Início Site Página 104

Uganda: conversão ao cristianismo resulta em brutal mutilação por familiares

Homem ugandense ferido em clínica após agressão por motivos religiosos

Homem ugandense sofre mutilação após converter-se ao cristianismo, familiares são os acusados no ataque

Um homem de 40 anos, identificado como Kalegeya Faruku, foi vítima de mutilações severas no leste de Uganda, após decidir abandonar o islamismo e aderir ao cristianismo. Relatos de líderes cristãos locais indicam que o ataque foi perpetrado por familiares da vítima no município de Jinja, na noite de 17 de abril.

Faruku declarou que sua conversão ocorreu no início de março deste ano e que, após comunicar a decisão aos familiares, passou a receber ameaças. “Eles ficaram muito zangados e começaram a me enviar mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar minha vida”, contou o ugandense.

O ataque ocorreu quando Faruku retornou à casa da família para buscar pertences pessoais, antes de se mudar para Busembatia. Ele relatou ter sido surpreendido pelos irmãos ao chegar. “Encontrei meus irmãos me esperando, como se já tivessem sido avisados”, afirmou. “Meu irmão mais velho se aproximou e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele me agarrou e os outros me cercaram”.

Segundo Faruku, dentro da residência, ele foi agredido enquanto os agressores recitavam textos islâmicos. Posteriormente, os parentes o abandonaram em uma estrada a cerca de cinco quilômetros do local. “Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme. As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para receber atendimento médico”, declarou.

Por questões de segurança, o nome da clínica e da congregação evangélica que o homem frequentava foram mantidos em sigilo. Um líder religioso local revelou que o pai da vítima, Lubega Issa, teria justificado a agressão com o argumento de que “É isso que a Sharia nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”.

Até o momento, as autoridades policiais de Uganda não emitiram comunicados oficiais sobre o caso, tampouco confirmaram quaisquer prisões relacionadas ao ataque, conforme apurado pelo The Christian Post. Líderes cristãos da região solicitaram uma investigação sobre as agressões e enfatizaram a necessidade de fortalecer a liberdade religiosa e a convivência pacífica entre os diferentes grupos religiosos no país.

A Constituição de Uganda assegura a liberdade religiosa, incluindo o direito de mudar de crença e expressar publicamente a própria fé. Os muçulmanos compõem aproximadamente 12% da população ugandense, com maior concentração nas áreas leste do país.

Robô humanoide é ordenado monge budista na Coreia do Sul em cerimônia inédita

Robô humanoide vestido como monge budista em cerimônia no templo Jogye em Seul, Coreia do Sul.
A humanoid robot attends an ordination ceremony ahead of upcoming Buddha's birthday on May 24 at Jogye temple in Seoul, South Korea, Wednesday, May 6, 2026. (AP Photo/Lee Jin-man)

Robô humanoide Gabi se torna monge budista honorário em cerimônia inédita em templo na Coreia do Sul

Um templo budista na Coreia do Sul celebrou uma cerimônia de ordenação incomum na última semana, onde um robô humanoide se juntou ao coletivo budista. O robô, que recebeu o nome honorário ‘Gabi’, fez sua estreia oficial antes do aniversário de Buda, conforme relatado pela fonte original.

Gabi está previsto para atuar como monge honorário durante o período festivo que antecede a celebração. A cerimônia de ordenação ocorreu no Jogye Temple, em Seul, no dia 24 de maio.

Quando questionado sobre sua devoção a Buda e aos ensinamentos budistas, o robô respondeu afirmativamente. O monge principal expressou surpresa com a autonomia da máquina.

“Fiquei surpreso. (Gabi) respondeu ‘Sim, eu vou’ sozinho. Ele andou sozinho e juntou as palmas das mãos sozinho. Isso nos faz sentir verdadeiramente que a era dos robôs caminhando ao lado da humanidade como parceiros chegou”, relatou o monge principal.

O evento simboliza um marco na interação entre tecnologia e espiritualidade, antecipando um futuro onde robôs podem coexistir e participar ativamente em diversas esferas da sociedade humana.

