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Guerra civil no Sudão: o sofrimento catalisa uma inesperada busca espiritual e o risco para novos convertidos ao cristianismo

Refugiados sudaneses em campo de acolhimento ouvindo sobre a fé cristã, em meio ao cenário de guerra

Cenário de conflito intenso e deslocamento em massa impulsiona muçulmanos sudaneses a abraçarem a fé cristã, mas a decisão acarreta riscos extremos de segurança e perseguição no país africano

O Sudão, mergulhado em uma guerra civil há aproximadamente três anos, testemunha um crescente interesse de sua população pela mensagem cristã, inclusive entre muçulmanos, conforme indicam organizações ligadas ao cristianismo. A escalada do conflito, que se intensificou após o golpe militar de 2021 e aprofundou-se em 2023, desencadeou um cenário de deslocamento populacional massivo, escassez de recursos básicos e instabilidade generalizada. Este contexto de profundo sofrimento, segundo líderes religiosos, também se reflete no campo espiritual, como revelado pela Mission Network News.

Confrontos recentes entre forças governamentais e grupos rebeldes resultaram em mortes e dezenas de feridos, especialmente em áreas fronteiriças com o Chade. A nação enfrenta graves problemas como fome, desemprego e colapso econômico, formando um terreno fértil para a busca de respostas espirituais. Neste panorama, representantes do ministério unfoldingWord confirmam o aumento do interesse pelo Evangelho.

Jesse Griffin, membro da unfoldingWord, destacou relatos de comunidades locais que apontam para uma maior receptividade à mensagem cristã em meio às severas dificuldades. Ele observou que o sofrimento extremo tem levado muitos indivíduos a procurar consolo e sentido na fé.

Igrejas locais intensificam a evangelização em campos de refugiados e tradução bíblica se mostra crucial

As igrejas locais desempenham um papel fundamental neste movimento de conversões. Em colaboração com organizações internacionais, líderes sudaneses recebem treinamento para a tradução da Bíblia e a disseminação de seu conteúdo em diversos idiomas regionais. Griffin afirmou que dezenas de grupos étnicos foram capacitados e retornaram às suas comunidades para ensinar, formar novos discípulos e estabelecer novas igrejas.

Nos campos de refugiados, o trabalho de evangelização ganhou mais força. Evangelistas utilizam versões das Escrituras nas línguas maternas dos refugiados para facilitar a compreensão, o que tem gerado um maior interesse entre os novos ouvintes. A conclusão das traduções do Novo Testamento em idiomas como o árabe sudanês e o masalit é vista como um impulsionador significativo desse processo.

Convertidos do islã enfrentam perseguição severa em um Sudão cada vez mais hostil à liberdade religiosa

Apesar do crescimento das atividades missionárias, líderes cristãos alertam para os perigos iminentes que os novos convertidos enfrentam. Relatos indicam que indivíduos que abandonam o islamismo podem ser alvo de ameaças, rejeição por parte da família e até violência física. Griffin pediu orações pela proteção dessas pessoas, enfatizando que a decisão de mudar de fé pode representar um risco direto à vida.

A situação dos cristãos no Sudão piorou consideravelmente após o golpe militar de 2021 e a intensificação do conflito a partir de 2023, segundo a Portas Abertas. O país experimenta um aumento da violência, restrições crescentes à liberdade religiosa e a reinstalação de políticas baseadas na lei islâmica.

O conflito também enfraqueceu o controle estatal em certas regiões, permitindo a atuação de milícias armadas que perseguem minorias religiosas. Igrejas foram atacadas, invadidas e ocupadas, e cristãos enfrentam discriminação em diversas esferas da vida social, incluindo acesso à Justiça, trabalho e educação. Convertidos do islamismo estão entre os mais vulneráveis, lidando com isolamento e pressão constante. Há também registros de fechamento de igrejas, dificuldades para registro legal e prisões de líderes religiosos.

Diante deste cenário desafiador, lideranças locais defendem uma maior organização da comunidade cristã.

Rafat Samir, presidente do Conselho Comunitário Evangélico do Sudão, afirmou que o momento exige posicionamento e busca por reconhecimento. “Este é um tempo para a igreja se levantar e garantir seu espaço”.

O Sudão figura entre as nações com maior nível de perseguição a cristãos no mundo, conforme o ranking atualizado da Portas Abertas, refletindo o agravamento das condições no contexto atual.

