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Maternidade não é sinônimo de autossacrifício o tempo todo

Mãe com expressão serena sentada em um parque, enquanto seu filho brinca perto dela.

Maternidade não exige anulação mas sim amor com preservação da identidade e bem-estar

A ideia de que amar significa se anular é um peso silencioso para muitas mães. Essa crença, muitas vezes internalizada ao longo da vida, sugere que ser uma “boa mãe” implica em suportar tudo em silêncio, priorizar todos e ignorar as próprias necessidades. No entanto, quando o cuidado materno se transforma em apagamento da própria identidade, o resultado comum é exaustão, culpa persistente e um vazio difícil de definir. A maternidade não foi concebida por Deus para que a mãe se anule, mas sim para que ela ame sem deixar de existir.

A trajetória de mulheres na Bíblia demonstra que mesmo figuras fortes necessitaram de cuidado divino em momentos de vulnerabilidade. Em 1 Reis 19, Elias, ao atingir seu limite emocional, foi acolhido por Deus com alimento e descanso, sem repreensão pelo seu cansaço. Essa narrativa ressoa com as mães atuais, indicando que sentir medo, fadiga ou a necessidade de chorar não são sinais de falha espiritual, mas sim partes da experiência humana. Deus permanece presente, oferecendo sustento e cuidado.

Muitas mulheres buscam manter uma imagem de força inabalável, quando, na verdade, a própria mensagem divina é um convite ao descanso para os cansados. Jesus, em Mateus 11:28, oferece alívio: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” Essa é uma lembrança crucial: Deus não espera mães incansáveis, mas as convida a encontrar repouso n’Ele.

É fundamental distinguir entre amor sacrificial e o abandono de si mesma. Uma mãe que perde sua identidade na maternidade pode, involuntariamente, ensinar aos filhos a crescerem sem referências saudáveis de individualidade, limites e equilíbrio emocional. Os filhos também precisam testemunhar mães que possuem fé, sonhos, emoções, necessidades e dignidade.

A mulher virtuosa descrita em Provérbios 31, por exemplo, não se resumia a servir. Ela demonstrava sabedoria, força, discernimento e um valioso senso de autovalor. Seu cuidado emanava de uma identidade fundamentada em Deus, e não de uma vida anulada. Emocionalmente, mães sobrecarregadas tendem a viver em estado de alerta constante, acumulando ansiedade, irritação e uma exaustão silenciosa. A culpa por descansar, pedir ajuda ou reservar tempo para si mesmas é comum.

Contudo, até Jesus buscava momentos de recolhimento para descanso e oração. Em Marcos 6:31, Ele convida: “Vinde repousar um pouco, à parte.” O descanso, portanto, não é egoísmo, mas uma necessidade vital. Uma mãe emocionalmente equilibrada é capaz de amar de forma mais saudável do que aquela consumida pela sobrecarga.

Neste Dia das Mães, muitas mulheres podem ser chamadas a confiar novamente seus filhos a Deus. Há mães que tentam controlar e resolver tudo, carregando pesos que pertencem unicamente ao Senhor. É importante recordar que os filhos são presentes divinos antes de serem responsabilidades. Ao cuidar dos filhos, é essencial permitir que Deus cuide dos Seus. A confiança deve prevalecer, sabendo que o Senhor continua agindo mesmo nos momentos de extremo cansaço.

Salmos 127:2 reforça que “aos seus amados Ele o dá enquanto dormem”, indicando que a ação divina ocorre mesmo durante o descanso. Permita-se ser cuidada, mãe. Provar amor não exige carregar o mundo nas costas. Deus conhece suas lágrimas silenciosas, medos ocultos e acolhe seu coração cansado. Permita que Deus cuide de você. Seu valor reside não apenas em suas ações, mas em quem você é para Ele: uma filha amada, preciosa e digna de cuidado. Que neste Dia das Mães, você encontre descanso na graça divina, redescubra sua identidade e entenda que o amor genuíno não demanda anulação, mas sim uma presença saudável, completa e cheia de vida em abundância. O Pai a ama!