Netanyahu: Guerra contra o Irã continua com foco em desmantelar programa nuclear

Benjamin Netanyahu em entrevista sobre a guerra contra o Irã

Premier israelense Benjamin Netanyahu declara que a ofensiva militar contra o Irã ainda não atingiu todos os seus objetivos estratégicos principais.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou que a campanha militar contra o Irã não está concluída e que parte dos objetivos estratégicos permanece sem realização. As declarações foram feitas em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, exibida em 10 de maio.

Segundo Netanyahu, as operações militares já causaram danos significativos às estruturas iranianas. Ele ressaltou, contudo, que instalações nucleares e estoques de urânio enriquecido ainda precisam ser neutralizados.

“Há urânio enriquecido que precisa ser removido, existem locais de enriquecimento que precisam ser desmontados e ainda há trabalho a fazer”, declarou o premiê.

Programas de mísseis balísticos e o suporte iraniano a grupos armados na região também foram citados por Netanyahu como preocupações contínuas do governo israelense. Questionado sobre como esses objetivos poderiam ser alcançados, ele respondeu que “você entra e retira”.

Netanyahu mencionou conversas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria afirmado considerar possível a remoção física de materiais nucleares iranianos se as condições operacionais permitirem.

Os confrontos entre Israel e Irã, com participação militar dos EUA, iniciaram em fevereiro deste ano. Na época, Trump previu que o conflito poderia durar entre quatro e cinco semanas, com ataques mantidos até alcançar “paz em todo o Oriente Médio e no mundo”.

Posteriormente, houve um cessar-fogo anunciado em 8 de abril, enquanto negociações diplomáticas prosseguem. Netanyahu evitou, no entanto, estabelecer um prazo para o encerramento das ações militares, descrevendo-a como uma “missão extremamente importante”.

Trump comentou que aproximadamente 70% dos alvos militares planejados pelos Estados Unidos já teriam sido atingidos, embora ainda existam estruturas a serem atacadas. Ele avalia que as operações comprometeram significativamente as capacidades militares iranianas.

O presidente americano informou que áreas estratégicas do programa nuclear iraniano continuam sob monitoramento das forças dos EUA, incluindo sistemas militares espaciais, prontos para reagir a novas atividades. Ele também destacou perdas importantes na liderança iraniana, avaliando que o Irã levaria cerca de 20 anos para reconstruir suas capacidades militares, mesmo com um eventual encerramento das operações.

Virose rara em cruzeiro: passageiros de nacionalidades distintas testam positivo para hantavírus

Navio de cruzeiro MV Hondius ancorado perto das Ilhas Canárias
A Spanish passenger is sprayed with disinfectant by Spanish government officials before boarding a plane after disembarking from the hantavirus-stricken cruise ship MV Hondius at Tenerife airport in the Canary Islands, Spain, Sunday, May 10, 2026. (AP Photo)

Uma americana e uma francesa testam positivo para hantavírus após surto raro em navio de cruzeiro e são repatriadas para monitoramento

Uma mulher francesa e uma passageira americana foram diagnosticadas com o hantavírus após um surto incomum ocorrer a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. As autoridades de saúde iniciaram o repatriamento e a quarentena dos passageiros afetados ao redor do mundo.

Segundo o Ministério da Saúde francês, uma das mulheres infectadas estava entre cinco passageiras repatriadas para Paris no domingo. Sua condição piorou durante a noite em um hospital francês, e ela teria apresentado os primeiros sintomas durante o voo de retorno. Nos Estados Unidos, um dos 17 passageiros americanos evacuados do navio testou positivo para o hantavírus, mas não apresenta sintomas, enquanto outro teve manifestações leves, de acordo com autoridades de saúde americanas.