Milhões de Bíblias prontas para o Irã com portas abertas para o evangelho

Caminhão com caixas de Bíblias na fronteira do Irã ao amanhecer

Milhões de Bíblias prontas para o Irã com portas abertas para o evangelho no país

Organizações cristãs estão em prontidão, acreditando que um momento significativo para a disseminação do evangelho no Irã pode estar próximo. A expectativa é que, em breve, as fronteiras do país se abram para o cristianismo, impulsionando a distribuição de milhões de Bíblias e livros religiosos.

Patrick Klein, presidente da Vision Beyond Borders, relatou que sua equipe se reuniu recentemente na Armênia, próxima à fronteira iraniana. A região observa um intenso fluxo de caminhões de petróleo para a Europa, e a equipe orou pela abertura das fronteiras.

Dirk Smith, vice-presidente da Eastern European Mission, prevê um cenário de grande fluxo caso as barreiras se desfaçam. “As portas vão se abrir e, se abrirem, será uma inundação. Será uma inundação que se abre”, disse Smith. Sua organização está preparada para enviar um grande carregamento de Bíblias infantis e juvenis, além de outros materiais cristãos em farsi, para o Irã.

Enquanto alguns cristãos consideram o momento arriscado para a evangelização devido a potenciais conflitos civis, Smith questiona essa cautela.

“Perigoso demais para espalhar o evangelho? Como isso funciona? Acho que eu pediria para alguém me encontrar a passagem bíblica. Oramos muito por segurança. Acho isso interessante. Eu vou à igreja e me mantenho seguro, e fico tipo, não sei se encontro isso na Bíblia. Não encontro uma oração por segurança. Como algo é arriscado demais? É? É sempre arriscado demais compartilhar o evangelho de Jesus com alguém?”

Smith compara a expectativa a um “momento Muro de Berlim”, antecipando uma mudança histórica e um avanço que alterará o panorama. Ele relembra a queda do Muro de Berlim em 1989, quando sua equipe pôde distribuir centenas de milhares de Bíblias.

Klein incentiva a oração global por um futuro em que cada iraniano possa possuir e ler livremente a Bíblia. Ele compartilha o testemunho de um homem que expressou profunda gratidão ao receber uma Bíblia, afirmando ter “a verdade para si mesmo” e poder “ler a Palavra de Deus a qualquer hora”.

A visão é que a transformação no Irã possa reverberar por todo o mundo islâmico.

China: advogados de líderes da Igreja Sião perdem licenças e sofrem pressão

Escritório de advocacia na China sob pressão, com atmosfera tensa.

China intensifica cerco a advogados de líderes da Igreja Sião com revogação de licenças e advertências preocupantes

Autoridades chinesas estariam aumentando a pressão sobre as equipes jurídicas que defendem os líderes detidos da Igreja Sião, sediada em Pequim. Essa escalada levanta novas preocupações sobre a liberdade religiosa e a justiça no país.

Um relatório publicado pelo The Wall Street Journal na sexta-feira indicou que a licença do advogado Zhang Kai, que atuava no caso, foi revogada. Outros advogados associados à defesa da igreja também teriam enfrentado medidas semelhantes, incluindo suspensões de licença e advertências verbais de oficiais.

Representantes da igreja condenaram as ações em uma carta, argumentando que o tratamento dispensado à equipe jurídica constitui uma violação da justiça e mina o estado de direito. Grace Jin, filha do pastor Ezra Jin, expressou preocupação com a pressão exercida sobre os advogados, que poderia limitar a capacidade da família de obter informações sobre o estado de saúde dele e preparar uma defesa eficaz.

O pastor Ezra Jin, fundador da proeminente igreja protestante clandestina, foi detido há cinco meses em meio a uma ampla repressão. Na ocasião, cerca de 30 outros líderes e membros da Igreja Sião foram presos ou declarados desaparecidos em várias cidades importantes, incluindo Pequim, Xangai e Shenzhen. Dezoito indivíduos, incluindo Jin, estariam detidos em um centro de reclusão em Beihai, conforme o jornal americano.

Desde sua detenção em outubro de 2025, a família perdeu contato com o pastor e não há clareza sobre a apresentação de acusações formais. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manifestou-se publicamente em favor da libertação de Jin, posição ecoada por diversos membros do Congresso americano.