Mães em Silêncio Depressão Pós-Parto Realidade Oculta Que Precisa Ser Vista

Mãe em momento de introspecção e cansaço pós-parto, com olhar perdido em meio à dificuldade emocional.

Mães enfrentam deserto silencioso da depressão pós-parto com saúde materna em declínio e mortes evitáveis

A experiência de dar à luz, muitas vezes idealizada, esconde uma realidade sombria para inúmeras mães que lutam contra a depressão pós-parto. A situação se agrava com o declínio da saúde materna nos Estados Unidos, onde a mortalidade de gestantes e puérperas mais que dobrou desde o início dos anos 80, atingindo índices alarmantes entre países desenvolvidos, com a maioria dos casos sendo preveníveis. O sofrimento silencioso destas mulheres, que carregam dores e medos sob sorrisos forçados, necessita de atenção urgente e um olhar mais compassivo.

A jornada pela maternidade pode se transformar em um ‘vale de sombra de morte’, como descreve quem vive o luto e o desespero da depressão pós-parto. Pensamentos suicidas e a sensação de colapso mental são realidades devastadoras para muitas. Compartilhar essa experiência, especialmente no Dia das Mães, torna-se um ato necessário para quebrar o ciclo de isolamento e silêncio, revelando que a luta é coletiva e que a solidão pode ser devastadora.

A infraestrutura de saúde para mães nos Estados Unidos apresenta falhas críticas, especialmente em comunidades rurais, onde o acesso ao cuidado materno é cada vez mais restrito. Hospitais fecham unidades de parto, e gestantes precisam percorrer longas distâncias para consultas. Muitas retornam para casa após o nascimento sem qualquer acompanhamento do bem-estar emocional ou mental, evidenciando que a celebração do bebê muitas vezes ofusca a necessidade vital de cuidado com a mãe.

Iniciativas como as da organização Heartland Forward, com programas como Healthy Moms, Healthy Babies America, buscam reverter esse quadro com planos práticos para fortalecer o cuidado materno em todas as fases. A promoção de conversas sobre apoio pós-parto, saúde mental e cuidado comunitário emerge como linha de vida essencial. No entanto, a construção de um sistema de apoio robusto requer mais do que estruturas; demanda o engajamento de indivíduos, líderes religiosos, famílias e comunidades.

A saúde materna não é um assunto de esquerda ou de direita é um assunto de vida. Trata-se de decidir ver as mães que estão caminhando neste deserto. E tudo indica que cada vez mais pessoas estão despertando para essa verdade de que não podemos deixá-las aí. E estamos prontos para agir.

A Fundação Christine D’Clario, por exemplo, dedica-se a apoiar indivíduos e líderes em processos de cura multidimensionais. A organização acredita que a verdadeira restauração acontece quando a pessoa é vista, amparada e guiada com compaixão em todas as suas dimensões: emocional, mental, espiritual e física. A cura, nesse contexto, transcende a sobrevivência, focando em encontrar a presença divina e a força para emergir do deserto.

Para as mães que enfrentam essa batalha em silêncio, a mensagem é clara: lutar não é sinal de fraqueza, sentir-se sobrecarregada não é falhar, e a solidão, embora avassaladora, não é a verdade absoluta. O deserto pode tentar convencer do esquecimento, mas não é o fim da história. Estender a mão, verbalizar a verdade, buscar ajuda médica ou confidenciar a uma amiga são passos cruciais. A permissão para que alguém acompanhe nesse processo é fundamental, pois Deus não se envergonha desse deserto, e é nele que a cura se manifesta.

A construção de comunidades onde nenhuma mãe precise enfrentar o deserto da depressão pós-parto sozinha é o objetivo para um Dia das Mães mais significativo e solidário.

Historiador Eduardo Bueno indiciado por injúria religiosa contra evangélicos

Escritor Eduardo Bueno em ambiente sério, com expressão grave, representando a acusação de discriminação religiosa.

Escritor Eduardo Bueno é indiciado por injúria religiosa após fala sobre voto evangélico

O historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (7) por crime de discriminação religiosa contra pessoas evangélicas. A investigação policial teve início em fevereiro deste ano, após o autor afirmar em vídeo publicado em seu canal no YouTube que “evangélico não tem que votar”.

