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China abala pressão internacional sobre Mianmar com apoio a ditadura militar

Líder militar de Mianmar Min Aung Hlaing em reunião com oficiais chineses em Pequim

China fortalece laços com Mianmar, minando esforços diplomáticos globais contra junta militar

O líder militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, encerrou uma visita oficial à China onde buscou legitimação internacional. A viagem resultou na assinatura de novos acordos em áreas como comércio, transporte, assistência humanitária em desastres e cooperação em segurança. A recepção em Pequim, com honras de Estado pelo presidente Xi Jinping, representa uma vitória diplomática para o chefe da junta militar, que se tornou uma figura internacionalmente isolada após o golpe de 2021 e a subsequente guerra civil. O evento ocorre semanas após uma visita à Índia, sinalizando uma tentativa da junta de normalizar sua posição global após eleições criticadas, que consolidaram o controle militar sobre o governo de Mianmar. A fonte original deste artigo é persecution.org.

Para milhões de cidadãos de Mianmar, a aproximação entre o país e a China levanta sérias preocupações. Minorias religiosas, comunidades étnicas e defensores da democracia temem que o apoio público chinês à junta possa encorajar o regime militar a intensificar suas ações contra as forças de resistência e diminuir as esperanças de responsabilização por abusos cometidos.

Histórico de Violência e Perseguição na Prática

As forças armadas de Mianmar, conhecidas localmente como Tatmadaw, possuem um longo histórico de ações contra minorias étnicas e religiosas no país. Comunidades cristãs nas regiões de Chin, Kachin, Karen e Karenni têm sido vítimas frequentes de ataques a igrejas e destruição de vilas, resultando em deslocamento forçado de civis. Os Rohingya, comunidade majoritariamente muçulmana, enfrentaram uma das mais severas campanhas de perseguição étnica e religiosa da história moderna, com milhares de mortos e mais de um milhão de pessoas deslocadas.

A Comissão dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional reporta que os ataques a comunidades religiosas persistiram durante o conflito atual. Igrejas em áreas de maioria cristã sofreram ataques aéreos e incêndios, enquanto civis cristãos e muçulmanos foram submetidos a deslocamento, prisão e violência. A sobreposição entre etnia e religião em Mianmar agrava as consequências das campanhas militares, que frequentemente atingem movimentos de resistência étnica com severos impactos na liberdade religiosa.

Interesses Estratégicos da China Impulsionam Aliança

O apoio de Pequim à junta militar em Mianmar é primariamente motivado por necessidades estratégicas, e não por ideologia. Compartilhando uma extensa fronteira e com investimentos bilionários em infraestrutura, a China vê em Mianmar um corredor econômico vital. O projeto China-Mianmar Economic Corridor, que inclui oleodutos ligando o Oceano Índico à província chinesa de Yunnan, é de suma importância estratégica. Essa rota alternativa ao Estreito de Malaca visa reduzir a dependência de linhas marítimas vulneráveis, por onde transita cerca de 80% do petróleo importado pela China.

A instabilidade gerada pela guerra civil em Mianmar ameaça esses investimentos, com grupos de resistência controlando vastas áreas e combates se aproximando de projetos chineses essenciais. Analistas apontam que a prioridade da China é proteger seus investimentos em infraestrutura e restaurar a estabilidade em regiões de interesse econômico.

Preocupações com Direitos Humanos e Liberdade Religiosa

Para defensores da liberdade religiosa, a relação entre China e Mianmar é motivo de grande preocupação. A China possui um histórico questionável em termos de liberdade religiosa, com repressão sistemática a cristãos, muçulmanos uigures, budistas tibetanos e outras comunidades. A prioridade chinesa em garantir infraestrutura e rotas comerciais, em vez de direitos humanos, levanta o temor de que o apoio de Pequim possa encorajar a junta militar a adotar estratégias mais agressivas em detrimento do diálogo político.

Observadores alertam que o respaldo chinês pode incentivar o governo militar a prosseguir com táticas violentas, sem a pressão necessária para buscar um acordo político. A possibilidade de a junta obter legitimidade internacional sem ser responsabilizada por abusos é um cenário que preocupa não apenas governos ocidentais, mas também os países vizinhos de Mianmar.

Resposta Internacional e Isolamento da Junta

Desde o golpe de 2021, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) tem excluído líderes da junta de reuniões de alto nível devido ao descumprimento do Plano de Paz de Cinco Pontos. Essa política representa uma das poucas consequências diplomáticas significativas impostas ao regime. Contudo, alguns analistas sugerem que Min Aung Hlaing pode tentar usar o apoio da China e da Índia para reaver seu acesso às cúpulas da ASEAN.