Os passageiros americanos estão sendo levados inicialmente para uma instalação de quarentena financiada pelo governo federal no University of Nebraska Medical Center. Os ex-passageiros do MV Hondius estão retornando a mais de 20 países diferentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou monitoramento próximo, e muitos países já colocaram os indivíduos em quarentena. Os passageiros começaram a voltar para casa em voos militares e governamentais no domingo, após o navio ter sido ancorado nas Ilhas Canárias. No local, puderam passar por desinfecção e serem monitorados por pessoal em trajes de proteção.

Este representa o primeiro surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro. Três passageiros faleceram e seis pessoas foram infectadas. Autoridades de saúde ressaltam que o risco para a população em geral é baixo, pois a transmissão entre humanos é rara.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comunicou no domingo que o público não deve se preocupar. “Isso não é outra COVID. E o risco para o público é baixo. Portanto, eles não devem ter medo, e não devem entrar em pânico”, disse.

O navio MV Hondius partiu do porto argentino de Ushuaia em 1º de abril. Um passageiro holandês faleceu a bordo em 11 de abril. No início de maio, a OMS relatou a suspeita de um surto de hantavírus enquanto a embarcação se aproximava de Cabo Verde, na costa oeste da África.

O hantavírus geralmente se espalha a partir de excrementos de roedores. No entanto, o Andes vírus, detectado neste surto, pode ser transmitido entre pessoas em casos raros. Os sintomas, que incluem febre, calafrios e dores musculares, costumam aparecer entre uma e oito semanas após a exposição.

Flávio Bolsonaro cobra CPI do Banco Master e aponta ligações com o PT

Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa defendendo CPI do Banco Master.

Flávio Bolsonaro cobra CPI do Banco Master e aponta ligações com o PT exigindo apuração sem blindagem política

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou forte apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas que cercam o Banco Master. Ele defende que as apurações ocorram com total transparência, sem qualquer tipo de proteção para políticos ou seus aliados. O senador elogiou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso na Corte, e considera as denúncias preocupantes.

Flávio Bolsonaro ressaltou a gravidade das acusações e a necessidade de uma investigação aprofundada. “As denúncias do caso Master são muito graves e o ministro André Mendonça agiu corretamente ao autorizar a operação. Eu acredito que, se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política”, declarou o parlamentar.

Ele também cobrou uma postura mais proativa do Congresso Nacional diante das revelações, argumentando que a população tem o direito de conhecer todos os desdobramentos do escândalo. A população precisa saber como o banco prosperou, quem estava envolvido e quem se beneficiou das supostas irregularidades, além das ligações com a alta cúpula do PT.

“O Congresso Nacional tem a obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade. Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia? Não podemos deixar que empurrem esse assunto para debaixo do tapete. CPI do Master já”, enfatizou.

O pronunciamento do senador ocorreu horas após novas ações da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master. Naquela quinta-feira, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tornou-se alvo de mandados de busca e apreensão e teve bens bloqueados pela Justiça Federal, totalizando R$ 18,85 milhões. As investigações buscam desvendar as conexões entre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e figuras influentes nos âmbitos político e econômico do país.

Doutrina do ‘Ungido’ Ganha Nova Interpretação e Desafia Proteção a Abusadores

Pastora discursando em palco com telão exibindo Disque 100

Pastora Helena Raquel desafia ‘doutrina do ungido’ e expõe acobertamento de abusadores em congresso pentecostal

A pastora Helena Raquel utilizou o Congresso dos Gideões, um dos maiores eventos religiosos do Brasil, para confrontar a prática de acobertamento de abusadores dentro de igrejas. A pregação, que abordou a narrativa bíblica de Juízes 19, onde uma mulher anônima é vítima de um estupro coletivo, foi interpretada pela colunista Bruna Santini como uma ruptura com a negligência histórica em lidar com passagens bíblicas incômodas e com líderes religiosos que falham em proteger seus fiéis.

Santini, escrevendo para a Folha, aponta que a escolha do texto por Helena Raquel não foi aleatória, mas sim uma forma de desafiar a conivência institucionalizada. Ela ressalta que a colunista considera a saúde espiritual de uma nação diretamente ligada à forma como ela trata mulheres e crianças, questionando a incoerência de se autodenominar uma “nação cristã” ao mesmo tempo em que se encobrem casos de pedofilia, violência doméstica e abuso sexual.

