Justiça tardia 13 anos após atentado em igreja no Paquistão: Vítimas cobram fundos prometidos

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Sobreviventes de atentado em igreja no Paquistão enfrentam luta de 13 anos por fundos prometidos após tragédia

Treze anos após a morte de quase 100 pessoas e o ferimento de mais de 200 em um duplo atentado suicida na Igreja All Saints, em Peshawar, Paquistão, os sobreviventes e famílias das vítimas ainda enfrentam uma batalha por justiça. O ataque, reivindicado pelo Tehrik-e-Taliban Pakistan em retaliação a ataques de drones americanos, é um dos mais letais contra a comunidade cristã na história do país.

Imediatamente após a tragédia em setembro de 2013, o então Primeiro-Ministro Nawaz Sharif anunciou um fundo de 200 milhões de rúpias destinado à reabilitação das vítimas. No entanto, os recursos não foram distribuídos às famílias, sendo transferidos para a Autoridade Provincial de Gerenciamento de Desastres (PDMA), onde permaneceram por quatro anos.

Líderes religiosos e ativistas de direitos humanos buscaram o Supremo Tribunal, que ordenou a transferência dos fundos para o Departamento de Assuntos de Auqaf, Hajj, Religiosos e Minorias. Críticos apontaram que, sob a nova gestão, o fundo foi convertido em uma conta geral para todas as minorias religiosas da província, diluindo o auxílio originalmente destinado aos sobreviventes do atentado específico.

Após persistentes apelos, o governo da província de Khyber Pakhtunkhwa (KP) dobrou o valor do fundo para 400 milhões de rúpias, mas manteve-o como um fundo geral. Recentemente, o governo distribuiu os primeiros 37 cheques, totalizando 2 milhões de rúpias para 11 viúvas, 1,5 milhão para 24 órfãos e 1 milhão para duas pessoas com deficiência, prometendo novas fases de distribuição.

Contudo, a cerimônia foi marcada pela exclusão de sobreviventes que sofreram ferimentos graves. Autoridades negaram o auxílio a estes indivíduos, alegando que eles já haviam se recuperado completamente. Essa justificativa ignora as sequelas permanentes, como a perda de meios de subsistência e dívidas médicas contraídas para tratamentos caros, que muitas dessas vítimas carregam há mais de uma década, sobrevivendo com o apoio de ONGs e igrejas.

O texto original de persecução.org destaca que estes sobreviventes com sequelas permanentes, como próteses e implantes na coluna, sentiram-se desesperançados ao serem negados, após 13 anos de espera. A publicação ressalta a necessidade urgente de compensar os feridos e garantir que as famílias recebam a justiça completa que merecem.

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