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EUA condenam ataques brutais do ADF no leste da RDC e reafirmam compromisso com a paz

Vila destruída no leste da RDC após ataques do ADF

Estados Unidos manifestam forte repúdio a ataques sangrentos atribuídos ao ADF no leste da República Democrática do Congo, que resultaram em dezenas de mortes em poucos dias e intensificam preocupações sobre a segurança na região.

A comunidade internacional, através de Washington, condenou veementemente os recentes atos de violência perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF) na República Democrática do Congo. Os ataques, que ocorreram entre os dias 5 e 6 de maio, conforme relatado pela organização da sociedade civil Mamove, vitimaram civis em diversas localidades na província de Kivu do Norte e Ituri, totalizando 24 mortos em um período de dois dias.

A brutalidade se intensificou em Biakato, onde 20 pessoas foram massacradas em plena luz do dia no dia 7 de maio. Estes eventos levaram Massad Boulos, conselheiro sênior para a África do Departamento de Estado dos EUA, a se manifestar sobre a gravidade da situação.

“O Estado Islâmico na RDC realizou ataques brutais contra civis no leste da RDC, incluindo violência direcionada a comunidades cristãs”, declarou Massad Boulos em sua conta na rede social X, em 7 de maio. Ele acrescentou que os Estados Unidos estendem suas mais profundas condolências às famílias das vítimas, ressaltando que os ataques relatados em Beni, na noite de 5 a 6 de maio, evidenciam a urgência da ameaça.

Boulos reafirmou o comprometimento dos Estados Unidos em trabalhar junto à RDC e seus vizinhos para promover paz e prosperidade na região dos Grandes Lagos. A declaração destacou a solidariedade aos cristãos que enfrentam violência e perseguição.

A República Democrática do Congo tem sido palco de ataques terroristas recorrentes por parte do ADF nas províncias de Kivu do Norte e Ituri, especialmente nas áreas de Beni, Lubero, Irumu e Mambasa. Esses militantes, que declararam lealdade ao grupo autoproclamado Estado Islâmico, são responsáveis pela morte de civis há mais de uma década.

A escalada da violência persiste mesmo com as operações militares conjuntas entre os exércitos congolês e ugandense, iniciadas em maio de 2021. A questão tem sido um ponto central nas discussões políticas em Kinshasa, com o presidente da Assembleia Nacional, Aimé Boji, instando o governo a dar maior atenção ao problema do ADF e a integrá-lo em engajamentos internacionais.

Boji sugeriu inclusive que a questão do ADF fosse discutida com os Estados Unidos, que são garantidores dos Acordos de Washington. Um relatório recente da Anistia Internacional, intitulado “Eu nunca tinha visto tantos corpos: crimes de guerra cometidos pelas Forças Democráticas Aliadas no leste da RDC”, detalha os ataques violentos, incluindo sequestros, trabalho forçado, recrutamento e uso de crianças, com ênfase em abusos contra mulheres e meninas.

Em consequência da instabilidade, muitas pessoas têm deixado suas vilas em busca de cidades maiores consideradas mais seguras, enfrentando agora desafios como a fome e outras dificuldades decorrentes dessa nova realidade.

Entenda a diferença entre o jugo divino pesado e o jugo suave de Yeshua

Homem observando um jugo de madeira antigo, simbolizando o peso dos mandamentos.

A profunda distinção entre o jugo imponente dos mandamentos e a leveza do jugo oferecido por Yeshua

A reflexão sobre a ferramenta agrícola antiga para arar a terra, o jugo, ganha novas dimensões ao ser aplicada ao contexto espiritual. Na tradição judaica, a palavra para jugo, ‘ol, representava o modo de vida sob os ensinamentos de Deus, englobando o jugo do Reino dos Céus e o jugo da Torá, que implicava viver e estudar segundo essas leis.

A imposição voluntária de se colocar sob o jugo de Deus é evidenciada na declaração de Shema Israel. Estudar e viver de acordo com a Torá era entendido como carregar esse jugo ao longo da vida, sendo moldado por ele. A expressão Ol HaMitzvot, o jugo dos mandamentos, equivalia a aceitar uma carga que oferecia guia, disciplina e identidade.

