EUA intensificam pressão militar contra o Irã e miram área nuclear

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EUA ampliam campanha militar contra o Irã com ataques diários e ameaçam alvo próximo a instalações nucleares

As forças dos Estados Unidos intensificaram a campanha militar contra a liderança iraniana, com o presidente Trump alertando Teerã que a pressão não cessará. Pela décima primeira noite consecutiva, forças americanas realizaram ataques em território iraniano, mirando alvos militares que incluem centros de comando, ativos marítimos e instalações de drones, conforme comunicado do CENTCOM. Mídia iraniana reportou explosões na cidade de Bushehr, onde está localizada a usina nuclear do país. As ações visam, segundo o CENTCOM, diminuir a capacidade do regime de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, via que permanece aberta para o tráfego comercial, com o suporte militar garantindo a passagem segura de cerca de 900 navios. A informação é do site da CBN.

Em Washington, Trump se reuniu com o presidente libanês Joseph Aoun na Casa Branca. O encontro ocorreu após negociações diretas entre Líbano e Israel, em meio a meses de conflitos com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. O presidente americano indicou o compromisso de Washington em auxiliar o Líbano, mencionando o “problema Hezbollah”.

Em relação ao Irã, Trump declarou que o país busca negociações por estar “sendo dizimado” e que os EUA “não têm interesse em se reunir” até que o Irã esteja pronto para um diálogo “significativo”. Ele também anunciou que em breve os Estados Unidos atingirão “muito pesadamente” a área próxima a Pickaxe Mountain, um local subterrâneo fortificado perto de uma das principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã, afirmando “seguimos o material, é onde a ação está”. O presidente também advertiu aliados iranianos Houthi contra a interrupção do transporte marítimo no Mar Vermelho, prometendo “resolver a situação” caso tentem um bloqueio.

O conflito também resultou na perda de militares americanos. O Pentágono identificou o Sargento Michael Emmanuel Swinton, de 30 anos, falecido no Iraque em 19 de julho, e o Sargento Angel S. Rampersad, de 28 anos, morto em um ataque a uma base dos EUA na Jordânia na semana anterior. O presidente Trump tem agenda para comparecer à cerimônia de transferência digna dos militares falecidos na Base Aérea de Dover, Delaware.

Paralelamente, a administração americana aprovou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, avaliado em bilhões de dólares, que daria às empresas americanas um papel significativo no desenvolvimento nuclear saudita e poderia permitir o enriquecimento de urânio em solo árabe. O acordo não inclui normalização saudita com Israel, o que gera preocupações sobre uma possível aceleração de uma corrida nuclear regional.

No Irã, as autoridades intensificam a pressão contra cristãos. A autoridade confiscou a histórica Igreja Evangélica São Pedro, a última igreja presbiteriana do país, declarando as propriedades, residências e duas escolas como bens estatais. Diversas famílias cristãs já teriam fugido após ameaças das forças de segurança.

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