A análise de Bruna Santini detalha como Helena Raquel direcionou sua mensagem à plateia predominantemente composta por líderes religiosos. A pregação confrontou práticas como a realocação de pastores acusados de abuso para outras comunidades, permitindo que o escândalo esfriasse, e criticou a desigualdade na exigência de submissão feminina em contraste com a ausência de heroísmo masculino, além do corporativismo religioso que protege líderes por seu status em detrimento de seu caráter.

Segundo Santini, a força da pregação de Helena Raquel reside em sua granularidade, fruto de anos de trabalho pastoral de escuta e acolhimento a vítimas. A colunista cita falas como “Pai que aterroriza filho em nome da fé, arrancando página da Bíblia, amassando e colocando na boca da criança, existe — e nós sabemos”, como evidência desse conhecimento profundo da realidade.

Um dos pontos centrais destacados por Bruna Santini é o enfrentamento direto da “doutrina do ungido”, que utiliza passagens bíblicas como blindagem espiritual para abusadores. Helena Raquel rebateu essa interpretação afirmando que “Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso”, e que “não existe unção que justifique abuso”, pedindo o fim do tratamento de “irmãos” ou “pastores” a agressores.

A pastora também abordou a distorção que incentiva mulheres a permanecerem em casamentos abusivos como um sinal de virtude. Bruna Santini relata que Helena encorajou vítimas de violência doméstica a buscarem proteção, denunciarem agressores e a orarem por si mesmas, em vez de esperarem a salvação do abusador ou aceitarem pedidos de desculpas.

“Se tem alguém tocando no seu corpinho… Respira e liga 100”, declarou Helena Raquel, enquanto o número do Disque 100 aparecia no telão.

Para Bruna Santini, essa mensagem direcionada a crianças, transmitida em um palco com milhares de líderes religiosos, sintetiza a coragem de levar um alerta de proteção infantil a um ambiente frequentemente avesso a escândalos. A colunista observa que, apesar das parabenizações, a pregação gerou reações contrárias, com acusações de “feminista infiltrada” e questionamentos à própria ordenação de Helena como pastora.

Santini considera o ataque à mensageira um mecanismo previsível quando o argumento não pode ser refutado. Ela compara Helena Raquel a Débora, figura bíblica que significa “abelha”, capaz de produzir mel e ferroar quando necessário. A angústia sobre a recepção de Helena no congresso do próximo ano reforça, na visão da colunista, a profundidade da ferida exposta pela sua mensagem, que, apesar de necessária, ainda provoca controvérsia.

Bruna Santini analisa a força da mensagem de Helena Raquel

Bruna Santini conclui que Helena Raquel realizou um ato raro e necessário ao usar a própria estrutura de autoridade religiosa para confrontar seus pares. A força da mensagem reside em sua capacidade de gerar debate e evidenciar que a mesma Bíblia distorcida para silenciar vítimas também aponta para um Salvador libertador.

Mães Cristãs Revelam Segredos para Conciliar Fé, Família e Carreira

Mãe cristã abraçando seus dois filhos, demonstrando amor e conexão familiar.

Mães cristãs revelam como navegam a jornada da maternidade combinando fé, trabalho e cuidado com os filhos em meio à rotina corrida

Na semana que antecede o Dia das Mães, relatos de mulheres cristãs têm destacado os desafios e as estratégias para gerenciar a maternidade em meio a uma rotina intensa. A série especial do portal Comunhão apresenta a perspectiva de mães que buscam conciliar trabalho, cuidados com os filhos e sua espiritualidade.

A jornalista Ayanne Karoline de Araújo, do Rio de Janeiro, enfatiza a importância de priorizar o relacionamento com seus filhos, Henry, de 9 anos, e Brenno, de 16. Ela acredita que a presença, o diálogo e o exemplo são fundamentais na formação de valores.

