ONU questiona confisco de histórica igreja protestante no Irã

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Especialistas da ONU exigem explicações do governo iraniano sobre o confisco da St. Peter’s Evangelical Church e o despejo de famílias cristãs em Teerã

Especialistas das Nações Unidas solicitaram formalmente que o governo do Irã justifique o confisco da St. Peter’s Evangelical Church, considerada a congregação protestante mais antiga do país, e o recente despejo de famílias residentes na propriedade. A movimentação, reportada pelo portal Christianity Daily, ganhou destaque após uma comunicação enviada em 10 de julho por Mai Sato, relatora especial da ONU sobre direitos humanos no Irã, e Nazila Ghanea, relatora especial sobre liberdade de religião ou crença.

O imóvel, com cerca de 10 acres, abrigava residências, duas escolas e escritórios da Sociedade Bíblica e do Conselho de Igrejas Evangélicas do Irã, proprietário do terreno. Relatos indicam que cerca de 20 famílias de cristãos assírios e armênios foram retiradas do local por autoridades iranianas.

Um padrão persistente contra minorias religiosas

Os representantes das Nações Unidas expressaram preocupação com o fato de que a ocupação da igreja não pareça um caso isolado, mas sim parte de um histórico de medidas contra comunidades cristãs no país. Segundo os especialistas, a investida reflete um padrão de décadas voltado especificamente contra o culto cristão de língua persa.

Estamos preocupados que esses desenvolvimentos não pareçam constituir um incidente isolado, mas sim o culminar de um padrão de medidas de décadas direcionado contra a comunidade cristã na República Islâmica do Irã, e em particular contra o culto cristão de língua persa.

Dados apresentados pelos relatores revelam o declínio drástico das congregações protestantes na região. O Irã, que já chegou a contar com cerca de 50 igrejas de língua persa, atualmente não possui nenhuma em funcionamento efetivo. Três igrejas anglicanas que possuíam autorização para pregar em persa, localizadas em Teerã, Isfahan e Shiraz, permanecem fechadas desde o início da pandemia de COVID-19.

Desde que o documento oficial foi emitido, o Irã não forneceu respostas aos questionamentos internacionais. Atualmente, a propriedade confiscada permanece sob vigilância das forças do regime.

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