O delegado Vinicius Nahan, responsável pela investigação, analisou o vídeo e classificou a conduta do escritor como infração à Lei Federal 7.716/89. Esta legislação define os crimes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A conclusão policial aponta que a manifestação de Bueno, feita pela internet, defendeu a retirada de direitos políticos de um grupo social com base em sua religião, caracterizando preconceito religioso e não sendo amparada pela liberdade de expressão.

O vídeo em questão, intitulado “Com Mil Raios”, foi removido da plataforma YouTube após decisão judicial. Nele, Bueno comentava um incidente onde um raio atingiu uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira. Na sequência, o escritor declarou que evangélicos deveriam ser proibidos de votar.

“Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc.?”, afirmou Eduardo Bueno no vídeo.

Com a conclusão da investigação pela Polícia Civil, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se haverá denúncia judicial contra o escritor. Paralelamente, a Polícia Federal de Porto Alegre também apura a fala de Eduardo Bueno.

No início de fevereiro, uma representação foi protocolada no Ministério Público de São Paulo pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO), solicitando investigação por possível “discurso de ódio” e “intolerância religiosa”. Eduardo Bueno possui um histórico de declarações consideradas polêmicas contra figuras de direita.

Segundo a Gazeta do Povo, o delegado Vinicius Nahan explicou o posicionamento policial sobre o caso.

“A discriminação por motivação religiosa feita pela internet tem o entendimento que o fato de ter defendido a retirada de direitos políticos de um grupo social em razão de sua religião configura o crime de preconceito religioso, que não está protegido pela liberdade de expressão”, disse Nahan.

Fundador do canal faith and family se aposenta após 22 anos de trajetória

Charley Humbard, fundador da UP Entertainment, em momento de reflexão após anunciar sua aposentadoria.

Charley Humbard se despede da UP Entertainment após mais de duas décadas construindo império de mídia cristã

Após mais de 20 anos dedicados à construção da UP Entertainment, Charley Humbard, CEO e fundador da empresa, anunciou sua aposentadoria. A jornada que começou no porão de sua casa transformou-se em um vasto império de mídia, com destaque para o principal serviço de streaming focado em conteúdo de fé e família. A decisão marca um ponto de virada para o executivo, que deixou a Discovery após o 11 de setembro para iniciar o que viria a ser o Gospel Music Channel. O processo de captação de recursos para o projeto levou mais de dois anos, culminando no lançamento da empresa em outubro de 2004.

Em entrevista à CBN News, Humbard comparou a sensação de deixar a empresa à partida de um filho para a faculdade, descrevendo o momento como emocionalmente significativo. Ele relembrou que a jornada de levantar fundos durou mais de dois anos, totalizando 22 anos como CEO e dois dedicados à captação, um longo percurso que moldou sua trajetória profissional.

Atualmente, a UP Entertainment engloba marcas como UP-TV, Aspire e Gaither TV, alcançando um público estimado de 60 milhões de pessoas. O executivo atribui parte de seu sucesso à sua fé e às raízes familiares. Ele é filho de Rex Humbard, um dos pioneiros da televangelismo, que pregava no rádio desde os anos 1940 e na televisão nos anos 1950.

“Eu tive a oportunidade de crescer e aprender muito observando meu pai como um grande exemplo de como viver e realmente como falar com as pessoas e espalhar a importante mensagem.”

Humbard relatou que seu pai esteve presente no lançamento da empresa, aconselhando a pequena equipe a “honrar a Deus em todos os seus caminhos e Ele dirigirá o seu caminho”. Essa orientação, baseada em escrituras, tornou-se um pilar para a empresa, ajudando a manter o foco em meio aos desafios da indústria da mídia.

Os momentos mais desafiadores, segundo Humbard, ocorreram no início, devido à novidade do canal de música gospel e à receptividade limitada. Contudo, ele destacou que o negócio está atualmente em seu melhor momento, especialmente com o crescimento do serviço de streaming, que compete em nível mundial com plataformas como a Netflix, oferecendo conteúdo de qualidade com foco em fé e família. O executivo enfatizou a importância de líderes empresariais manterem o foco em seu propósito fundamental, que, no caso da UP Entertainment, sempre foi a fé e a família.