Jin, de 56 anos, fundou a Igreja Sião em 2007 após estudar no Fuller Theological Seminary, na Califórnia. Sua conversão ocorreu após sua participação nos protestos da Praça da Paz Celestial em 1989, tornando-o uma figura central no movimento das igrejas clandestinas na China.

A Igreja Sião cresceu para se tornar uma das maiores congregações protestantes clandestinas na China, mas enfrentou crescente pressão governamental. Após o fechamento de seu santuário em Pequim em 2018, a igreja passou a realizar serviços online e reuniões menores em todo o país, alcançando até 10.000 participantes em plataformas digitais.

Apesar de a Constituição chinesa garantir formalmente a liberdade religiosa, o governo reconhece apenas organizações sancionadas pelo estado. Milhões de cristãos na China continuam a frequentar igrejas clandestinas não registradas, que frequentemente sofrem assédio das autoridades. Alguns grupos religiosos independentes foram rotulados como cultos, e os cidadãos são incentivados a denunciá-los.

Homem paralítico se levanta e corre em culto: “Jesus ainda cura”

Homem paralítico corre em um culto após suposta cura milagrosa

Homem paralítico se levanta da cadeira de rodas e corre em culto nos Estados Unidos relatando cura

Um homem, que havia perdido os movimentos das pernas após ser diagnosticado com um tumor cerebral, foi milagrosamente curado durante um culto nos Estados Unidos. O incidente ocorreu em uma reunião em 2024, promovida pelo ministério “Terradez Ministries”, liderado por Ashley e Carlie Terradez, que pregavam sobre o poder de Deus para a cura de enfermos.

Levado ao local pelo seu irmão gêmeo, o homem experimentou a cura divina no meio do evento. Segundo o relato do ministério, ele se levantou da cadeira de rodas e começou a correr, surpreendendo seu irmão, que correu atrás dele em um momento de grande emoção.

O ministério “Terradez Ministries” compartilhou um vídeo do momento em seu perfil no Instagram em 9 de março. A publicação alcançou mais de 200 mil visualizações, registrando o testemunho da recuperação.

“Ele saltou da cadeira de rodas e começou a correr pela sala!”

Ainda conforme o relato, o homem expressou alívio por não estar mais preocupado em morrer e deixar o irmão para trás. Ele participou dos dias seguintes do evento, louvando a Jesus e exercitando as pernas que, segundo o testemunho, foram curadas.

“Jesus ainda cura, milagres ainda acontecem e testemunhos como este nos lembram que é possível quando a fé encontra o poder de Deus. Toda a glória a Jesus”, declarou o ministério em sua postagem, reforçando a mensagem de fé e esperança.

Nicodemus garante: feitiços e mau-olhado não afetam cristãos verdadeiros

Reverendo Augustus Nicodemus falando sobre a força da fé contra práticas ocultistas.

Augustus Nicodemus afirma que crenças ocultistas perdem a força contra quem é fiel a Jesus

O reverendo Augustus Nicodemus declarou que “feitiços” de religiões ocultistas não possuem qualquer efeito contra cristãos. A afirmação foi feita em resposta a uma seguidora que o questionou em seu perfil no Instagram.

O pastor da Igreja Presbiteriana fundamentou sua declaração na Bíblia, ensinando que práticas como encantamentos não atingem aqueles que estão em Cristo. Ele tranquilizou a seguidora, citando passagens bíblicas e a força do Espírito Santo presente nos fiéis.

“Isso não existe, menina. Fica tranquila. Está escrito na Palavra de Deus que ‘contra Jacó não vale encantamento’. Ou seja, se você é crente no Senhor Jesus, maior é aquele que está em você do que aquele que está no mundo, e o Espírito Santo está em você e o maligno não lhe toca”.

Nicodemus também abordou diretamente práticas como mau-olhado, feitiços e “trabalhos” de religiões como umbanda, quimbanda, espiritismo e afro-religiosas, classificando-as como “conversa” e “invenção” que não afetam os crentes.

O líder religioso aproveitou a ocasião para alertar sobre os riscos para evangélicos que não possuem instrução bíblica adequada. Ele enfatizou a importância de seguir a Palavra de Deus e viver a vida cristã em obediência.

“Aí vai o evangélico e segue isso aí ao invés de seguir a Palavra de Deus. Ande com Cristo, viva a vida cristã, em obediência à Palavra de Deus e nenhum mal chegará à sua porta. Fica em paz”, concluiu o pastor.

