Padre católico em Vancouver choca-se ao ser sugerido a considerar suicídio assistido para tratar fratura no quadril
Um sacerdote católico no Canadá, identificado como Padre Larry Holland, relatou ter sido informado por profissionais de saúde no Vancouver General Hospital, em British Columbia, sobre a possibilidade de considerar o suicídio assistido. A informação, divulgada pelo veículo B.C. Catholic, ocorreu após Holland fraturar o quadril em uma queda no Dia de Natal.
O sacerdote, que possui formação em capelania de saúde, expressou seu espanto com a situação. “Acho que fiquei muito chocado”, declarou Holland, que está em processo de recuperação no hospital. Ele ressaltou que, apesar de ser contrário à eutanásia, foi informado sobre a opção de suicídio assistido em duas ocasiões distintas, caso sua condição de saúde piorasse.
“Há coisas que simplesmente não se fala com certas pessoas.”
Apesar de o Padre Holland não apresentar uma doença terminal nem um diagnóstico fatal, um médico teria comunicado as opções disponíveis no programa de Assistência Médica para Morrer (MAiD, na sigla em inglês) há algumas semanas. Posteriormente, uma enfermeira também reiterou a possibilidade do suicídio assistido.
A Vancouver Coastal Health, autoridade de saúde pública da região, informou ao veículo católico que os profissionais podem discutir o MAiD com base em seu julgamento clínico, desde que possuam o conhecimento e as habilidades necessárias. Contudo, o Padre Larry Lynn, da arquidiocese, classificou o ocorrido como um dos “exemplos mais chocantes do regime coercitivo e insensível de eutanásia do Canadá”.
O programa MAiD canadense tem sido alvo de controvérsia. Em 2025, dados revelaram que o país registrou um recorde de 16.499 mortes por eutanásia em um único ano, o que representaria 1 em cada 20 óbitos, segundo algumas estimativas.
Este não é o primeiro caso de repercussão envolvendo profissionais de saúde canadenses direcionando pacientes para o suicídio assistido. Anteriormente, o radialista Glenn Beck interveio em um caso semelhante, ajudando a salvar a vida de uma canadense chamada Jolene Van Alstine.
