Igreja no País de Gales aprova permanentemente bênçãos para casais do mesmo sexo

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Igreja no País de Gales aprova permanentemente bênçãos para casais do mesmo sexo

A Igreja no País de Gales deu um passo histórico ao aprovar formalmente a permissão de bênçãos para casais do mesmo sexo como parte permanente de suas práticas. A decisão, que ocorreu durante uma reunião do Órgão Diretivo em Llandudno na última quinta-feira, encerra um período experimental de cinco anos, durante o qual tais bênçãos foram permitidas de forma temporária.

A medida foi aprovada com forte apoio, adicionando um rito para abençoar casamentos e uniões civis entre pessoas do mesmo sexo ao Livro de Oração Comum. A notícia, divulgada pelo Christian Today, indica que alguns membros podem deixar a denominação ou buscar supervisão episcopal alternativa em resposta à decisão.

Detalhes da aprovação e o que ela significa

Todos os cinco bispos votaram a favor da moção. Entre o clero, o placar foi de 32 votos a favor, 7 contra e 5 abstenções. Já entre os leigos, o apoio foi de 48 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções. É importante notar que, embora a nova norma permita bênçãos para casais do mesmo sexo, ela não autoriza, no momento, que o clero celebre cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo.

As bênçãos se aplicam apenas a casais que já são legalmente casados ou que estabeleceram uniões civis em outros locais. No entanto, o futuro pode trazer mudanças mais significativas, com propostas em preparação para abril de 2027 que visam permitir que o clero oficialize casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Proteções para objeções de consciência

Para garantir a inclusão e o respeito às diferentes convicções, foram aprovadas emendas adicionais para proteger clérigos, ordenandos e membros leigos que se opõem, por motivos de consciência, a participar de tais serviços. Essas salvaguardas foram introduzidas por Andy Kitchen, membro do clero da Diocese de St Asaph, com o objetivo de sustentar o princípio da objeção de consciência.

Em contrapartida, propostas apresentadas por Della Nelson, que visavam remover linguagem relacionada a casamento, como o termo “aliança”, da liturgia, foram rejeitadas. Essa distinção ressalta o foco da aprovação nas bênçãos e não na celebração de casamentos.

Reações e perspectivas futuras

A decisão gerou críticas de grupos como o Anglican Futures, uma organização que apoia anglicanos ortodoxos. A organização alertou que a medida pode levar a um aprofundamento das fraturas na Comunhão Anglicana. Segundo o comunicado, a forma como a medida foi introduzida sugere que apenas algumas “diferenças” são consideradas dignas de valor e honra dentro da Igreja no País de Gales, questionando a verdadeira inclusão.

Anglican Futures também mencionou a existência de anglicanos corajosos no País de Gales, alguns dos quais se manifestaram contra a decisão no Órgão Diretivo, enquanto outros optaram por deixar a igreja para buscar pastagens mais seguras na Comunhão Anglicana na Europa. A organização pede orações e apoio para esses indivíduos por parte de seus irmãos e irmãs em todo o mundo anglicano.

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