A comunidade internacional, incluindo membros da ASEAN, democracias ocidentais e outros atores globais, deve manter a pressão sobre o governo militar de Mianmar e seus apoiadores. Qualquer negociação envolvendo China e Mianmar deve incluir salvaguardas explícitas para minorias étnicas e religiosas, bem como exigências de responsabilização por ataques a locais religiosos, libertação de prisioneiros políticos, acesso humanitário irrestrito e participação significativa de grupos minoritários em futuros acordos políticos. A manutenção da pressão diplomática e o isolamento internacional permanecem necessários até que o governo militar demonstre respeito genuíno pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa.

JD Vance revela jornada de fé: “Deus está sempre tentando falar conosco”

Vice-presidente JD Vance em seu escritório refletindo sobre sua fé

Vice-presidente dos EUA detalha redescoberta da fé cristã e o papel de Deus em sua vida em novo livro

O vice-presidente JD Vance está compartilhando uma faceta mais pessoal de sua vida através de seu novo livro, “Communion: Finding My Way Back to Faith”. Na obra, Vance aborda sua jornada de fé e como ele acredita que Deus se comunica com as pessoas.

Ele expressou que, embora cada caminhada de fé seja única, todos que possuem uma relação pessoal com Jesus experimentam um caminho distinto para chegar até lá. “Eu pensei que talvez escrever isso em papel e falar sobre todas as maneiras pelas quais sou falho e todas as maneiras pelas quais voltei à minha fé, talvez isso pudesse ser útil para outra pessoa em sua jornada”, disse Vance à CBN News.

A trajetória descrita por Vance em “Communion” é marcada por uma infância com uma família disfuncional e um passado de afastamento espiritual. O vice-presidente relata que, após a morte de sua avó, figura central em sua educação religiosa, ele se sentiu perdido. A falta de uma comunidade religiosa ativa e o uso de canais de televisão cristã como a TBN e The 700 Club eram suas principais conexões. Com o tempo, Vance se distanciou da fé, sentindo que não havia mais comunicação.

Esse período de distanciamento o levou ao ateísmo durante seus 20 e 30 anos, fase em que ambição e sucesso profissional se tornaram seu foco principal. Ele descreve a si mesmo como um “aspirante”, preocupado com questões materiais como dinheiro e posição social, questionando se essas buscas o tornariam uma pessoa melhor.

O reencontro com a fé começou a tomar forma após conhecer sua futura esposa, Usha, e ao observar homens com uma fé cristã que influenciava positivamente suas vidas. Um exemplo citado é seu tio Dan, cuja conduta inspirou Vance a considerar o retorno à espiritualidade.

“Uma das conclusões realmente interessantes deste livro é que, às vezes, as pessoas seguem caminhos muito longos e sinuosos, e o que as traz de volta à jornada é apenas uma pessoa que é um bom exemplo, que é um bom marido, que é um bom pai”, Vance observa.

A reconversão de Vance ao cristianismo, que o levou a se converter ao catolicismo, foi um processo tanto intelectual quanto espiritual. Ele relata ter sido atraído pela forma como a fé cristã parecia motivar comportamentos positivos em outras pessoas, buscando entender a origem dessa influência.

Um momento crucial em sua jornada ocorreu durante uma visita à França com a família. Sozinho em uma catedral com seu filho pequeno dormindo no carrinho, Vance sentiu uma profunda sensação de paz. A luz filtrada pelos vitrais e o ambiente sereno o levaram a sentir que Deus estava se comunicando com ele.

“E por todos os problemas com a fé que eu tive e todo o ceticismo e toda a dúvida, eu apenas naquele momento senti uma certa sensação de paz e uma certa sensação de pertencimento. Acho que a maioria de nós, se você ouvir com atenção suficiente, Deus está sempre tentando falar conosco”, compartilhou.

Essa experiência proporcionou clareza após anos de luta contra o ceticismo. Vance afirma que a fé redescoberta continua a moldar sua perspectiva de vida, inclusive em suas funções atuais como vice-presidente e em negociações internacionais.

Violência sem fim: 31 cristãos mortos em ataques brutais na Nigéria

Moradores lamentam após ataques violentos em comunidades rurais da Nigéria

Comunidades cristãs no Planalto e Kaduna são alvos de ataques armados que resultaram em 31 mortes, intensificando o clima de medo e insegurança na Nigéria.

