Mães cristãs revelam como navegam a jornada da maternidade combinando fé, trabalho e cuidado com os filhos em meio à rotina corrida
Na semana que antecede o Dia das Mães, relatos de mulheres cristãs têm destacado os desafios e as estratégias para gerenciar a maternidade em meio a uma rotina intensa. A série especial do portal Comunhão apresenta a perspectiva de mães que buscam conciliar trabalho, cuidados com os filhos e sua espiritualidade.
A jornalista Ayanne Karoline de Araújo, do Rio de Janeiro, enfatiza a importância de priorizar o relacionamento com seus filhos, Henry, de 9 anos, e Brenno, de 16. Ela acredita que a presença, o diálogo e o exemplo são fundamentais na formação de valores.
“Acredito que, mais do que grandes discursos, são esses momentos de presença, diálogo e exemplo que ajudam a formar valores no coração deles”
Em Vila Velha (ES), a fotógrafa Carol Trezena compartilhou que uma readequação profissional antes de ser mãe permitiu uma maior proximidade com Malu e Antônio. Ela relatou que Deus proporcionou um trabalho que lhe possibilita estar mais tempo com os filhos.
“Deus me proporcionou um trabalho em que eu consigo ficar a maior parte do tempo com os meus filhos”
Carol também ressalta a relevância da disciplina espiritual diária, considerando a leitura da Bíblia e a oração como práticas inegociáveis em sua rotina familiar.
“A leitura da Bíblia e a oração são inegociáveis. Todos os dias antes de dormir temos que ler uma história da Bíblia e orar”
A pedagoga Kassiara Pivatto Alves dos Santos, de Santa Catarina, descreveu o esforço contínuo para equilibrar sua profissão com a criação de seu filho Miguel. Ela encara a maternidade como um desafio e uma grande responsabilidade, mas também como um privilégio.
“É um desafio diário, mas também uma grande responsabilidade e um privilégio. Mesmo com a rotina corrida, acredito que a presença, o carinho e o exemplo dentro de casa fazem toda a diferença na formação de uma criança”
A escritora Jeannie Cunnion, autora do livro “Pais Amorosos, Filhos Felizes”, alerta para o risco de autocobrança excessiva por parte das mulheres, o que pode desviar o foco do amor essencial para a felicidade dos filhos.
“As mulheres devem tomar cuidado para não se cobrarem demais”
Cunnion lembrou que a maternidade não exige perfeição, contrariando a ideia de que é preciso ser um exemplo impecável.
“O inimigo quer que a gente acredite que temos que ser perfeitos exemplos de mãe, mas o que vemos repetidas vezes nas Escrituras é que o que importava eram a soberania e a graça de Deus.”
A educadora parental Cris Poly destacou o papel da fé como um suporte fundamental no dia a dia materno, especialmente diante de incertezas e dúvidas.
“Nesse processo de maternidade, creio que Deus faz uma diferença enorme. Diante das incertezas, das dúvidas, podemos orar e buscar a orientação do Senhor. E, com certeza, se buscamos com fé, Ele nos dará o melhor conselho”
