Trump anuncia cessar-fogo Israel-Líbano com objetivo de paz; Irã sob pressão de bloqueio econômico
Um esforço diplomático significativo visa reduzir as tensões no Oriente Médio com o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano, feito pelo Presidente Donald Trump. A iniciativa busca interromper os confrontos transfronteiriços e criar um ambiente propício para conversações de paz. Trump dialogou por telefone com o Presidente libanês Joseph Aoun e o Primeiro-Ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Em declarações no quinta-feira, Trump mencionou a expectativa de um encontro entre os líderes, possivelmente na Casa Branca nos próximos dias. “Eles vão se reunir, provavelmente vindo para a Casa Branca, nos próximos quatro ou cinco dias”, declarou o presidente, destacando que seria o primeiro encontro dos líderes em 44 anos. Um alto funcionário israelense indicou ao The Jerusalem Post que os Estados Unidos planejam uma participação ativa nas negociações, incluindo a liderança no desarmamento do Hezbollah.
Netanyahu expressou concordância com uma pausa, ou um cessar-fogo temporário de 10 dias, vendo uma oportunidade para um acordo de paz histórico com o Líbano. Contudo, existem divergências claras, com Netanyahu insistindo no desmantelamento do Hezbollah como objetivo final. Fontes israelenses relataram otimismo quanto a uma possível adesão do Líbano aos Acordos de Abraão.
O Presidente Trump declarou “So, very important is that Iran does not have a nuclear weapon, and they’ve agreed to that. Iran’s agreed to that, and they’ve agreed to it very powerfully. They’ve agreed to give us back the nuclear dust that’s way underground because of the attack we made with the B-2 bombers. So we have a lot of agreement with Iran, and I think something’s going to happen very positively.”
O Presidente libanês Aoun, por sua vez, focava inicialmente no fim das operações militares israelenses em seu território. Paralelamente, o Hezbollah, considerado um procurador iraniano, classificou as negociações como “fúteis” e acusou o governo libanês de servir aos interesses de Israel.
Na fronteira norte de Israel, o conflito tem sido uma realidade palpável. Desde o início da guerra em março, mais de 8.000 foguetes foram disparados contra o país, causando danos a residências e incêndios. A proximidade com o Hezbollah gera apreensão, com grupos como o mencionado disparando foguetes em direção a vilarejos como Kfar Giladi.
O porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel, Nadav Shoshani, comentou sobre a organização terrorista: “So this is a terror organization that has their own interests in mind and the Iranian regime’s interests in mind, and they are sacrificing the Lebanese people and the state of Lebanon.” As tropas israelenses permanecerão na zona de segurança expandida no sul do Líbano durante o período do cessar-fogo, com a missão de afastar a ameaça do Hezbollah.
Os acontecimentos ocorrem em paralelo a um cessar-fogo separado entre os EUA e o Irã, com negociações focadas nas ambições nucleares iranianas ganhando força. Os Estados Unidos impõem um bloqueio militar próximo ao Estreito de Ormuz, impedindo a chegada de embarcações aos portos iranianos e gerando uma crise econômica para a República Islâmica. Analistas preveem que o colapso das exportações de petróleo e o bloqueio de importações podem elevar a taxa de inflação do Irã, que já superava os 50% antes da guerra, representando uma ameaça ao regime.
A liderança do Pentágono alerta que, em caso de falha das negociações diplomáticas, os EUA estão preparados para novas ações militares. O Secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou: “We’d rather not have to do it, but we’re ready to go at the command of our president, and at the push of a button.”
