre EUA e Reino Unido.

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