Líderes religiosos se reúnem em Washington para alertar sobre aumento do antissemitismo e pedir apoio a Israel
Centenas de líderes religiosos e apoiadores se concentraram no Capitólio dos Estados Unidos para o “Dia de Advocacia de Israel”, em um momento de crescente preocupação com o antissemitismo no país. Cerca de 300 pastores e rabinos participaram do evento, encontrando-se com legisladores para advogar por um suporte mais forte a Israel e discutir o aumento de sentimentos anti-Israel.
O Bispo Robert Stearns, um líder evangélico e defensor de longa data de Israel, compartilhou com a CBN News que as conversas vão além da política externa, abordando as experiências vividas pelas comunidades judaicas nos EUA. “Estamos falando sobre o fato de que cidadãos americanos não deveriam ter medo – e no momento, o povo judeu na América está com medo”, declarou Stearns. Ele ressaltou que ataques contra judeus têm ocorrido regularmente, não sendo apenas uma possibilidade.
Dados recentes da Liga Antidifamação apontam para mais de 9.000 incidentes antissemitas reportados nos EUA no último ano, o maior número já registrado. Pela primeira vez, a maioria desses incidentes esteve ligada a retórica ou atividades anti-Israel. Pesquisas do Comitê Judaico Americano indicam que mais de 90% dos judeus americanos consideram o antissemitismo um problema sério, com muitos relatando mudanças em seus hábitos por medo.
Stearns explicou que existe uma distinção clara entre crítica legítima a políticas de Israel e antissemitismo. “Criticar políticas ou líderes políticos é, claro, completamente legítimo. Onde cruzamos a linha para o antissemitismo é quando começamos a deslegitimar o Estado de Israel – esta questão de se Israel tem o direito de existir”, afirmou.
Ele destacou três sinais de alerta para o antissemitismo:
- Deslegitimar o direito de existência de Israel.
- Submetê-lo a um duplo padrão.
- Demonizar a nação.
O líder religioso também apontou para uma divisão crescente em comunidades cristãs, particularmente em relação à “teologia da substituição” – a crença de que a Igreja substituiu Israel na aliança de Deus. “Quando você entra na teologia da substituição, acho que você não está atacando os judeus – acho que você está atacando o caráter de Deus”, disse Stearns, questionando se servimos a um Deus que cumpre suas promessas.
Os defensores presentes em Washington buscam ações concretas dos legisladores, incluindo o fortalecimento da aliança EUA-Israel, o aumento do financiamento de segurança para instituições judaicas e uma postura mais firme contra o antissemitismo. “Estamos instando nosso governo a proteger os cidadãos americanos. Estamos instando nosso governo a proteger locais de culto – todos os locais de culto”, enfatizou Stearns. Ele mencionou que sua própria igreja agora exige segurança armada em todos os cultos, o que ele considera um reflexo dos tempos atuais.
A mensagem dos participantes é clara: o apoio a Israel e o combate ao antissemitismo devem caminhar juntos.
