Israel e Líbano buscam fim do Hezbollah em histórica cúpula nos EUA

Mais lidas

Cúpula histórica em Washington media conversas entre Israel e Líbano visando desarmar o Hezbollah e alcançar a paz regional

Uma cúpula sem precedentes em Washington mediada pelo Secretário de Estado Marco Rubio reuniu representantes de Israel e Líbano em busca de um futuro de cooperação e paz. O encontro, que contou com a participação do Embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, e da Embaixadora do Líbano em Washington, Nada Hamadeh Moawad, sinalizou um forte desejo de ambas as nações em trabalhar juntas para desmantelar a influência do Hezbollah e estabelecer um fim permanente aos conflitos que assolam a região há décadas.

Segundo Marco Rubio, as conversações transcenderam a simples busca por um cessar-fogo. “Estamos falando de trazer um fim permanente a vinte ou trinta anos de influência do Hezbollah nesta parte do mundo. E, não apenas o dano infligido a Israel, mas o dano infligido ao Líbano”, declarou Rubio. Ele ressaltou que o povo libanês é vítima da agressão iraniana através do Hezbollah, enfatizando a necessidade de interromper essa situação.

O Embaixador Yechiel Leiter alinhou Israel e o governo libanês como aliados na luta contra o grupo. “Estamos unidos em libertar o Líbano de uma potência ocupante dominada pelo Irã chamada Hezbollah”, afirmou Leiter. Ele descreveu o Líbano como estando sob a ocupação do grupo, o que resulta em sofrimento contínuo para Israel devido a barragens de mísseis e ataques terroristas.

Leiter destacou que a discussão sobre a visão de futuro e o estabelecimento de uma fronteira claramente delimitada entre os países foi o ponto mais crucial. A esperança é que a única necessidade de cruzar territórios seja para fins comerciais ou de lazer. Ele ainda apontou a cúpula como uma vitória para a sanidade, responsabilidade e paz, especialmente após o Hezbollah ter advertido o governo libanês contra a participação nas negociações, e a decisão do governo de Joseph Aoun de desobedecer à organização.

“E este é o início de uma batalha muito forte e fortificada, consistente contra o Hezbollah.”

Em paralelo às negociações, o Hezbollah respondeu com um ataque de foguetes contra Israel. No entanto, em um movimento notável, três militantes do Hezbollah se renderam às tropas israelenses. Um comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA expressou apoio aos planos do governo libanês de restabelecer o monopólio da força e acabar com a influência iraniana. O Líbano, por sua vez, reforçou os princípios de integridade territorial e soberania estatal, buscando um cessar-fogo e medidas humanitárias para a crise que o país enfrenta.

A fonte original menciona que Israel e Líbano estão em guerra desde 1948, com o Líbano tendo sido dominado por terroristas palestinos e, posteriormente, pelo Hezbollah apoiado pelo Irã. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, havia indicado anteriormente que o Hezbollah é o problema comum para a segurança israelense e a soberania libanesa, necessitando ser abordado para avançar em direção à paz e normalização.

Em um contexto regional mais amplo, o Presidente Trump indicou ao The New York Post a possibilidade de retomada de conversas entre os EUA e o Irã, possivelmente envolvendo um novo ciclo de negociações hospedado pelo Paquistão, que também propôs uma extensão do cessar-fogo atual. Enquanto isso, em Israel, a vida tenta retornar à normalidade, mas a incerteza sobre a permanência do cessar-fogo persiste entre os comentaristas.

Ads

Mais notícias

Ads
Ads

Últimas Notícias