Pelo menos 31 pessoas, todas cristãs, foram mortas em uma série de ataques conduzidos por homens armados muçulmanos em comunidades rurais nos estados de Plateau e Kaduna, na Nigéria, em menos de uma semana. Os incidentes, que atingiram assentamentos agrícolas predominantemente cristãos, são parte de um padrão de violência que persiste há uma década nessas regiões, conforme informações compiladas pela persecution.org.

Ataque noturno em Kawel ceifa 22 vidas

O episódio mais letal ocorreu em 21 de junho, à noite, na comunidade de Kawel, no distrito de Mushere, área de governo local de Bokkos, estado de Plateau. Residentes relataram que homens armados abriram fogo contra casas e até mesmo um hospital, resultando na morte de 22 cristãos. Fontes locais identificaram os agressores como supostos militantes Fulani.

Testemunhas descreveram que os atacantes, munidos de fuzis AK-47 e outras armas de fogo, adentraram a comunidade por volta das 23h. Entre as vítimas estavam 17 homens e cinco mulheres. Moradores afirmaram ter reconhecido alguns dos agressores como indivíduos que residiam anteriormente na área e a deixaram após tensões ligadas a incidentes de segurança anteriores. Os agressores, segundo relatos, chamavam por nomes específicos enquanto se moviam pelas diferentes seções da comunidade.

Um médico foi uma das vítimas, supostamente visado durante o ataque. Os agressores inicialmente o procuraram em sua residência e o encontraram no hospital, onde ele havia se dirigido. Lá, o médico e cinco pacientes que recebiam tratamento no local foram mortos. Uma mulher grávida que estava no hospital para dar à luz conseguiu escapar por uma saída dos fundos, mas seu marido, que a acompanhava, foi assassinado. Ela conseguiu dar à luz em segurança posteriormente.

O Rev. Markus Nyam, ministro da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), também foi morto a tiros fora de sua casa. Sua esposa sobreviveu ao se abrigar após ouvir os disparos, descobrindo depois a morte do marido. Além disso, três famílias distintas perderam ambos os pais durante o assalto, e uma mulher grávida, cujo filho não nascido também morreu, estava entre os falecidos. Na manhã seguinte, os corpos eram recolhidos para enterro, enquanto famílias buscavam parentes desaparecidos e tratamento para os sobreviventes.

Nove mortos em emboscada em Kaduna

Cinco dias antes da chacina em Kawel, em 16 de junho, homens armados atacaram a aldeia de Ungwan Magaji, em Kamaru Chawai, área de governo local de Kauru, estado de Kaduna. Os agressores invadiram a comunidade durante a noite, disparando contra as residências. Nove pessoas foram mortas e pelo menos 11 ficaram feridas, conforme confirmado por líderes comunitários e pessoal médico.

As vítimas fatais foram identificadas como Jerry Doctor, 51; Danlami Magani, 49; Sunday Chibi, 53; Rita Abdullahi, 45; Sunday Elkan, 5; Esther Kefas, 5; Happy Friday, 6; Moses Daddy, 4; e Daddy Ibrahim, 28. Entre os 11 feridos estavam Halla Monday, 7; Mary Yohanna, 9; Jummai John, 42; Charity Danjuma, 49; Faith Yakubu, 26; Naomi Yakubu, 48; Ali Sandiye, 70; Asabe Victor, 29; Sarina Simon, 4; Talatu Sunday, 60; e Thank God Danladi, 8.

Sunday Aboh, profissional de saúde da Sunny Clinic em Kamaru, relatou que os 11 feridos foram levados à sua clínica após o ataque.

“Após o ataque, 11 vítimas foram trazidas à minha clínica. Tratamos todas elas e encaminhamos cinco dos casos mais críticos para Kafanchan.”

Aboh destacou que a Sunny Clinic atende cerca de 20 comunidades vizinhas e regularmente recebe vítimas de ferimentos relacionados à violência, solicitando apoio governamental com equipamentos e suprimentos médicos, pois a clínica é a única disponível para tratamento de emergência na região.

Líderes religiosos relatam o terror

Pastor Ishaya Wuy da ECWA Church contou que os moradores estavam reunidos em luto pela perda de um membro idoso da família quando o ataque começou. Catequista Ishaya Musa, da St. Monica’s Catholic Church, foi sequestrado por quatro homens armados que invadiram sua residência.

“Eles me disseram que se eu resistisse, eles me matariam.”

Musa foi levado para o mato, espancado e exigiram um resgate de ₦10 milhões, equivalente a cerca de US$ 7.320. “Eles continuavam perguntando onde estava o dinheiro da igreja”, afirmou Musa, que foi libertado e posteriormente tratado por ferimentos, incluindo golpes de facão.