“Acredito que, mais do que grandes discursos, são esses momentos de presença, diálogo e exemplo que ajudam a formar valores no coração deles”

Em Vila Velha (ES), a fotógrafa Carol Trezena compartilhou que uma readequação profissional antes de ser mãe permitiu uma maior proximidade com Malu e Antônio. Ela relatou que Deus proporcionou um trabalho que lhe possibilita estar mais tempo com os filhos.

“Deus me proporcionou um trabalho em que eu consigo ficar a maior parte do tempo com os meus filhos”

Carol também ressalta a relevância da disciplina espiritual diária, considerando a leitura da Bíblia e a oração como práticas inegociáveis em sua rotina familiar.

“A leitura da Bíblia e a oração são inegociáveis. Todos os dias antes de dormir temos que ler uma história da Bíblia e orar”

A pedagoga Kassiara Pivatto Alves dos Santos, de Santa Catarina, descreveu o esforço contínuo para equilibrar sua profissão com a criação de seu filho Miguel. Ela encara a maternidade como um desafio e uma grande responsabilidade, mas também como um privilégio.

“É um desafio diário, mas também uma grande responsabilidade e um privilégio. Mesmo com a rotina corrida, acredito que a presença, o carinho e o exemplo dentro de casa fazem toda a diferença na formação de uma criança”

A escritora Jeannie Cunnion, autora do livro “Pais Amorosos, Filhos Felizes”, alerta para o risco de autocobrança excessiva por parte das mulheres, o que pode desviar o foco do amor essencial para a felicidade dos filhos.

“As mulheres devem tomar cuidado para não se cobrarem demais”

Cunnion lembrou que a maternidade não exige perfeição, contrariando a ideia de que é preciso ser um exemplo impecável.

“O inimigo quer que a gente acredite que temos que ser perfeitos exemplos de mãe, mas o que vemos repetidas vezes nas Escrituras é que o que importava eram a soberania e a graça de Deus.”

A educadora parental Cris Poly destacou o papel da fé como um suporte fundamental no dia a dia materno, especialmente diante de incertezas e dúvidas.

“Nesse processo de maternidade, creio que Deus faz uma diferença enorme. Diante das incertezas, das dúvidas, podemos orar e buscar a orientação do Senhor. E, com certeza, se buscamos com fé, Ele nos dará o melhor conselho”

Maternidade não é sinônimo de autossacrifício o tempo todo

Mãe com expressão serena sentada em um parque, enquanto seu filho brinca perto dela.

Maternidade não exige anulação mas sim amor com preservação da identidade e bem-estar

A ideia de que amar significa se anular é um peso silencioso para muitas mães. Essa crença, muitas vezes internalizada ao longo da vida, sugere que ser uma “boa mãe” implica em suportar tudo em silêncio, priorizar todos e ignorar as próprias necessidades. No entanto, quando o cuidado materno se transforma em apagamento da própria identidade, o resultado comum é exaustão, culpa persistente e um vazio difícil de definir. A maternidade não foi concebida por Deus para que a mãe se anule, mas sim para que ela ame sem deixar de existir.

A trajetória de mulheres na Bíblia demonstra que mesmo figuras fortes necessitaram de cuidado divino em momentos de vulnerabilidade. Em 1 Reis 19, Elias, ao atingir seu limite emocional, foi acolhido por Deus com alimento e descanso, sem repreensão pelo seu cansaço. Essa narrativa ressoa com as mães atuais, indicando que sentir medo, fadiga ou a necessidade de chorar não são sinais de falha espiritual, mas sim partes da experiência humana. Deus permanece presente, oferecendo sustento e cuidado.

Muitas mulheres buscam manter uma imagem de força inabalável, quando, na verdade, a própria mensagem divina é um convite ao descanso para os cansados. Jesus, em Mateus 11:28, oferece alívio: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Essa é uma lembrança crucial: Deus não espera mães incansáveis, mas as convida a encontrar repouso n’Ele.