A decisão de se aposentar, aos 63 anos, vem após o 20º aniversário da empresa, quando inicialmente planejava sair. Sua esposa o convenceu a continuar por mais um ano. Humbard agora se prepara para o que chama de “terceiro ato” de sua vida, buscando novas experiências com mais sabedoria e menos reatividade, comparando sua trajetória a um filme com três atos.

Jovem mexicano com doença rara encontra esperança e fé em meio à depressão

Jovem mexicano com doença rara encontra esperança e fé em Jesus

Jovem mexicano com doença rara em aldeia remota encontra esperança em Jesus após superar depressão profunda

Um jovem de 30 anos, diagnosticado na infância com osteogênese imperfeita, uma condição que causa extrema fragilidade óssea, superou a depressão e encontrou esperança em Jesus. Pedro*, que reside em uma aldeia remota no México, conviveu com fraturas frequentes, cirurgias e dores constantes, além de ter sua condição associada a uma “maldição” por moradores locais. Sua família, que mantinha um pequeno comércio, também enfrentava dificuldades.

A comunidade de Pedro é caracterizada por tradições religiosas populares, com forte influência do catolicismo cultural e crenças em espíritos ancestrais, segundo o Conselho de Missões Internacionais (IMB). A região carecia de igrejas permanentes e líderes cristãos regulares, o que contribuiu para o agravamento do estado emocional do jovem.

Em 2024, Pedro mergulhou em uma depressão profunda, chegando a ficar 15 dias sem se alimentar. Diante da situação, sua família buscou ajuda do pastor Jacob, um evangelista mexicano que atua em aldeias remotas.

Alcançado pelo evangelho e acompanhamento

O pastor Jacob iniciou um acompanhamento próximo de Pedro, realizando orações e ensinamentos sobre Jesus durante encontros na residência da família. Com o tempo, o jovem demonstrou interesse pelo Evangelho e abandonou antigas crenças espirituais.

O missionário Jimmy Peebles também passou a integrar as visitas e estudos bíblicos. Durante um encontro, Pedro ouviu pela primeira vez a história da Última Ceia.

“Nunca ouvi essa história antes. Parece estranho, mas é real”, relatou Pedro ao IMB.

Jimmy Peebles acrescentou sobre o jovem: “Ele anseia por isso. Ele simplesmente leva a vida da melhor maneira possível com o que tem, aproveitando os estudos bíblicos que ensinamos. É algo extraordinário poder conviver com ele”.

Em julho de 2025, Pedro aceitou Jesus e começou a frequentar reuniões com cristãos de uma cidade vizinha, formando a primeira comunidade cristã que ele conheceu, conforme Jimmy Peebles. Pedro é atualmente o único cristão conhecido em sua comunidade. Apesar da resistência familiar e das tradições locais, ele compartilha sua fé discretamente, oferecendo orações e recebendo fiéis de braços abertos.

*Alguns nomes foram alterados por motivos de segurança.

Mães jovens encontram esperança e apoio para seguir em frente após gravidez inesperada

Jovem mãe sorri para seu bebê no colo em um parque, simbolizando esperança e apoio recebido.

Apoio familiar e institucional é fundamental para mães jovens que enfrentam gravidez na adolescência e optam pela vida

A norte-americana Kayla Henrique compartilhou sua experiência de como o suporte de familiares, da escola e de empregadores foi determinante para criar sua filha após uma gravidez aos 15 anos. Apesar das dificuldades, ela relatou que a decisão de seguir com a gestação foi possível graças ao apoio recebido, diferentemente de muitas mulheres que citam a falta de recursos e suporte como motivo para o aborto. Seus avós foram essenciais, custeando despesas médicas e oferecendo acompanhamento e suporte emocional.

“A disposição deles é realmente a razão pela qual minha filha está viva, feliz e construindo seu próprio futuro hoje”, afirmou Kayla Henrique, ressaltando o impacto direto do apoio em sua vida e na de sua filha.