Vulnerabilidade e apelos por segurança

A faixa de Chawai-Irigwe, na fronteira entre Kaduna e Plateau, tem sido palco de ataques recorrentes por anos. Líderes comunitários em Chawai reportam centenas de mortes em vilarejos do sul de Kaduna, enquanto organizações de defesa no estado de Plateau apontam milhares de residentes Irigwe assassinados desde 2016. A região, composta principalmente por comunidades agrícolas próximas a áreas florestais e corredores agrícolas, é utilizada tanto por agricultores quanto por pastores.

Moradores de Ungwan Magaji informaram que a forte chuva na noite do ataque de 16 de junho dificultou as comunicações e atrasou a resposta de emergência das comunidades vizinhas. Enquanto as famílias em Kawel e Ungwan Magaji enterram seus mortos, os sobreviventes buscam cuidados médicos e tentam reconstruir suas casas. Até o momento, as agências de segurança não divulgaram detalhes das investigações públicas sobre os incidentes. Líderes comunitários em ambos os estados clamam por maior presença de segurança e medidas de proteção para as populações rurais vulneráveis.

Vance detalha avanços em talks com Irã; Israel mantém tropas no Líbano até desarmamento do Hezbollah

Homens em reunião diplomática tensa entre EUA e Irã
Vice President JD Vance speaks to members of the media after the U.S. and Iran held high-level talks at the Bürgenstock Resort in Obbuergen, near Lucerne, in Switzerland, Monday, June 22, 2026. (Nathan Howard/Pool Photo via AP)

Vice-presidente dos EUA destaca progresso em talks com Irã e foco na estabilidade regional, enquanto Israel adia saída do Líbano até desarmamento do Hezbollah

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, encerrou a primeira rodada de negociações com o Irã com um tom otimista, indicando um avanço nas conversas. Vance, que retornou aos EUA após os encontros realizados na segunda-feira, descreveu as 36 horas de diálogo como muito produtivas, ressaltando a criação de mecanismos para garantir a abertura e permanência dos Estreitos de Ormuz e para gerenciar conflitos regionais.

A delegação americana deixou membros da equipe para continuar as negociações técnicas, que, segundo a mídia estatal iraniana, já foram concluídas. Vance enfatizou a importância do acesso de inspetores nucleares ao Irã, o que não ocorria há um longo período. “Estamos falando de um incremento importante”, declarou o vice-presidente, referindo-se ao fortalecimento do regime de inspeções para impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã.

Apesar do otimismo, Vance observou a natureza às vezes confusa dos negociadores iranianos, recomendando focar nas ações em detrimento das palavras. “Seja de boa ou má-fé, você não pode confiar nas palavras de ninguém. Você tem que confiar no que eles realmente fazem”, afirmou Vance. O presidente Trump, ao ser questionado, priorizou a preocupação com o Irã não possuindo armas nucleares acima de possíveis impactos econômicos.

Paralelamente, em Jerusalém, o empresário bilionário canadense-israelense Sylvan Adams expressou ceticismo em relação ao memorando EUA-Irã. Ele questionou a decisão de Trump em ceder em condições prévias e levantou a hipótese de que as negociações visam estabilizar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato, evitando instabilidade econômica.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, também presente em um evento em Jerusalém, manifestou profunda preocupação com as ações do Irã e seus aliados na região, incluindo Líbano e Gaza. Herzog destacou que Israel se sente diretamente ameaçado pelo “império do mal” iraniano e seus proxies, reiterando que a ambição iraniana de se tornar um estado nuclear limítrofe é uma ameaça tangível à paz mundial.

A questão mais imediata para Israel é o Líbano. O país reitera a intenção de permanecer na zona de segurança no sul do Líbano até que o governo libanês demonstre capacidade de assumir o controle e desarmar o Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as Forças de Defesa de Israel possuem “total liberdade” para neutralizar ameaças. Delegações israelenses e libanesas estavam programadas para se reunir em Washington para discutir o desarmamento do Hezbollah e a normalização das relações.

Homem dado como morto no Quênia renasce após brutal agressão em aldeia

Mumangi Muthiani, sobrevivente de ataque, olha para o futuro em sua aldeia no Quênia.

Sobrevivente de ataque brutal no Quênia relata ter sido dado como morto e renasce com apoio de ONG

Um homem que foi brutalmente agredido e dado como morto em sua aldeia no Quênia, Mumangi Muthiani, encontrou forças para recomeçar sua vida após o incidente. O ataque, que ocorreu enquanto ele buscava trabalho diário para sustentar sua família, o deixou gravemente ferido e em estado de inconsciência.