No primeiro concílio da Igreja em Jerusalém, Pedro argumentou contra a necessidade de circuncisão para os gentios convertidos. Ele questionou os líderes judeus sobre a imposição de um jugo que nem eles próprios conseguiram suportar, referindo-se ao Ol HaMitzvot e sua complexa aplicação.

A compreensão judaica anterior a Yeshua indicava que um estrangeiro convertido ao judaísmo precisaria cumprir os 613 mandamentos para alcançar o Reino dos Céus. Essa visão gerou confusão inicial entre os líderes judeus convertidos ao Evangelho ao discipularem os gentios.

No entanto, a confusão foi dissipada com as falas de Pedro, Barnabé e Paulo, e a sabedoria de Tiago. Pedro dialogava com a ideia judaica do Ol HaMitzvot, ao mesmo tempo que introduzia a perspectiva de Yeshua sobre um “jugo suave”, conforme registrado por Mateus.

“Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:30)

Embora um judeu permanecesse obrigado à circuncisão, o gentio convertido estaria desobrigado dessa prática. Antes de Yeshua, a observância dos mandamentos era vista como uma vida religiosa pesada e complexa, detalhada e exigente.

Yeshua não cancelou nem substituiu os mandamentos da Torá; pelo contrário, Ele os confirmou e interpretou corretamente, oferecendo uma nova perspectiva. Em vez de esmagar o indivíduo, Yeshua mostra um caminho para suportar o jugo através de um relacionamento amoroso com o Pai.

Ele não isenta do sofrimento ou da responsabilidade, mas convida a carregar o jugo sem opressão, pela obediência que nasce da devoção e do amor. A diferença fundamental reside na observância fria por obrigação versus a obediência incondicional pela confiança na obra redentora e no amor. Este jugo é mais suave e acessível, fundamentado na graça, com a certeza de que, em caso de desvio, “temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

Getúlio Cidade, escritor, tradutor e hebraísta, autor de “A Oliveira Natural: As Raízes Judaicas do Cristianismo”, colaborou com esta análise.

Budismo sul-coreano inova e apresenta robô-monge para atrair fiéis jovens

Robô humanoide vestido com manto budista em cerimônia religiosa na Coreia do Sul

Budismo na Coreia do Sul introduz robô-monge em cerimônia para rejuvenescer o número de fiéis

Em uma iniciativa que mescla tradição e tecnologia, monges budistas na Coreia do Sul realizaram uma cerimônia de iniciação para um robô humanoide. O evento, que ocorreu no Templo Jogyesa, sede da principal corrente budista do país, a Ordem Jogye, buscou adaptar rituais religiosos à presença da inteligência artificial para atrair um público mais jovem.

Durante as celebrações do tradicional Festival das Lanternas, o robô, vestido com um manto açafrão, recebeu um colar com 108 contas de oração e um adesivo comemorativo em seu braço, substituindo a marca de incenso utilizada no ritual humano de yeonbi. O robô Gabi, com cerca de 1,30 metro de altura, foi apresentado oficialmente em 6 de maio, recebendo os cinco preceitos budistas adaptados à sua natureza mecânica.

Segundo o Venerável Sungwon, a ideia para o robô-monge surgiu de forma descontraída entre os líderes religiosos, mas ganhou seriedade à medida que a reflexão sobre o avanço tecnológico avançava. “Os robôs estão entrando em nossas vidas muito rapidamente, e as pessoas já se sentem familiarizadas com eles. Eles estão se tornando parte da nossa comunidade”, declarou Sungwon ao The Guardian.

A cerimônia ocorre em um contexto de declínio de fiéis e novos monges no budismo sul-coreano. Dados indicam que cerca de 16% da população se identifica como budista, uma queda em relação aos 23% registrados em 2005, com o percentual entre jovens de 20 anos caindo para aproximadamente 8%. O número de novos mongens ordenados pela Ordem Jogye também diminuiu significativamente, caindo de mais de 200 há uma década para 99 em 2025.