A escola que Kayla frequentava implementou em 2006 uma creche para alunas grávidas, iniciativa que permitiu que elas continuassem seus estudos. A diretora destacou a importância do programa, que serviu como uma afirmação para as mães de que elas poderiam ter sucesso com o suporte necessário.

“O programa foi uma afirmação para mim e para outras mães de que poderíamos fazer isso e que alguém nos apoiaria.”

Posteriormente, outro programa escolar possibilitou que Kayla saísse mais cedo para trabalhar, garantindo sua independência financeira. Ela trabalhou por cinco anos em uma mercearia e foi promovida a coordenadora de front office por uma gerente que reconheceu sua ética de trabalho, mesmo sem ensino superior.

Movida pelo desejo de retribuir, Kayla se engajou com a organização “Vidas Jovens” (Young Lives), que oferece auxílio emocional, espiritual e itens essenciais para mães adolescentes. Ela acredita que muitas mulheres desconhecem os recursos disponíveis, como os centros de apoio à gravidez nos Estados Unidos, e defende a importância de promover uma cultura de acolhimento.

“Cabe a nós, que defendemos a escolha real das mulheres, garantir que o façam, intervindo nas nossas comunidades e famílias para apoiar bebês preciosos e mães necessitadas”, concluiu, segundo informações da CBN News.

Destino incerto para 1,3 milhão de imigrantes protegidos nos EUA levanta protestos

Manifestantes em frente à Suprema Corte dos EUA pedindo a permanência de imigrantes com Status de Proteção Temporária.
UNITED STATES - APRIL 29: Temporary Protected Status holders along with union leaders and advocates rally as the Supreme Court prepares to hear oral arguments in Mullin v. Doe on Wednesday, April 29, 2026. The case will determine whether the Trump Administration may terminate the TPS designations. (Bill Clark/CQ Roll Call via AP Images)

Suprema Corte debate o futuro de imigrantes com status temporário enquanto manifestantes pedem permanência nos EUA

A Suprema Corte dos Estados Unidos analisou argumentos em um caso crucial que pode afetar o futuro de quase 350 mil cidadãos haitianos com o Status de Proteção Temporária (TPS), além de impactar cerca de 1,3 milhão de pessoas de 17 nações. A administração Trump buscou encerrar essa proteção, mas a decisão está suspensa por decisões judiciais anteriores que consideraram a medida discriminatória.

Líderes religiosos e imigrantes se reuniram em frente ao tribunal para expressar apoio aos beneficiários do TPS. Manifestantes cantaram, rezaram e ouviram discursos, demonstrando solidariedade às pessoas que buscam permanecer nos Estados Unidos. A decisão final do tribunal é aguardada para o final de junho ou início de julho.

MonaLisa Ferrari, uma haitiana-americana atuante no auxílio a imigrantes e refugiados com TPS, expressou a esperança de que a lei e a Constituição prevaleçam a favor dos imigrantes. A Suprema Corte decidiu examinar o caso após tribunais inferiores impedirem a revogação das proteções do TPS pelo ex-Secretário de Segurança Interna, Kristi Noem.

Essas decisões inferiores citaram a alegação de discriminação racial, incluindo a disseminação de informações falsas propagadas pelo então candidato republicano Donald Trump sobre haitianos em Springfield, Ohio, que teriam consumido animais de estimação de residentes locais. Moradores de Ohio viajaram até Washington para compartilhar suas preocupações e apoiar os imigrantes haitianos.

“Moradores de Springfield estão indo à Prefeitura e falando sobre as contribuições dos haitianos. O Governador de Ohio, Mike Dewine, disse ele mesmo que se não fossem os haitianos, não veríamos Springfield como uma economia revitalizada.”

Na cidade de Springfield, líderes religiosos organizaram cultos e encontros sociais para promover a união entre americanos e haitianos. O Pastor Carl Ruby, da Central Christian Church, destacou a importância de acolher imigrantes e refugiados como um pilar de sua fé.

