Ituri em Choque Novos Ataques do ADF Deixam Rastro de Mortes e Terror

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Ituri sob ataque contínuo o ADF intensifica violência com incursões brutais em Makumo e arredores

A Província de Ituri, na República Democrática do Congo (RDC), vive um clima de terror após uma nova ofensiva do grupo Forças Democráticas Aliadas (ADF). Apenas três dias após um massacre em Biakato ter ceifado a vida de mais de 20 civis, um ataque em Makumo, ocorrido em 10 de maio, espalhou pânico entre a população majoritariamente cristã. Segundo Omba Hemedi, um jovem líder de Mambasa, a situação se tornou insustentável, com a violência diária do ADF transformando vilarejos em cenários de tragédia. “Em nossas aldeias, não é mais água que flui, é sangue,” declarou Hemedi, ressaltando a brutalidade dos ataques. O líder descreveu as terras como locais de não mais vida, mas sim cemitérios a céu aberto, com a comunidade ainda enlutando as vítimas de Biakato quando corpos começaram a ser coletados em Makumo.

Fontes locais relatam que a incursão em Makumo teve início por volta das 19h30. O saldo provisional aponta para ao menos nove civis mortos por facões, além de diversas residências incendiadas. A população foi forçada a fugir em meio à noite, e os corpos das vítimas foram levados para uma unidade de saúde local. As autoridades militares ainda não emitiram um comunicado oficial sobre este novo evento trágico.

Esta recente onda de violência ocorre em um contexto de extrema tensão na região, que já vinha sendo palco de ataques a diversas aldeias, incluindo Katerrain, Mangambo, Ndalya e Ikaya, no início do mês. Em 10 de maio, o ADF realizou uma incursão diurna em Biakato, onde o número de mortos, inicialmente estimado em cerca de 10, subiu para mais de 20 civis, de acordo com autoridades locais. Relatos indicam que os moradores acreditaram inicialmente se tratar de membros do exército nacional, até serem cercados pelos agressores, tornando a fuga quase impossível. Vinte e seis pessoas foram mortas e muitas outras sequestradas durante o ataque em Biakato.

Observadores locais interpretam o ataque em Makumo como uma possível nova tática do ADF. A estratégia envolveria a multiplicação de ataques rápidos a centros comerciais e áreas densamente povoadas para provocar o deslocamento em massa da população e manter um estado permanente de medo. O parlamentar provincial de Ituri, Gilbert Sivamwenda, criticou a falta de vigilância e segurança, apesar dos alertas prévios sobre a presença de rebeldes nas proximidades de Makumo. “Apesar dos avisos dados às autoridades para garantir a segurança desta comunidade, que tem sido ameaçada desde o ataque de Biakato, é isto que aconteceu,” lamentou Sivamwenda. “A população foi completamente abandonada.”.

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