Atleta iraniano viraliza com vídeo após amigos serem mortos em protesto

Ali Rezaei Majd, atleta iraniano que fugiu após protestos, em foto dramática.

Atleta iraniano se torna voz de protesto após testemunhar repressão violenta e registrar fuga dramática do país

Um preparador físico iraniano, Ali Rezaei Majd, transformou-se em um símbolo de resistência após viralizar um vídeo em que denunciava a repressão em seu país, momentos depois de presenciar seus amigos serem fuzilados. A publicação ocorreu em meio a manifestações que pediam liberdade na província de Lorestan, região conhecida por sua população combativa. A informação é exclusiva da CBN News.

Rezaei Majd, descrito como uma figura imponente, com mais de 1,80m de altura e 100kg de músculos, tatuagens e cabelos longos, sentia-se ‘vivendo em uma prisão’ desde o nascimento. Ele possuía uma pequena academia e uma presença influente no Instagram, onde compartilhava rotinas de treino e mensagens de disciplina.

Em 5 de janeiro, Ali juntou-se a centenas de manifestantes nas ruas de Doroud, exigindo mudanças e liberdade do regime islâmico. Foi nesse contexto que ele viu amigos serem mortos pelas forças da Guarda Revolucionária Iraniana. “O som de tiros e pessoas sendo mortas pela Basij (polícia da moral) e forças da IRGC, é o que aconteceu. As pessoas pediam liberdade e as forças do governo as matavam tão facilmente”, relatou.

No dia seguinte, Ali gravou uma mensagem em inglês, compartilhada posteriormente. “Nasci na terra da poesia e da história, mas hoje cresço na escuridão. Nossas vozes são silenciadas, nossos sonhos são destruídos e nosso povo está sofrendo”, disse na gravação.

O atleta sabia que postar o vídeo em meio aos protestos traria consequências. “Sim, eu sempre soube disso e estava pronto para tudo”, afirmou. No mesmo dia, autoridades iranianas começaram a procurá-lo. Alertado por amigos, ele precisou fugir, mudando de cidade diariamente e documentando sua jornada em direção à fronteira com o Iraque.

Ali conseguiu cruzar ilegalmente para o Iraque com a ajuda de amigos. Embora triste por deixar sua terra natal, ele sentiu que não tinha outra escolha. “Eu amo minha casa. Eu amo meu povo”, declarou.

Durante dez anos no Irã, Ali praticou o cristianismo em segredo. No Iraque, em 7 de março, ele foi batizado em uma pequena igreja doméstica, uma decisão que não poderia tomar em seu país de origem. Atualmente, Ali, que também usa o nome Michael, continua a usar sua plataforma para denunciar o regime, pedindo ajuda internacional para libertar o Irã.

Ele se juntou a um grupo militar curdo no Iraque, que treina para uma possível incursão no oeste do Irã. “Como cristão, perdoo todos os IRGC. Rezarei por eles todos os dias. Mas, sabe, acho que sou como um cão pastor para o Senhor. Então, um cão pastor às vezes deve proteger as ovelhas. Então, acho que é isso que devo fazer”, concluiu.

Montes de oração no Rio podem se tornar patrimônio cultural e religioso

Monte de oração no Rio de Janeiro com fiéis praticando devoção em cenário natural.

Projeto de lei no Rio de Janeiro busca classificar montes de oração como patrimônio religioso e cultural para garantir sua preservação

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro está analisando o Projeto de Lei nº 1690/2025, de autoria do vereador Salvino Oliveira. A proposta visa declarar quatro montes de oração da cidade como patrimônio religioso e cultural, assegurando a proteção de locais importantes para a espiritualidade de muitos cariocas.

Os locais contemplados pela iniciativa são o Monte das Oliveiras e o Monte Sião, localizados em Campo Grande; o Monte das Três Torres, na Rocinha; e o Monte Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Estes espaços são tradicionalmente frequentados por fiéis para prática de oração e momentos de contemplação.

A justificativa apresentada pelo parlamentar ressalta que a proposta busca garantir a preservação de ambientes que fazem parte da rotina espiritual de inúmeras famílias. Segundo ele, esses locais são utilizados há décadas como pontos de busca por conforto, orientação e renovação da fé, conforme destaca o projeto analisado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Os dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que os evangélicos formam 25% da população na capital fluminense, e 32% no estado. Esses números evidenciam a relevância das práticas religiosas na região.