Cindy Lennon, residente próxima a Springfield, testemunha as contribuições positivas dos migrantes haitianos em sua comunidade. Ela enfatiza que eles possuem empregos, pagam impostos e se tornam bons cidadãos. Lennon participa do grupo G92, cujo nome faz referência à palavra hebraica ‘ger’, que significa estrangeiro ou imigrante, um termo recorrente na Bíblia.

“Para mim, cuidar de imigrantes e de refugiados não é apenas um complemento à minha fé, é o centro da minha fé.”

Defensores e imigrantes manifestam apreensão quanto a uma decisão que possa levar pessoas de volta a situações perigosas. MonaLisa Ferrari alertou sobre a insegurança em retornar ao Haiti.

“É seguro voltar para o Haiti? Absolutamente, positivamente não.”

Se a Corte decidir a favor da administração, muitos dos beneficiários do TPS podem perder suas proteções e enfrentar o risco de deportação, retornando para países que podem não oferecer segurança.

Homem ugandense tem mãos decepadas por familiares após conversão ao cristianismo

Homem ugandense com mãos enfaixadas em um hospital após ataque

Homem ugandense tem mãos decepadas por familiares muçulmanos após conversão ao cristianismo em Jinja

Um homem de 40 anos teve as mãos cortadas por parentes após se converter do Islã para o cristianismo em Uganda. O ataque ocorreu em 17 de abril, quando a vítima, Kalegeya Faruku, foi buscar pertences em sua residência em Jinja, antes de uma viagem planejada. Segundo o Morning Star News, a conversão de Kalegeya, ocorrida em março, enfureceu sua família muçulmana, que já o havia ameaçado de morte.

Kalegeya relatou que, ao chegar em casa, encontrou os irmãos à sua espera. “Meu irmão mais velho se aproximou de mim e fingiu perguntar sobre meu paradeiro. De repente, ele me agarrou, e outros me cercaram”, relembrou. Durante o ataque, os agressores recitaram versos islâmicos enquanto amputavam suas mãos.

O pai da vítima, Lubega Issa, justificou a brutalidade alegando que a sharia, a lei islâmica, instrui tais ações contra quem abandona a religião de Allah. Após o ato, os familiares transportaram Kalegeya para uma estrada a cerca de cinco quilômetros de distância e o abandonaram ferido.

“Agradeço a Deus que um estranho me encontrou. As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para atendimento médico”, declarou o cristão. Kalegeya Faruku segue hospitalizado recebendo tratamento.

Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada. Líderes da comunidade cristã local apelam às autoridades por uma investigação sobre o incidente. A Constituição de Uganda assegura a liberdade religiosa, contudo, o ataque se soma a outros casos de perseguição a cristãos no país, onde muçulmanos representam cerca de 12% da população. Uganda figura na 52ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

Barco da Bíblia cruza a Amazônia levando esperança e ações sociais

Barco da Bíblia em comunidade ribeirinha na Amazônia

Barco da Bíblia leva Escrituras e assistência a comunidades remotas da Amazônia brasileira

A Sociedade Bíblica do Brasil, por meio do projeto Luz da Amazônia II, conhecido como Barco da Bíblia, está navegando pelos rios da região amazônica. A iniciativa missionária tem como objetivo principal distribuir as Escrituras Sagradas, estimular a leitura bíblica e oferecer atendimento social a comunidades ribeirinhas que frequentemente enfrentam limitações de infraestrutura e acesso a serviços básicos.

A expedição, que teve início em 19 de abril em São Sebastião da Boa Vista, percorre comunidades nos estados do Pará e Amapá. Expedito Ferrão Júnior, coordenador do projeto, destacou a importância da missão. “A missão é levar este acervo maravilhoso, folhetos e porções bíblicas a todos, independentemente de classe social, onde menos se imagina”, afirmou em entrevista à afiliada da TV Globo.

A embarcação, que já existe há mais de 50 anos, é um ponto crucial de apoio em áreas de difícil acesso, onde o transporte fluvial é a principal forma de locomoção. Durante as viagens, a equipe não apenas distribui exemplares da Bíblia, mas também realiza ações sociais e promove atividades educativas e culturais, além de abrigar um museu bíblico itinerante.

