Frutos de 2.000 anos de volta à mesa: Israel celebra colheita histórica de tamareira bíblica

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Israel celebra inédita colheita de tâmaras judaicas após reviver árvore milenar a partir de semente de Masada

Cientistas em Israel alcançaram um marco científico e histórico ao fazer uma tamareira judaica, extinta há mais de mil anos, voltar a produzir frutos. O feito se concretizou após o sucesso na germinação de uma semente com cerca de 2.000 anos, encontrada durante escavações arqueológicas na fortaleza de Masada. A novidade representa a primeira vez em milênios que tâmaras desta antiga variedade são consumidas.

O projeto, iniciado com a germinação da tamareira masculina conhecida como “Matusalém” em 2005, ganhou novo fôlego com o cultivo de outras sementes da mesma linhagem, incluindo exemplares femininos. A polinização foi realizada utilizando o pólen de “Matusalém”, resultando na frutificação da árvore feminina, batizada de “Hannah”. A Embaixada de Israel nos EUA celebrou o avanço, destacando que esta variedade bíblica retorna para o consumo humano.

As sementes originais, datadas do período do Segundo Templo, foram descobertas na década de 1960. Preservadas pelo clima seco da região, passaram por um cuidadoso processo de hidratação e cultivo em laboratório. O exame de carbono-14 confirmou a antiguidade das sementes, ligando-as diretamente à época de Jesus.

Os frutos colhidos pertencem à antiga tamareira da Judeia, que na Antiguidade era reconhecida por sua doçura, valor comercial e potenciais propriedades medicinais. Conduzido pelo Instituto Arava de Estudos Ambientais, o projeto também desperta interesse arqueobotânico, permitindo o estudo de alimentos e características genéticas perdidas ao longo dos séculos.

As tamareiras possuem forte simbolismo nas Escrituras Sagradas, representando prosperidade e vida abundante. A recuperação de seus frutos é vista como um feito raro na área científica que estuda plantas antigas a partir de vestígios arqueológicos.

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