A liderança da denominação tem investido em estratégias de “budismo moderno” para engajar o público jovem, utilizando aplicativos de meditação, produtos temáticos e campanhas digitais. A introdução do robô Gabi faz parte dessa estratégia, buscando aproximar os jovens dos templos.

“O importante é que os jovens visitem os templos pelo menos uma vez. Depois, quando forem mais velhos e começarem a refletir sobre a vida, naturalmente voltarão”, afirmou Sungwon.

A adaptação dos preceitos budistas para o robô gerou debates. Quatro regras focaram em evitar danos à vida, a outros robôs ou objetos, evitar comportamentos enganosos e agir com respeito às pessoas. O quinto preceito, que instrui o robô a não cobrar preços excessivos, buscou refletir o princípio de evitar excessos, comparando-o ao consumo de álcool por humanos.

Sungwon utilizou ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT e Gemini para testar a formulação das regras, observando que os programas não compreenderam plenamente o conceito de proibições budistas. Para o monge, a cerimônia visou provocar reflexão sobre os limites éticos da tecnologia e orientar desenvolvedores de robôs.

Apesar das limitações técnicas, como a dificuldade em realizar tarefas simples como unir as mãos em oração, Sungwon expressou otimismo quanto ao futuro da inteligência artificial, acreditando que ela pode cuidar da humanidade com ternura. O robô Gabi participará em breve do desfile das Lanternas de Lótus, acompanhado por outros três humanoides.

cristãos nigerianos decapitados em atos de terrorismo pelo Boko Haram

Refugiados cristãos nigerianos em campo de exílio

Cristãos na Nigéria enfrentam novas atrocidades com sete fiéis decapitados pelo Boko Haram em recente onda de violência

A perseguição religiosa contra cristãos na Nigéria continua de forma alarmante, com novos relatos confirmando o decapitamento de sete seguidores de Jesus Cristo. As informações foram confirmadas pelo investigador Suleman Ayuba, sobrevivente do conflito, que apresentou evidências em vídeo das brutalidades cometidas.

Ayuba relatou à CBN News que os cristãos foram mortos por terroristas do Boko Haram, em meio a um padrão contínuo de violência religiosa. Dezenas de milhares de cristãos foram recentemente forçados a fugir para Camarões, e mais de 400 pessoas foram sequestradas pelo grupo radical islâmico.

As vítimas de sequestro frequentemente enfrentam condições desumanas, incluindo tortura e fome. Ayuba descreveu o ataque sistemático contra cristãos na Nigéria como um genocídio, com a destruição de mais de 100 igrejas e o direcionamento específico de homens e mulheres cristãos em uma guerra ideológica.

Em outro incidente ocorrido na região do Cinturão Médio da Nigéria, um grupo de cristãos foi massacrado com facões e armas de fogo. Milícias Fulani islâmicas invadiram um distrito cristão, assassinando 11 civis pacíficos, incluindo duas mulheres grávidas e uma criança de três anos. Dez pessoas sobreviveram com ferimentos de facão e disparos.

Segundo Lawrence Zongo, do Truth Nigeria, pelo menos 2.000 cristãos foram mortos apenas neste distrito desde 2016.

Ituri em Choque Novos Ataques do ADF Deixam Rastro de Mortes e Terror

Civis desolados em meio a casas destruídas após ataque do ADF em Makumo.

Ituri sob ataque contínuo o ADF intensifica violência com incursões brutais em Makumo e arredores

A Província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC), vive um clima de terror após uma nova ofensiva do grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF). Apenas três dias após um massacre em Biakato ter ceifado a vida de mais de 20 civis, um ataque em Makumo, ocorrido em 10 de maio, espalhou pânico entre a população majoritariamente cristã. Segundo Omba Hemedi, um jovem líder de Mambasa, a situação se tornou insustentável, com a violência diária do ADF transformando vilarejos em cenários de tragédia. “Em nossas aldeias, não é mais água que flui, é sangue,” declarou Hemedi, ressaltando a brutalidade dos ataques. O líder descreveu as terras como locais de não mais vida, mas sim cemitérios a céu aberto, com a comunidade ainda enlutando as vítimas de Biakato quando corpos começaram a ser coletados em Makumo.