É fundamental distinguir entre amor sacrificial e o abandono de si mesma. Uma mãe que perde sua identidade na maternidade pode, involuntariamente, ensinar aos filhos a crescerem sem referências saudáveis de individualidade, limites e equilíbrio emocional. Os filhos também precisam testemunhar mães que possuem fé, sonhos, emoções, necessidades e dignidade.

A mulher virtuosa descrita em Provérbios 31, por exemplo, não se resumia a servir. Ela demonstrava sabedoria, força, discernimento e um valioso senso de autovalor. Seu cuidado emanava de uma identidade fundamentada em Deus, e não de uma vida anulada. Emocionalmente, mães sobrecarregadas tendem a viver em estado de alerta constante, acumulando ansiedade, irritação e uma exaustão silenciosa. A culpa por descansar, pedir ajuda ou reservar tempo para si mesmas é comum.

Contudo, até Jesus buscava momentos de recolhimento para descanso e oração. Em Marcos 6:31, Ele convida: “Vinde repousar um pouco, à parte.” O descanso, portanto, não é egoísmo, mas uma necessidade vital. Uma mãe emocionalmente equilibrada é capaz de amar de forma mais saudável do que aquela consumida pela sobrecarga.

Neste Dia das Mães, muitas mulheres podem ser chamadas a confiar novamente seus filhos a Deus. Há mães que tentam controlar e resolver tudo, carregando pesos que pertencem unicamente ao Senhor. É importante recordar que os filhos são presentes divinos antes de serem responsabilidades. Ao cuidar dos filhos, é essencial permitir que Deus cuide dos Seus. A confiança deve prevalecer, sabendo que o Senhor continua agindo mesmo nos momentos de extremo cansaço.

Salmos 127:2 reforça que “aos seus amados Ele o dá enquanto dormem”, indicando que a ação divina ocorre mesmo durante o descanso. Permita-se ser cuidada, mãe. Provar amor não exige carregar o mundo nas costas. Deus conhece suas lágrimas silenciosas, medos ocultos e acolhe seu coração cansado. Permita que Deus cuide de você. Seu valor reside não apenas em suas ações, mas em quem você é para Ele: uma filha amada, preciosa e digna de cuidado. Que neste Dia das Mães, você encontre descanso na graça divina, redescubra sua identidade e entenda que o amor genuíno não demanda anulação, mas sim uma presença saudável, completa e cheia de vida em abundância. O Pai a ama!

Mães em Silêncio Depressão Pós-Parto Realidade Oculta Que Precisa Ser Vista

Mãe em momento de introspecção e cansaço pós-parto, com olhar perdido em meio à dificuldade emocional.

Mães enfrentam deserto silencioso da depressão pós-parto com saúde materna em declínio e mortes evitáveis

A experiência de dar à luz, muitas vezes idealizada, esconde uma realidade sombria para inúmeras mães que lutam contra a depressão pós-parto. A situação se agrava com o declínio da saúde materna nos Estados Unidos, onde a mortalidade de gestantes e puérperas mais que dobrou desde o início dos anos 80, atingindo índices alarmantes entre países desenvolvidos, com a maioria dos casos sendo preveníveis. O sofrimento silencioso destas mulheres, que carregam dores e medos sob sorrisos forçados, necessita de atenção urgente e um olhar mais compassivo.

A jornada pela maternidade pode se transformar em um ‘vale de sombra de morte’, como descreve quem vive o luto e o desespero da depressão pós-parto. Pensamentos suicidas e a sensação de colapso mental são realidades devastadoras para muitas. Compartilhar essa experiência, especialmente no Dia das Mães, torna-se um ato necessário para quebrar o ciclo de isolamento e silêncio, revelando que a luta é coletiva e que a solidão pode ser devastadora.

A infraestrutura de saúde para mães nos Estados Unidos apresenta falhas críticas, especialmente em comunidades rurais, onde o acesso ao cuidado materno é cada vez mais restrito. Hospitais fecham unidades de parto, e gestantes precisam percorrer longas distâncias para consultas. Muitas retornam para casa após o nascimento sem qualquer acompanhamento do bem-estar emocional ou mental, evidenciando que a celebração do bebê muitas vezes ofusca a necessidade vital de cuidado com a mãe.

