O cineasta mexicano Samuel Adrián recupera a liberdade após cumprir pena por desacato a uma ordem judicial envolvendo seu documentário sobre menores
O criador de conteúdo mexicano Samuel Adrián González foi libertado em Bogotá após permanecer detido por 10 dias. O ativista foi preso em 13 de setembro, no Aeroporto Internacional El Dorado, após chegar do Panamá, para cumprir uma sanção determinada por um tribunal de Cali, conforme reportado pelo Evangelico Digital.
A Polícia Nacional da Colômbia esclareceu que a detenção foi motivada pelo descumprimento de uma ordem judicial relacionada a um processo de tutela. O cineasta havia sido alvo de uma medida cautelar solicitada por uma clínica mencionada em seu documentário, intitulado ‘Colombia: Fábrica de Niños Trans’, que alega que o conteúdo fere direitos fundamentais de pacientes e profissionais.
Apoio de parlamentares e ativistas
Após a confirmação da soltura, uma multidão reuniu-se em frente à estação de polícia de Usaquén para aguardar sua saída. O grupo incluiu o congresista Luis Miguel López Aristizábal, representantes de movimentos como Unidos por a Vida Colombia e o ex-candidato à Câmara, Jonathan Silva.
Ao sair, o documentalista agradeceu o respaldo do povo colombiano. “Eu vim para cá sabendo que isso podia passar, mas preparado para dar uma plática, uma conferência, em onde íamos a seguir dando a lucha, seguir dando a batalla. Não se pôde dar essa plática, não se pôde dar essa lucha, mas passou algo muito melhor. E é que milhões de colombianos levantaram sua voz para dar essa luta, rejeitando este tipo de práticas, reprovando-as”, afirmou.
Desdobramentos jurídicos
O advogado e ex-ministro da Justiça, Wilson Ruiz, assumiu a representação jurídica de Samuel Adrián. A equipe atuará em nome da Fundação Nueva Democracia, organização ligada a Laura Gómez, que afirma ter sido vítima de terapias de hormonização durante sua adolescência.
O caso gerou repercussão internacional, com parlamentares do Peru, como Milagros Aguayo e Alejandro Muñante, exigindo publicamente a liberação do comunicador durante o período em que esteve sob custódia.