Segundo Mumangi Muthiani, o ataque aconteceu por volta das 9h, quando ele e outros trabalhadores caminhavam por uma trilha em meio a arbustos. Um grupo de homens muçulmanos somalis emergiu da vegetação e os agrediu. Ele descreveu a violência: “Eles me bateram no rosto e eu caí no chão. Eles continuaram me batendo e chutando até que eu não conseguisse mais me mover. Fiquei com um corte profundo no rosto, uma perna quebrada e dor intensa nas costas.”

O mais chocante para Muthiani foi a rápida disseminação da notícia de sua suposta morte. “Eu estava inconsciente, e tiraram uma foto minha que foi circulada. As pessoas achavam que eu tinha morrido. Até minha família estava sendo consolada. Pessoas vieram até eles com pêsames, acreditando que eu tinha partido. Já estavam de luto por mim enquanto eu ainda estava vivo.”

Relatórios de segurança e conflitos na região já apontavam para ataques perpetrados por militantes al-Shabab e pastores somalis. Muthiani mencionou que as vítimas são frequentemente separadas com base na religião antes de serem atacadas. “De tempos em tempos na área, cristãos têm sido isolados e ameaçados para converter ou morrer. Grupos muçulmanos somalis têm invadido lares e fazendas cristãs, atacando pessoas e destruindo propriedades. Muitas famílias vivem com medo.”

Diante desse cenário de apreensão, a experiência de Muthiani reflete o crescente temor entre os residentes cristãos. “Mas Deus foi fiel comigo”, declarou Muthiani. “Muitas pessoas pensaram que minha vida tinha acabado, mas Ele me preservou. Ele me deu outra chance quando tudo parecia perdido.”

A sobrevivência se tornou a base de sua recuperação, com assistência para subsistência fornecida pela International Christian Concern (ICC). “A ICC se tornou uma bênção para mim”, disse ele. “Eles me compraram cinco vacas e 11 cabras. Estes animais me darão leite para uso doméstico e, à medida que se reproduzirem, poderei vender parte do leite e usar o dinheiro para sustentar minha família. O que aconteceu comigo afetou minha capacidade de trabalhar, mas isso me deu uma maneira de recomeçar.”

Apesar de ainda estar em recuperação e sentir fraqueza em alguns momentos, Muthiani afirma que sua perspectiva mudou do medo para a reconstrução. “Estou melhorando”, ele relatou. “Mas agradeço a Deus porque Ele me deu a vida novamente. Não quero me deter no que aconteceu. Meu foco agora é na recuperação, reconstruindo minha vida e cuidando da minha família.”

Trump ameaça EUA contra Irã por apoio ao Hezbollah no Líbano

Representantes dos EUA e Irã em negociações tensas sobre o Oriente Médio
U.S. Vice President JD Vance, right, meets with Pakistan's Prime Minister Shehbaz Sharif, during high-level talks aimed at advancing a deal to end the Middle East conflict, at the Bürgenstock Resort in Obbuergen, near Lucerne, in Switzerland, Sunday, June 21, 2026. (Nathan Howard/Pool Photo via AP)

Trump eleva tom contra Irã e ameaça com força militar se não parar apoio ao Hezbollah no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a possibilidade de uso da força militar contra o Irã se o país não interromper o suporte ao Hezbollah no Líbano. A declaração surge em um contexto de negociações entre EUA e Irã, que completaram sua primeira rodada de conversas na Suíça, mesmo com mensagens por vezes contraditórias entre as nações.

O vice-presidente JD Vance destacou no domingo a oportunidade de “virar uma nova página” nas relações EUA-Irã, descrevendo o encontro de alto nível como inédito. “O que o presidente nos pediu para fazer é virar uma nova página para transformar nossa relação com o povo do Irã e estender uma mão que diga ao povo do Irã que se sua liderança estiver disposta a deixar de ser um motor de instabilidade regional”, afirmou Vance. Contudo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian insiste que o programa nuclear do país é inegociável. “Não vamos nos submeter à força, opressão e humilhação. Não renunciaremos ao direito de enriquecimento. E eles têm que aceitar isso”, declarou.

Em paralelo às falas de Vance sobre transformação, Trump utilizou a plataforma Truth Social para enviar um recado direto ao Irã. “O Irã deve parar imediatamente seus PROCURSADOS altamente pagos no Líbano de causar problemas. Se não o fizerem, atingiremos o Irã muito forte novamente, apenas que mais forte!!!”, postou o presidente Donald J. Trump.

