Deputada Júlia Zanatta expressa sérias preocupações sobre o Projeto de Lei da Misoginia, alertando para potenciais ameaças à liberdade de expressão e abertura para perseguições políticas.
A deputada Júlia Zanatta manifestou apreensão em relação ao Projeto de Lei da Misoginia, destacando que a proposta pode configurar um risco à liberdade de expressão e abrir margem para perseguições de cunho político. As declarações foram dadas durante uma entrevista no Jornal da Oeste, na segunda-feira, 20 de julho de 2026.
O Projeto de Lei da Misoginia, que já teve tramitação na Câmara dos Deputados, tem como objetivo coibir atitudes consideradas misóginas. Contudo, Zanatta aponta que o texto contém definições amplas e subjetivas, o que permitiria diversas interpretações pelo Judiciário. Essa falta de clareza gera incertezas sobre a futura aplicação da lei.
Durante a entrevista, a parlamentar informou que o projeto chegou a ser incluído na pauta antes do recesso legislativo, mas uma votação foi impedida por um grupo de deputados. Apesar disso, a Câmara aprovou o regime de urgência para a matéria, possibilitando sua rápida discussão em sessões futuras.
Zanatta teme que a lei, caso aprovada, possa ser utilizada para silenciar vozes discordantes e restringir a liberdade de expressão. A deputada também ressaltou a preocupação em um cenário onde a defesa da fé e dos valores cristãos é frequentemente alvo de críticas.
A advogada Larissa Dornelles, que participou da entrevista ao lado da deputada, compartilhou das mesmas preocupações. Ambas concordam que a aprovação da lei poderia criar um ambiente desfavorável à liberdade de expressão, especialmente para aqueles que defendem valores religiosos e tradicionais. A possibilidade de a lei ser empregada para perseguir opositores de ideologias dominantes é um ponto de grande apreensão.
“A proposta representa uma ameaça à liberdade de expressão e pode abrir espaço para perseguições políticas”, afirmou Júlia Zanatta.
Com o regime de urgência aprovado, espera-se que o Projeto de Lei da Misoginia retorne à pauta em breve. A deputada Zanatta e outros parlamentares que compartilham de suas preocupações estão articulando esforços para impedir a aprovação da proposta. A situação demanda atenção e mobilização da sociedade civil, em especial de grupos defensores da liberdade religiosa e de expressão.