Fontes locais relatam que a incursão em Makumo teve início por volta das 19h30. O saldo provisional aponta para ao menos nove civis mortos por facões, além de diversas residências incendiadas. A população foi forçada a fugir em meio à noite, e os corpos das vítimas foram levados para uma unidade de saúde local. As autoridades militares ainda não emitiram um comunicado oficial sobre este novo evento trágico.

Esta recente onda de violência ocorre em um contexto de extrema tensão na região, que já vinha sendo palco de ataques a diversas aldeias, incluindo Katerrain, Mangambo, Ndalya e Ikaya, no início do mês. Em 10 de maio, o ADF realizou uma incursão diurna em Biakato, onde o número de mortos, inicialmente estimado em cerca de 10, subiu para mais de 20 civis, de acordo com autoridades locais. Relatos indicam que os moradores acreditaram inicialmente se tratar de membros do exército nacional, até serem cercados pelos agressores, tornando a fuga quase impossível. Vinte e seis pessoas foram mortas e muitas outras sequestradas durante o ataque em Biakato.

Observadores locais interpretam o ataque em Makumo como uma possível nova tática do ADF. A estratégia envolveria a multiplicação de ataques rápidos a centros comerciais e áreas densamente povoadas para provocar o deslocamento em massa da população e manter um estado permanente de medo. O parlamentar provincial de Ituri, Gilbert Sivamwenda, criticou a falta de vigilância e segurança, apesar dos alertas prévios sobre a presença de rebeldes nas proximidades de Makumo. “Apesar dos avisos dados às autoridades para garantir a segurança desta comunidade, que tem sido ameaçada desde o ataque de Biakato, é isto que aconteceu,” lamentou Sivamwenda. “A população foi completamente abandonada.”.

Frutos de 2.000 anos de volta à mesa: Israel celebra colheita histórica de tamareira bíblica

Tamareira antiga com tâmaras em sítio arqueológico israelense.

Israel celebra inédita colheita de tâmaras judaicas após reviver árvore milenar a partir de semente de Masada

Cientistas em Israel alcançaram um marco científico e histórico ao fazer uma tamareira judaica, extinta há mais de mil anos, voltar a produzir frutos. O feito se concretizou após o sucesso na germinação de uma semente com cerca de 2.000 anos, encontrada durante escavações arqueológicas na fortaleza de Masada. A novidade representa a primeira vez em milênios que tâmaras desta antiga variedade são consumidas.

O projeto, iniciado com a germinação da tamareira masculina conhecida como “Matusalém” em 2005, ganhou novo fôlego com o cultivo de outras sementes da mesma linhagem, incluindo exemplares femininos. A polinização foi realizada utilizando o pólen de “Matusalém”, resultando na frutificação da árvore feminina, batizada de “Hannah”. A Embaixada de Israel nos EUA celebrou o avanço, destacando que esta variedade bíblica retorna para o consumo humano.

As sementes originais, datadas do período do Segundo Templo, foram descobertas na década de 1960. Preservadas pelo clima seco da região, passaram por um cuidadoso processo de hidratação e cultivo em laboratório. O exame de carbono-14 confirmou a antiguidade das sementes, ligando-as diretamente à época de Jesus.

Os frutos colhidos pertencem à antiga tamareira da Judeia, que na Antiguidade era reconhecida por sua doçura, valor comercial e potenciais propriedades medicinais. Conduzido pelo Instituto Arava de Estudos Ambientais, o projeto também desperta interesse arqueobotânico, permitindo o estudo de alimentos e características genéticas perdidas ao longo dos séculos.

As tamareiras possuem forte simbolismo nas Escrituras Sagradas, representando prosperidade e vida abundante. A recuperação de seus frutos é vista como um feito raro na área científica que estuda plantas antigas a partir de vestígios arqueológicos.