Além de seu significado espiritual, os montes de oração também funcionam como centros comunitários informais, promovendo a convivência e o acolhimento entre moradores de diferentes áreas da cidade. Caso aprovada, a classificação como patrimônio local será registrada oficialmente pelo poder público municipal.

A medida integrará as políticas de valorização do patrimônio cultural imaterial da cidade, reconhecendo e protegendo as manifestações religiosas que compõem o cotidiano da população carioca.

UMC e Universidade Chegam a Acordo Após Disputa Judicial de Anos

Executivos apertando as mãos em um acordo

Igreja Metodista e universidade finalizam litígio com pacto que estabelece nova base de relacionamento e reforça objetivos comuns

A Igreja Metodista Unida (UMC) e a Southern Methodist University (SMU) alcançaram uma resolução para um disputa judicial que se estendia por anos. A questão central envolvia os esforços da universidade para se desvincular da denominação. Em comunicado conjunto divulgado na semana passada, as partes informaram ter “chegado a um acordo que fornece um quadro claro para seu relacionamento daqui para frente e afirma seu compromisso compartilhado com a missão da Universidade”.

O acordo encerra o processo judicial iniciado em 2019. Um dos pontos cruciais estabelece o compromisso da SMU em revisar seus Artigos de Incorporação, mantendo assim sua conexão formal com o braço regional da denominação. A liderança da universidade demonstrou satisfação com o desfecho, expressando otimismo quanto a futuras colaborações.

“O Conselho de Curadores, a Universidade e eu estamos satisfeitos por termos nos reconciliado com a SCJC, e esperamos ansiosamente por um relacionamento colaborativo e aprimorado no futuro”, declarou Jay Z. Hartzell, presidente da SMU. A SMU, fundada em 1911, abriga a Perkins School of Theology, uma das 13 escolas teológicas apoiadas pela UMC por meio do seu Fundo de Educação Ministerial.

O conflito legal emergiu em um contexto de divisões internas na Igreja Metodista Unida, principalmente em relação a temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a ordenação de clérigos LGBTQIA+. Em fevereiro de 2019, durante uma sessão especial da Conferência Geral, foi adotado “O Plano Tradicional”, que manteve as restrições existentes para uniões e clérigos do mesmo sexo.

Posteriormente naquele ano, o Conselho de Curadores da SMU votou para afirmar que a instituição, e não a UMC, era “a autoridade máxima da universidade”. Isso levou a SCJC a registrar um processo alegando “atos não autorizados”, argumentando que atuava como “órgão eleitor, controlador e parental da SMU”.

Embora um tribunal distrital do Texas tenha inicialmente decidido a favor da SMU em 2021, essa decisão foi revertida em julho de 2023 por um painel de três juízes da Quinta Corte de Apelações do Texas. A corte enfatizou os laços históricos da denominação com a universidade. A decisão permitiu que a alegação de quebra de contrato pela SCJC prosseguisse, mas manteve a rejeição das acusações de violação de deveres fiduciários pela SMU.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte do Texas emitiu uma decisão concluindo que a SCJC poderia processar a SMU pela tentativa de deixar a UMC. A juíza Debra Lehrmann, escrevendo pela maioria, concluiu que o corpo regional “tem autoridade legal para processar a SMU para fazer valer seus direitos sob os estatutos e o Código de Organizações Empresariais do Texas e que a Conferência pode prosseguir, pelo menos nesta fase, com sua alegação de quebra de contrato como beneficiária terceira dos artigos de incorporação da SMU”. Após essa decisão, a UMC reiterou sua posição, afirmando que a “opinião favorável do Tribunal apoia nossa posição original de que a SMU deve buscar a aprovação da SCJ ao fazer alterações em suas emendas”.

Gabriela Rocha Reverencia o Renascer Praise em Novo Medley Emocionante

Gabriela Rocha cantando em estúdio de gravação

Gabriela Rocha homenageia sucessos do Renascer Praise em lançamento do EP “Ecoar 3”

A cantora Gabriela Rocha, reconhecida por sua trajetória na música gospel, apresentou um novo medley em seu EP “Ecoar 3”. O projeto, que começou em 2021, tem o objetivo de reviver canções que atravessam gerações. O lançamento mais recente celebra duas canções marcantes do Renascer Praise: “Promessa” e “Plano Melhor”.