Uma das paradas significativas da expedição é Macapá, onde o barco permanecerá por 21 dias, entre 28 de abril e 18 de maio, com uma programação voltada para famílias ribeirinhas, igrejas e instituições locais. A iniciativa da Sociedade Bíblica do Brasil já alcançou milhares de pessoas ao longo das décadas, com foco em ações evangelísticas e assistência social.

Após deixar Portel, onde esteve de 22 a 26 de abril, o barco seguiu para Macapá. As próximas paradas planejadas incluem Santana (19 a 21 de maio), Vitória do Jari (23 a 25 de maio) e Laranjal do Jari (26 de maio a 1º de junho). Posteriormente, a embarcação visitará Porto de Moz (3 a 5 de junho) e Breves (7 a 11 de junho), com previsão de chegada a Belém em 12 de junho.

Em Santana, está prevista a entrega de uma Bíblia completa em braile para a prefeitura do município, marcando o retorno da embarcação à cidade após o período da pandemia. Testemunhos como o de Florinda de Jesus, que visitou o barco com a neta, ressaltam o impacto transformador da iniciativa: “A Palavra de Deus sendo levada àquele que precisa, que muitas vezes entra aqui com um problema e sai transformado”.

O pastor Antônio Lacerda reforçou a importância do projeto para o acesso às Escrituras, especialmente para famílias de baixa renda. “Além de levar o conhecimento a esses povos, ajuda também nos preços acessíveis para a gente de baixa renda, por exemplo, ter acesso a uma Bíblia”, declarou o pastor, que visita a embarcação pela terceira vez.

Hudson & Maria filme sobre missionários que desafiaram o colonialismo na China

Casal de missionários Hudson e Maria Taylor em traje chinês em uma vila.

Novo longa “Hudson & Maria” narra a ousada missão de evangelização na China do século XIX desafiando padrões coloniais

Um novo filme promete levar aos cinemas a inspiradora saga de missionários cristãos que, com coragem, levaram a mensagem do Evangelho à China no século XIX. A produção, intitulada “Hudson & Maria”, é baseada na história real do casal Hudson e Maria Taylor.

O diretor Matt Mikalatos, em entrevista à CBN News, detalhou a narrativa que acompanha o casal, destacando como Hudson Taylor, um missionário inglês, rejeitou as normas coloniais da época. Ele adotou a língua, os costumes e as vestimentas chinesas em sua busca por compartilhar o amor de Deus no interior do país.

Ao lado de sua esposa, Maria, descrita como devota e corajosa, e de Wang Laijun, um amigo chinês leal, o casal enfrentou adversidades e construiu fortes laços. A história, segundo o comunicado oficial, é um relato de fé, sacrifício e conexão intercultural.

“Muitas pessoas chamam [Hudson] de pai das missões modernas — missões protestantes em particular — porque ele foi um dos primeiros a dizer: ‘Por que estamos indo a lugares como a China e esperando que eles se convertam à nossa cultura antes de se converterem a Cristo?’”

A produção, realizada pela Half Crown Media em associação com a Burns & Co. Entertainment, tem início de filmagens previsto para agosto na Ásia. Mikalatos ressaltou que “Hudson & Maria” exibirá a fé radical, o sacrifício e a paixão dos Taylor por compartilhar o Evangelho, temas que ele acredita ressoarão no atual cenário mundial.

“Hudson & Maria” explorará a parceria entre o casal, cuja dedicação à obra missionária e disposição para o sacrifício impactaram inúmeras vidas. O diretor, que já atuou como missionário, comentou que a história possui uma profunda relevância para os dias de hoje, marcados por incertezas.

Mikalatos comparou o cenário de instabilidade da China no século XIX com os desafios contemporâneos. Ele explicou que, em meio a um período de incertezas e doenças, um jovem casal demonstrou que a fé e o compromisso com Cristo poderiam transformar o mundo, algo que, segundo ele, se provou verdadeiro.

O diretor também compartilhou sua trajetória, que considera “sobrenatural”, de trabalhos missionários para a indústria cinematográfica. O roteiro de “Hudson & Maria” foi o primeiro que ele escreveu e que foi pago. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas em HudsonAndMaria.com.