Pastor defende Flávio Bolsonaro e critica infantilidade da direita

Pastor Josué Valandro Jr. falando em público

Pastor Josué Valandro Jr. sai em defesa de Flávio Bolsonaro e questiona repercussão de áudios envolvendo empresário

O pastor Josué Valandro Jr. se manifestou em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios que o ligam ao empresário André Esteves Vorcaro. Valandro Jr. minimizou as declarações, afirmando não ter identificado indícios de crime nos diálogos e sugerindo que a repercussão busca criar uma equivalência entre políticos de diferentes espectros.

Para o líder religioso, o caso tem sido explorado para desgastar a imagem de Bolsonaro em um momento de sua crescente projeção política nacional. Ele apontou que a mídia estaria tentando construir uma narrativa de que “todo mundo é igual”, desconsiderando as particularidades de cada situação.

Em sua análise, o pastor criticou o que chamou de “ingenuidade política” de setores conservadores diante da exposição pública de denúncias. Valandro Jr. ressaltou que a busca por captação de recursos para uma produção audiovisual é uma prática comum no mercado privado, sem envolver desvio de dinheiro público. “O Flávio estava tentando verba do empresário que, depois, recuperaria o dinheiro dele. Caso ele visse o filme tendo prejuízo, teria prejuízo, mas se o filme desse lucro, o investidor teria lucro. Super normal”, declarou o pastor.

O pastor Josué Valandro também mencionou que o empresário André Esteves Vorcaro já teria financiado outras produções ligadas a figuras políticas diversas, incluindo materiais sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer. Ele questionou a razão da polêmica atual, uma vez que a tentativa de obter verba para uma produção independente não envolvia recursos públicos. “E por que agora o Flávio tenta uma verba de um empresário rico, que não tinha escândalo nenhum com ele ainda, para uma produção independente, sem pegar nem um centavo do dinheiro público, qual é o problema?”, indagou.

Valandro Jr. também criticou a volatilidade das informações divulgadas sobre os valores envolvidos no caso, acusando setores da esquerda de usarem desinformação como tática política. “Falaram cento e tantos milhões, depois 60 e poucos milhões, depois são 2 milhões, cada hora se fala um valor”, comentou.

Apesar de defender o senador, o pastor reconheceu que os áudios ganharam notoriedade em função de denúncias posteriores contra Vorcaro. Contudo, ele sustentou que o conteúdo divulgado não aponta irregularidades por parte de Flávio Bolsonaro. “É um áudio que chama atenção? Sim. Chama atenção. Por quê? Porque hoje a gente sabe que o Vorcaro está metido com um monte de falcatruas. Mas se não fosse isso, a gente diria o quê? Diria que foi alguém tentando que outra pessoa, que é um investidor de um projeto, que arcasse com que se comprometeu”, afirmou.

Josué Valandro questionou a responsabilização de indivíduos que estabeleceram relações comerciais com empresários posteriormente investigados. “Não vemos naquele áudio nenhuma falcatrua”, reiterou. Ele acrescentou: “Agora quer dizer então que se eu fizesse um acordo há cinco anos atrás com um corrupto, aí hoje se descobre que ele é corrupto, agora vou ser julgado por isso? A gente tem que ser um pouco mais inteligente nesse momento”.

Em sua conclusão, o pastor reafirmou que, em sua avaliação, os áudios não contêm elementos que incriminem o senador. “Nesse áudio não há”, declarou, conforme informações da revista Comunhão.

Pastor multado por pregar versículo bíblico perto de hospital na Irlanda do Norte

Pastor Clive Johnston em frente a um tribunal na Irlanda do Norte.

Pastor é condenado e multado por pregar versículo bíblico em zona de acesso seguro a hospital na Irlanda do Norte

Clive Johnston, um pastor reformado de 78 anos, foi condenado e multado por pregar uma mensagem centrada no Evangelho próximo a um hospital na Irlanda do Norte. A decisão foi tomada pelo juiz de distrito Peter King, na Magistrates’ Court de Coleraine, em 7 de maio. Johnston foi considerado culpado de violar a chamada “zona de acesso seguro” estabelecida do lado de fora do Hospital Causeway, em Coleraine, em 7 de julho de 2024.

A Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro) da Irlanda do Norte proíbe “influenciar”, “impedir ou dificultar o acesso” ou “causar assédio, alarme ou aflição” a uma pessoa protegida dentro de um raio de 100 metros de instalações onde abortos são realizados. Johnston foi condenado especificamente por “influenciar” dentro dos limites da zona protegida, o que resultou em uma multa de 450 libras esterlinas, aproximadamente 614 dólares americanos.

De acordo com o Christian Institute, organização que defendeu Johnston, ele pode ser a primeira pessoa processada sob esta lei por pregar um sermão que não mencionava aborto. O pastor estava, na verdade, compartilhando uma mensagem baseada em João 3:16, um dos versículos mais conhecidos da Bíblia, que diz “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

“Isso redefine efetivamente a manifestação cristã pacífica como uma forma de ‘influência’ ilegal”, disse Johnston ao Fox News. “Se simplesmente ler a Bíblia, orar e pregar sobre o amor de Deus agora pode ser considerado prejudicial porque alguém pode ouvi-lo dentro de uma determinada área, então cruzamos uma linha muito séria.”

Johnston expressou sua preocupação sobre as implicações da decisão, questionando a segurança de qualquer expressão pública de fé cristã. “João 3:16 é um dos versículos mais conhecidos e cheios de esperança da Bíblia — uma mensagem sobre o amor e a salvação de Deus”, continuou. “Se até isso pode ser criminalizado por causa de onde é dito, então como qualquer expressão pública de crença cristã pode ser verdadeiramente segura contra restrições?”

Danny Davis, um pastor amigo de Johnston baseado no Kentucky, manifestou surpresa com a condenação. Segundo o Kentucky Today, Davis informou que Johnston planeja apelar da decisão e alertou que a sentença pode criar um efeito inibidor sobre outros cristãos na Europa e além. “Se isso se mantiver, é um precedente terrível que outros construiriam para silenciar os cristãos”, declarou Davis.

Ciarán Kelly, diretor do The Christian Institute, classificou o caso como um exemplo de “censura insidiosa”. Ele acrescentou que, se a decisão for mantida, representará uma nova e chocante restrição à liberdade de religião e de expressão, e que o instituto auxiliará Johnston na análise de suas opções de apelação.

Fotógrafa cristã vence batalha judicial e garante indenização milionária

Fotógrafa cristã Chelsey Nelson em seu estúdio profissional após vencer batalha judicial.

Fotógrafa cristã celebra vitória judicial e atribui força à fé em Deus após processo de anos

A fotógrafa cristã Chelsey Nelson declarou que sua fé na soberania de Deus foi fundamental para enfrentar um processo judicial contra uma lei antidiscriminação da cidade de Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos. A disputa encerrou com um acordo de US$ 800 mil em indenização, após um tribunal federal decidir a favor da profissional em sua contestação de normas municipais sobre orientação sexual e identidade de gênero.

Nelson relatou em entrevista que não se vê como figura pública ou ativista, mas como uma mãe buscando gerenciar seu negócio de fotografia para sustentar a família e ter flexibilidade para ficar com os filhos. Após dialogar com o marido, ela decidiu prosseguir com a ação, acreditando ser o caminho correto segundo suas convicções religiosas.

“Você tenta calcular os custos da melhor maneira possível com antecedência, mas realmente não há como saber como será, e você simplesmente tem que fazer a coisa certa para a glória de Deus que está diante de você”, afirmou a fotógrafa sobre o processo de decisão.

Chelsey Nelson também mencionou que a jornada judicial fortaleceu sua fé, trazendo mais segurança em suas crenças e nas Escrituras. “Ele me deu muita segurança ao me lembrar de não temer o homem, mas honrar o Senhor”, declarou.

