Senadores dos Estados Unidos pressionam Trump a cobrar Xi Jinping sobre perseguição religiosa na China

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Legisladores exigem que o presidente dos Estados Unidos interceda pela liberdade religiosa durante cúpula com líder chinês em Washington

Um grupo bipartidário composto por dez senadores norte-americanos solicitou formalmente que o presidente Donald Trump aborde a perseguição contra pastores cristãos e minorias religiosas durante suas reuniões com o presidente da China, Xi Jinping, nesta semana. A iniciativa foi reportada pelo portal Christianity Daily.

Os parlamentares, liderados por Ted Budd (R-NC) e Tim Kaine (D-VA), reconheceram que a pressão diplomática anterior foi fundamental para a libertação, em 3 de julho, de Ezra Jin, fundador da Beijing Zion Church, que permaneceu detido por 266 dias. Apesar do avanço, o grupo ressaltou a necessidade de manter o tema como prioridade na agenda bilateral para garantir a proteção de fiéis e a soltura de outros presos políticos.

Principais pontos da solicitação parlamentar

O documento encaminhado à Casa Branca pede que o governo chinês cesse a perseguição a organizações religiosas e liberte incondicionalmente todos aqueles detidos por exercerem a liberdade de crença. Os senadores enfatizaram que os detentos devem ser tratados de forma humana enquanto permanecem sob custódia.

“Os Estados Unidos devem continuar a promover a liberdade religiosa internacional pedindo ao governo da República Popular da China que encerre o assédio e a perseguição a membros de organizações religiosas”, destacou o grupo em sua carta.

Além de Jin, o documento menciona a situação do pastor Gao Quanfu e de sua esposa, a pastora Tang Bingyi, ambos da Light of Zion Church em Xi’an. O grupo também listou oito líderes da Beijing Zion Church que continuam sob custódia: Gao Yingjia, Wang Lin, Yin Huibin, Wang Zhong, Wang Cong, Liu Zhenbin, Lin Shucheng e Wu Qiuyu.

A carta ainda solicita que o presidente mantenha sob constante atenção a situação de outros grupos minoritários, incluindo budistas tibetanos, cristãos, muçulmanos uigures e praticantes do Falun Gong. Além dos líderes da iniciativa, assinaram o documento os senadores Chuck Grassley, Jeff Merkley, Roger Wicker, Peter Welch, Katie Britt, Tim Scott, James Lankford e Ted Cruz.

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