Iniciativas como as da organização Heartland Forward, com programas como Healthy Moms, Healthy Babies America, buscam reverter esse quadro com planos práticos para fortalecer o cuidado materno em todas as fases. A promoção de conversas sobre apoio pós-parto, saúde mental e cuidado comunitário emerge como linha de vida essencial. No entanto, a construção de um sistema de apoio robusto requer mais do que estruturas; demanda o engajamento de indivíduos, líderes religiosos, famílias e comunidades.

A saúde materna não é um assunto de esquerda ou de direita é um assunto de vida. Trata-se de decidir ver as mães que estão caminhando neste deserto. E tudo indica que cada vez mais pessoas estão despertando para essa verdade de que não podemos deixá-las aí. E estamos prontos para agir.

A Fundação Christine D’Clario, por exemplo, dedica-se a apoiar indivíduos e líderes em processos de cura multidimensionais. A organização acredita que a verdadeira restauração acontece quando a pessoa é vista, amparada e guiada com compaixão em todas as suas dimensões: emocional, mental, espiritual e física. A cura, nesse contexto, transcende a sobrevivência, focando em encontrar a presença divina e a força para emergir do deserto.

Para as mães que enfrentam essa batalha em silêncio, a mensagem é clara: lutar não é sinal de fraqueza, sentir-se sobrecarregada não é falhar, e a solidão, embora avassaladora, não é a verdade absoluta. O deserto pode tentar convencer do esquecimento, mas não é o fim da história. Estender a mão, verbalizar a verdade, buscar ajuda médica ou confidenciar a uma amiga são passos cruciais. A permissão para que alguém acompanhe nesse processo é fundamental, pois Deus não se envergonha desse deserto, e é nele que a cura se manifesta.

A construção de comunidades onde nenhuma mãe precise enfrentar o deserto da depressão pós-parto sozinha é o objetivo para um Dia das Mães mais significativo e solidário.

Historiador Eduardo Bueno indiciado por injúria religiosa contra evangélicos

Escritor Eduardo Bueno em ambiente sério, com expressão grave, representando a acusação de discriminação religiosa.

Escritor Eduardo Bueno é indiciado por injúria religiosa após fala sobre voto evangélico

O historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (7) por crime de discriminação religiosa contra pessoas evangélicas. A investigação policial teve início em fevereiro deste ano, após o autor afirmar em vídeo publicado em seu canal no YouTube que “evangélico não tem que votar”.

O delegado Vinicius Nahan, responsável pela investigação, analisou o vídeo e classificou a conduta do escritor como infração à Lei Federal 7.716/89. Esta legislação define os crimes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A conclusão policial aponta que a manifestação de Bueno, feita pela internet, defendeu a retirada de direitos políticos de um grupo social com base em sua religião, caracterizando preconceito religioso e não sendo amparada pela liberdade de expressão.

O vídeo em questão, intitulado “Com Mil Raios”, foi removido da plataforma YouTube após decisão judicial. Nele, Bueno comentava um incidente onde um raio atingiu uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira. Na sequência, o escritor declarou que evangélicos deveriam ser proibidos de votar.

“Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc.?”, afirmou Eduardo Bueno no vídeo.

Com a conclusão da investigação pela Polícia Civil, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se haverá denúncia judicial contra o escritor. Paralelamente, a Polícia Federal de Porto Alegre também apura a fala de Eduardo Bueno.

No início de fevereiro, uma representação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO), solicitando investigação por possível “discurso de ódio” e “intolerância religiosa”. Eduardo Bueno possui um histórico de declarações consideradas polêmicas contra figuras de direita.

Segundo a Gazeta do Povo, o delegado Vinicius Nahan explicou o posicionamento policial sobre o caso.

“A discriminação por motivação religiosa feita pela internet tem o entendimento que o fato de ter defendido a retirada de direitos políticos de um grupo social em razão de sua religião configura o crime de preconceito religioso, que não está protegido pela liberdade de expressão”, disse Nahan.