A respeito do debate sobre liberdade religiosa e expressão, ela ressaltou a importância de os cristãos se manterem firmes em suas convicções. “Cuidado com a pressão cultural para tentar se conformar com o que quer que seja considerado ‘bom’ pela nossa cultura atual. Não podemos amar mais do que a Deus. Deus é amor. Se isso é verdade, então defender a Palavra de Deus é amar”, pontuou.

Nelson admitiu que defender crenças religiosas pode acarretar consequências pessoais e profissionais. Contudo, ela enfatizou que é possível confiar que o Senhor sustentará e fará crescer aqueles que passam por tais períodos, incentivando que a prestação de contas a Deus seja mais prioritária que a opinião pública.

A decisão de ingressar com a ação foi inspirada pelo caso do confeiteiro Jack Phillips, do Colorado, que também enfrentou processos por recusar a produção de bolos para casamentos entre pessoas do mesmo sexo devido às suas crenças religiosas. Chelsey Nelson explicou que profissionais criativos frequentemente criam materiais personalizados que carregam mensagens específicas, e algumas leis têm sido utilizadas para forçar esses profissionais a promover conteúdos que contrariam suas convicções.

A fotógrafa relatou ter procurado as autoridades de Louisville antecipadamente para esclarecer quais tipos de mensagens estaria disposta a divulgar profissionalmente. Segundo ela, a cidade respondeu que Nelson não poderia publicar tal posicionamento nem discuti-lo com potenciais clientes, o que a levou a considerar a situação uma “extrapolação flagrante”.

Durante o processo, Nelson contou com o forte apoio de sua família, líderes religiosos e marido, descrevendo ter tido “uma bolha maravilhosa, unida e coesa de pessoas me apoiando”. Apesar de o período ter sido emocionalmente desafiador, com desgaste em relacionamentos, perda de indicações e impactos financeiros, ela afirmou que faria a mesma escolha novamente.

Ataque brutal em Biakato choca pela violência e perdas de vidas cristãs

Vila de Biakato em ruínas após ataque com casas destruídas e moradores em choque.

Rebeldes islâmicos massacram mais de 20 cristãos em Biakato, na República Democrática do Congo, em ataque noturno

Um ataque perpetrado por rebeldes do ADF na madrugada de quarta-feira (13) resultou na morte de 21 cristãos na vila de Biakato, na província de Ituri, República Democrática do Congo. O grupo islâmico também incendiou residências na localidade, que tem sido palco de ações violentas do ADF. A informação é do site persecution.org.

Um morador descreveu a ação dos insurgentes que chegaram durante a noite. “Os rebeldes vieram durante a noite e começaram a amarrar as pessoas”, relatou Kabanga. “Então começaram a matar muitos cristãos que clamavam a Jesus Cristo”. O relato detalha que ele próprio se escondeu debaixo da cama e ouviu o som de facões atingindo corpos e os gritos de desespero.

O grupo islâmico, que manifesta a intenção de expandir sua religião através da violência contra cristãos, tem gerado um clima de medo na República Democrática do Congo, especialmente nas regiões orientais. Biakato tem se tornado um local frequente nos ataques mais letais atribuídos ao ADF.

O terror na região não é um evento isolado, com uma série de ataques sucessivos desde o início de maio. Comunidades vizinhas também foram atingidas, resultando em um número significativo de mortos. “Islamistas do ADF mataram muita gente entre nós!”, disse outro morador local identificado como Bibuya. “Encontramos apenas alguns, mas outros estão desaparecidos. Às vezes o cheiro nos ajuda a encontrar outros que não foram achados no dia dos ataques. Vamos para a cama sem saber o que a noite trará”.

Um líder comunitário de Biakato condenou as táticas utilizadas pelos que ele chamou de “inimigos da paz”. “Nosso povo não pode ser morto assim e nós ficarmos quietos”, declarou. “Líderes religiosos, líderes culturais e líderes políticos, todos juntos, devemos nos preocupar com isso, e deve acabar imediatamente, pois ninguém se sentiria feliz em enterrar um irmão ou irmã, especialmente cuja vida foi tirada não por causas naturais, mas por um ato desumano”.