Erlc pressiona governo dos EUA a confrontar Xi Jinping sobre repressão religiosa na China

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A Ethics & Religious Liberty Commission (ERLC) está mobilizando esforços para que o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, coloquem a liberdade religiosa no centro da pauta durante a visita prevista de Xi Jinping a Washington, em 24 de setembro. A entidade batista busca pressionar o governo chinês pelo tratamento dispensado a minorias religiosas e pela detenção de líderes cristãos, conforme reportou a Christianity Daily.

Em cartas enviadas no início de setembro, o presidente da ERLC, Evan Lenow, enfatizou a necessidade de uma postura firme contra a supressão religiosa. O documento solicita a libertação de oito pastores da Zion Church que permanecem sob custódia e clama por um posicionamento claro contra o que a denominação classifica como um genocídio contra os muçulmanos uigures.

A ERLC argumenta que a política de “sinicização” da religião, imposta pelo Partido Comunista chinês, viola padrões internacionais de liberdade de crença. A organização recorre ao relatório de 2026 da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF), que novamente recomendou a designação da China como um País de Particular Preocupação.

Aumento da vigilância e fechamento de igrejas

O cenário para comunidades religiosas na China é marcado por uma mudança nas táticas de repressão, que agora priorizam a vigilância digital e a regulação excessiva. Ryan Brown, CEO da Open Doors US, pontuou que o governo chinês tem focado em fechar congregações não registradas que não se alinham às diretrizes estatais.

A China tem buscado fechar várias igrejas não registradas, aquelas que não estavam oficialmente alinhadas ao Partido Comunista.

Desde setembro do ano passado, novas diretrizes proibiram transmissões ao vivo com conteúdo religioso e tornaram ilegal o acesso a aplicativos de leitura da Bíblia. Estimativas apontam que, embora 44 milhões de fiéis frequentem templos autorizados pelo Estado, cerca de 115 milhões fazem parte de congregações não registradas, um número que tende a dobrar até 2030, apesar da constante pressão governamental.

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