O senador Lindsey Graham (R-SC) também mencionou à CBS News que o presidente está preparado para ações mais drásticas caso as negociações falhem. “Passei quatro horas e meia com o presidente Trump na sexta-feira”, revelou Graham. “Aqui está o que eu acho que acontecerá a seguir. Se este acordo falhar, o presidente Trump tomará o Estreito de Ormuz à força. Os Estados Unidos controlarão o Estreito de Ormuz. Cobraremos uma taxa para todos aqueles que passarem para pagar a operação e vamos expandir os Acordos de Abraão no ano civil de 2026 e vamos fazer a Arábia Saudita assinar os Acordos de Abraão, que é a maior mudança em 5.000 anos no Oriente Médio e se o Irã contestar o controle do Estreito de Ormuz, nós os obliteraremos.”

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu expressou, em um evento em Jerusalém, a promessa de que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” enquanto ele for primeiro-ministro, independentemente dos resultados das negociações. Ele também reafirmou que Israel permanecerá na zona de segurança no sul do Líbano para proteger seu povo. Netanyahu acredita que as condições para uma mudança de regime em Teerã foram criadas, vendo o povo iraniano tomando seu destino nas próprias mãos como um verdadeiro triunfo.

Enquanto isso, Mariam Wahba, da Foundation for the Defense of Democracies, expressou preocupação com o acordo proposto, indicando que ele pode permitir ao regime iraniano intensificar a repressão interna, especialmente contra a comunidade cristã. “O regime procura um bode expiatório aqui. Eles estão procurando alguém para rotular como traidores, inimigos do estado e, como eles realmente chamam, inimigos de Deus. A comunidade de cristãos convertidos falantes de persa do Irã acaba sendo esse bode expiatório e acaba sendo processada como o que eles chamam de ‘traidores sionistas'”, explicou Wahba à CBN News. Ela acrescentou que isso justifica o fechamento de igrejas, prisões em massa e novas formas de perseguição, sinais de que o regime está perdendo o controle.

Seleção Masculina dos EUA Celebra Conquista Mundial com Oração em Campo

Jogadores da Seleção Masculina dos EUA ajoelhados em oração no campo após vencer a Copa do Mundo.
United States players and staff huddle after the World Cup Group D soccer match between the United States and Australia in Seattle, Friday, June 19, 2026. (AP Photo/Maddy Grassy)

Seleção Masculina dos EUA honra Deus com oração em campo após mais uma vitória na Copa do Mundo conquistando o bicampeonato

A Seleção Masculina de Futebol dos Estados Unidos celebrou sua mais recente conquista da Copa do Mundo com um momento de oração em campo, repetindo a prática que marcou sua vitória anterior. A equipe conquistou o título ao vencer a Austrália por 2 a 0, numa partida onde o defensor Mark McKenzie liderou o grupo em um ato de devoção. A celebração ocorreu mesmo sem a participação de seu principal jogador, Christian Pulisic, que se recupera de uma lesão na panturrilha.

A lesão de Pulisic ocorreu após uma entrada dura durante o jogo de estreia contra o Paraguai. Apesar de sua ausência, a equipe demonstrou força coletiva para garantir a vitória. Pulisic, que tem sido uma figura central para o time, acompanhou o momento e compartilhou em suas redes sociais uma imagem da equipe reunida em oração no gramado.

Na seção de comentários da publicação de Pulisic, McKenzie compartilhou um trecho bíblico do livro de Eclesiastes, capítulo 4, versículos 9 a 12. A passagem enfatiza a força da união e do apoio mútuo: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”

Paralelamente, o ex-jogador da seleção americana Jesse Bradley, agora pastor da Grace Community em Seattle e capelão do time Seattle Sounders, tem aproveitado o contexto da Copa do Mundo para promover iniciativas de alcance comunitário. Bradley organiza eventos de ‘watch parties’ para os jogos, com cerca de 750 pessoas inscritas em sua igreja local. Ele também relatou a distribuição de muitas Bíblias.

Em declarações futuras ao podcast CBN Sports, Bradley detalhou a estratégia por trás dessas ações. “Nossa estratégia foi começar a Copa do Mundo com uma watch party. Em seguida, temos 100 kits físicos de watch party que distribuímos às pessoas em nossa igreja. Então, todos eles terão watch parties em suas casas até 19 de julho. A multiplicação era a visão”, explicou ele ao CBN Sports. Ele também mencionou que lidera a mobilização de igrejas para “vitória além da taça” em nível global, com 45.000 kits distribuídos e mais de 70.000 igrejas participantes.

Além disso, um programa de devoções diárias e vídeos intitulado “40 dias de vitória” está disponível gratuitamente para os participantes. A CBN Sports continua a oferecer conteúdo focado em conversas inspiradoras e motivadas pela fé com atletas e personalidades do esporte.