A iniciativa “Ecoar” já conta com dois volumes anteriores, nos quais Gabriela Rocha trouxe novas versões de clássicos da música gospel. A terceira etapa do projeto iniciou em fevereiro deste ano com a releitura de “Palavras”, composição de Carlos Villar originalmente gravada por Lauriete em 1999. Em seguida, veio “Vou Seguir”, um sucesso de Cassiane, lançada por Josias Barbosa em 1998.

O novo medley “Promessa / Plano Melhor” tem autoria da bispa Sonia Hernandes, líder do ministério de louvor Renascer Praise, com a participação de Ney Gomes na segunda canção. A produção musical foi realizada por Matheus Charles, com gravação no Tibet Filme Estúdios, no Rio de Janeiro.

A produção audiovisual do clipe ficou a cargo de Mateus Pato, da Cine Solutions, responsável pela direção de vídeo. A mixagem e masterização foram executadas por Bruno Pividori.

O projeto “Ecoar 3” ainda reserva mais quatro faixas inéditas que serão reveladas em breve. Os lançamentos anteriores do “Ecoar” têm sido bem recebidos pelo público. Os clipes de “Palavras” e “Seguirei” já ultrapassaram a marca de 1 milhão de visualizações no canal da artista no YouTube.

O sucesso da cantora é evidenciado também nas plataformas de streaming. No Spotify, Gabriela Rocha acumula mais de 5 milhões de ouvintes mensais, e as canções dos EPs “Ecoar” e “Ecoar 2” somam 290 milhões de streams. No YouTube, onde possui quase 10 milhões de inscritos, o número total de visualizações ultrapassa 320 milhões.

EUA propõem acordo de 15 pontos ao Irã em meio a escalada de conflitos no Oriente Médio

Mesa de negociações diplomáticas sobre o Irã e a paz no Oriente Médio.
Israeli soldiers take their photo beside the wreckage of an Iranian missile that landed in the West Bank village of Kifl Haris Tuesday, March 24, 2026. (AP Photo/Majdi Mohammed)

EUA apresentam proposta de 15 pontos ao Irã e Israel amplia zona de segurança no Líbano em meio a conflitos intensificados no Oriente Médio

Relatos indicam que os Estados Unidos entregaram uma proposta de 15 pontos ao Irã, focada em seu programa nuclear, mísseis balísticos e controle do Estreito de Ormuz. A iniciativa americana ocorre em um momento de escalada de tensões e combates na região, com Israel anunciando a manutenção de uma zona de segurança no sul do Líbano contra o Hezbollah.

Segundo o The Times of Israel, o presidente americano Donald Trump expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo com o Irã. Ele mencionou que o país asiático ofereceu um “presente” valioso, relacionado ao fluxo de petróleo e ao Estreito de Ormuz, o que interpretou como um sinal positivo para o andamento das negociações.

A proposta americana busca abordar questões cruciais para a segurança regional e global. Em contrapartida, o Irã teria solicitado o fechamento imediato de bases americanas no Golfo Pérsico, o fim dos ataques israelenses, a remoção de sanções e compensações por danos de guerra. Essas demandas foram classificadas como “ridículas” por um oficial americano.

O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as negociações estão ocorrendo em paralelo com ações militares. “Nós negociamos com bombas. Estamos mantendo nossa mão no acelerador o mais longo e duro que for necessário para garantir que os interesses dos EUA sejam alcançados no campo de batalha”, declarou Hegseth, conforme relatos.

Enquanto a diplomacia tenta avançar, a violência persiste. Um foguete do Hezbollah atingiu a região da Galileia, resultando na morte de uma mulher israelense. Em resposta, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, confirmou que as Forças de Defesa Israelenses manterão uma zona de segurança no sul do Líbano até que a ameaça do Hezbollah seja neutralizada.

A guerra também se expandiu para o norte do Iraque, com o Pentágono mobilizando cerca de 3.000 tropas adicionais da 82ª Divisão Aerotransportada. Seis mísseis balísticos iranianos atingiram posições curdas no Curdistão iraquiano, matando seis combatentes e ferindo mais de 30, em um ataque que os EUA consideraram “ultrajante”.

O presidente Trump também comentou sobre a situação interna no Irã, sugerindo que as mudanças na liderança do país já representam uma forma de “mudança de regime”. Contudo, enquanto a administração americana pressiona por um acordo, líderes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos estariam, segundo relatos, pressionando privadamente por uma continuidade da guerra até que o Irã deixe de ser uma ameaça.