Cristão iraniano libertado após 2 anos preso por igreja doméstica e agressões

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Cristão iraniano deixa a prisão após cumprir pena por participação em igreja doméstica e denunciar agressões

O cristão iraniano Amir-Ali Minaei, de 32 anos, foi libertado da Prisão de Evin na terça-feira, 29 de abril, após cumprir pena por sua participação em uma igreja doméstica no Irã. A informação foi divulgada pela Article 18, organização dedicada a acompanhar casos de perseguição religiosa no país.

A libertação de Minaei ocorreu dentro do programa anual de anistia concedido pelo governo iraniano a uma parcela da população carcerária. Ele permaneceu detido por aproximadamente dois anos, após ser acusado de “atividades de propaganda contra o regime por meio do estabelecimento de uma igreja doméstica”. Sua pena inicial de três anos e sete meses foi reduzida para dois anos e seis meses.

Convertido ao cristianismo após deixar o islamismo, Amir-Ali foi detido pela primeira vez em dezembro de 2022. Na ocasião, passou mais de dois meses na prisão antes de ser liberado sob fiança, após interrogatórios conduzidos pelas autoridades iranianas. Durante o período de liberdade provisória, ele recebeu o diagnóstico de uma doença cardíaca, que, segundo a Article 18, teria sido provocada pelo estresse e pelas ameaças sofridas no país.

Amir-Ali Minaei voltou a ser preso em abril de 2024. Relatos da Article 18 indicam que ele teria sido agredido por um guarda penitenciário durante essa segunda detenção. A organização informou também que diversos pedidos para atendimento com um cardiologista foram negados pelas autoridades prisionais.

Em março de 2025, ele voltou a denunciar agressões dentro da prisão após solicitar novamente tratamento médico. Conforme a Article 18, um agente penitenciário o atingiu na região do peito, o que teria agravado seu estado de saúde. Posteriormente, o cristão iniciou uma greve de fome após ter o direito a uma ligação telefônica negado.

O Irã, país de maioria muçulmana, impõe restrições a atividades cristãs, com atenção especial a igrejas domésticas e evangelismo. Convertidos do islamismo podem enfrentar detenções e processos judiciais com base na interpretação da sharia. Apesar dessas restrições, grupos cristãos continuam se reunindo de forma clandestina no país, segundo a Article 18, que coloca o Irã na 10ª posição entre os países mais hostis ao cristianismo no mundo.

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