Colômbia: ‘El Tigre’ vence eleição, mas eleição terá recontagem de votos

Abelardo De la Espriella, 'El Tigre', acenando em comício na Colômbia após vitória eleitoral apertada
Presidential candidate Abelardo de la Espriella of the opposition Defenders of the Motherland movement arrives to vote with his family during the runoff election in Barranquilla, Colombia, Sunday, June 21, 2026. (AP Photo/Ivan Valencia)

A vitória apertada do conservador Abelardo De la Espriella, o “El Tigre”, nas eleições presidenciais colombianas é contestada pelo adversário progressista Iván Cepeda, levando a um processo de recontagem de urnas que intensifica a incerteza política no país.

O candidato conservador Abelardo De la Espriella, apelidado de “El Tigre”, obteve uma vitória com margem mínima na votação de segundo turno para a presidência da Colômbia no domingo. Se a contagem se confirmar, este resultado representa uma significativa virada à direita no país, sucedendo o atual presidente Gustavo Petro. A informação é da CBN News.

Abelardo De la Espriella, que possui dupla cidadania colombiana e norte-americana, concorreu com o apoio do ex-presidente Donald Trump. Sua plataforma política enfatizou a reforma imigratória, uma postura rigorosa contra o crime e o combate aos cartéis de drogas colombianos.

A contagem oficial preliminar registrou 49,7% dos votos para De la Espriella, enquanto seu oponente, o legislador progressista Iván Cepeda, alcançou 48,7%. No entanto, a campanha de Cepeda declarou que considera os números “não oficiais” e anunciou que irá contestar os resultados.

O presidente Gustavo Petro, por sua vez, confirmou que será realizada uma recontagem em algumas seções eleitorais, adicionando uma camada de incerteza ao pleito. Em pronunciamento para milhares de apoiadores na cidade de Barranquilla, no norte do país, De la Espriella celebrou o resultado.

“Compareço a vocês esta noite para anunciar a notícia mais importante da minha vida: o povo colombiano me confiou a honra suprema de servi-los como seu próximo presidente da República da Colômbia.”

O vitorioso prometeu um governo inclusivo, afirmando que não haverá retaliação ou perseguição política.

“Governarei para todos os colombianos… não haverá retaliação, nem perseguição, porque em uma democracia não há inimigos irreconciliáveis.”

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria conversado com De la Espriella por telefone e postado em sua rede social Truth Social a mensagem: “Ele venceu, GRANDE!”.

A vitória de De la Espriella, caso seja mantida após a recontagem, consolidaria mais um triunfo de candidatos conservadores na parte ocidental da América do Sul. A região tem visto uma série de vitórias de políticos de direita, desde a Argentina até a Colômbia, em um movimento político recente.

Pastor chinês detido Ezra Jin recebe Bíblia após desafio legal estabelecer precedente

Pastor chinês detido Ezra Jin recebe Bíblia após desafio legal estabelecer precedente

O pastor Mingri, fundador da influente Zion Church em Pequim, recebeu uma Bíblia enquanto estava detido. Isso ocorreu após um esforço legal que desafiou as restrições sobre materiais religiosos em um centro de detenção chinês. Segundo a ChinaAid, Jin foi o primeiro entre 18 pastores e trabalhadores ministeriais detidos da Zion Church a obter uma Bíblia enquanto estava em Beihai, Província de Guangxi.

A conquista abriu caminho para um resultado semelhante para o Pastor Sun Cong, que também recebeu uma Bíblia após seu advogado entrar com uma ação legal contra as políticas do centro de detenção que limitavam o acesso às escrituras cristãs. O caso gerou uma resposta escrita oficial das autoridades governamentais locais, um desenvolvimento que, segundo defensores, pode ter implicações mais amplas para prisioneiros religiosos em toda a China.

Um marco legal para direitos religiosos

O advogado cristão Yang Hui apresentou um pedido de reconsideração administrativa, um recurso legal formal dentro do sistema chinês, argumentando que as restrições eram indevidas. O desafio resultou na permissão das autoridades para a entrega de uma Bíblia a Sun. O fundador da ChinaAid, Bob Fu, descreveu o resultado como significativo, afirmando que estabeleceu “um precedente legal em forma escrita oficial”. Fu sugeriu que advogados e familiares que representam outros cristãos detidos agora poderão se basear no mesmo mecanismo legal ao buscar acesso a Bíblias para prisioneiros.

Histórico da Zion Church e a detenção de Ezra Jin

A Zion Church enfrenta anos de escrutínio e pressão do governo. Fundada por Jin em 2007, a congregação cresceu e se tornou uma das maiores igrejas protestantes não registradas na China. Antes de ingressar no ministério, Jin participou das manifestações da Praça da Paz Celestial em 1989 e posteriormente se converteu ao cristianismo. Após estudar no Fuller Theological Seminary na Califórnia, ele retornou à China e desenvolveu um ministério que eventualmente atraiu milhares de fiéis em várias cidades.

As autoridades chinesas fecharam as instalações da Zion Church em Pequim em 2018, após líderes da igreja se recusarem a instalar equipamentos de vigilância do governo. Após o fechamento, a congregação transferiu grande parte de seu ministério para o online. Os encontros digitais da igreja teriam atraído até 10.000 participantes por meio de plataformas como Zoom, YouTube e WeChat.

Jin, agora com 56 anos, foi detido em sua casa em Beihai em outubro de 2025, durante uma repressão mais ampla que viu quase 30 líderes e membros da Zion Church serem presos, detidos ou dados como desaparecidos em várias cidades chinesas. A reportagem do The Wall Street Journal no início deste ano indicou que 18 indivíduos ligados à Zion Church estavam detidos na unidade de Beihai. Na época, o jornal informou que não conseguia verificar se acusações formais haviam sido apresentadas contra Jin.

Atenção internacional crescente

A detenção do pastor tem atraído atenção internacional crescente. No mês passado, Grace Jin Drexel, uma de suas filhas, juntou-se a Sebastien Lai, filho do editor preso Jimmy Lai, para instar o Presidente Donald Trump a levantar ambos os casos durante futuras discussões com líderes chineses. Segundo membros da equipe jurídica de Jimmy Lai, as autoridades negaram a ele tratamento médico independente para diabetes e limitaram seu tempo fora da cela a aproximadamente 50 minutos por dia. Sua filha Claire Lai disse aos participantes do 2026 National Catholic Prayer Breakfast em Washington que seu pai sofre de problemas cardíacos e infecções e está detido em uma cela pequena e escura, sem acesso a ar fresco ou luz solar.

Psicóloga Cristã Revela Técnica Japonesa Milenar Para Salvar Casamentos em Crise

Casal olhando um para o outro com um vaso Kintsugi reparado com ouro na mesa de centro

Psicóloga cristã adapta filosofia japonesa do Kintsugi para restaurar relacionamentos amorosos em crise e promover cura

A psicóloga Priscila Rodovalho Cunha encontrou na antiga arte japonesa do Kintsugi uma poderosa metáfora para lidar com as adversidades nos relacionamentos. Em vez de descartar o que se quebra, a técnica milenar propõe a reparação de peças de cerâmica com resina e pó de ouro, evidenciando as rachaduras como parte da história e beleza da obra. Essa filosofia é aplicada por Cunha para auxiliar casais a reconstruírem o amor após períodos de ruptura, como falta de diálogo e interferências externas.

Autora do livro “A Beleza da Restauração”, a psicóloga enfatiza que o caminho diante de um relacionamento abalado não é ignorar os problemas ou simplesmente desistir. Ela sugere que, ao invés disso, é preciso recolher os fragmentos, tratar as cicatrizes com cuidado e buscar reconstruir os laços de forma fortalecida.

Cinco ensinamentos inspirados no Kintsugi para casais

O livro de Priscila Rodovalho Cunha apresenta cinco lições práticas baseadas na arte japonesa para enfrentar crises e fortalecer a relação:

  • Identificar as brechas: Antes de iniciar a reconstrução, é fundamental mapear e fechar as fissuras emocionais, relacionais e espirituais que podem estar comprometendo a estrutura do relacionamento.
  • Nomear as dores: Praticar o autoexame emocional e dar nome aos sentimentos, como raiva ou insegurança, ajuda a reduzir o impacto do medo e do caos, facilitando a comunicação.
  • Reconhecer influências externas: A psicóloga alerta sobre a importância de identificar o “Cavalo de Troia”, ou seja, influências negativas como amizades tóxicas ou a constante comparação nas redes sociais, que podem minar a paz familiar.
  • Extrair valor da pressão: Períodos de dificuldade, assim como o esmagamento da azeitona para extrair o óleo, podem servir para purificar motivações e revelar potenciais ocultos na relação.
  • Valorizar as cicatrizes: A “Lógica do Kintsugi” ensina que a restauração não esconde as rachaduras, mas lhes confere um novo significado, tornando o relacionamento reparado potencialmente mais valioso do que um que nunca enfrentou dificuldades.

O livro “A Beleza da Restauração” está disponível na Amazon, no site da Editora Vida e nas principais livrarias do país.