Estudo revela lacunas profundas no conhecimento das escrituras sagradas entre cristãos que frequentam igrejas regularmente nos Estados Unidos
A maioria dos fiéis não atingiu a pontuação mínima em uma avaliação de alfabetização bíblica aplicada pelo Lifeway Research. O levantamento, conduzido com mais de 2 mil americanos que frequentam cultos mensalmente, constatou que 65% dos participantes receberam nota insuficiente.
Os dados, publicados na última terça-feira, mostram uma média geral de apenas 51 pontos em um sistema onde notas abaixo de 60 são consideradas reprobatórias. A pesquisa incluiu protestantes, católicos, ortodoxos e membros de igrejas não denominacionais, conforme relatado pelo Christianity Daily.
Desempenho e leitura diária
O nível de conhecimento das escrituras apresentou relação direta com a frequência de leitura pessoal. Enquanto a média dos leitores diários alcançou 66 pontos, aqueles que raramente ou nunca leem o texto sagrado tiveram um desempenho significativamente menor, com média de 36.
A avaliação cobriu oito áreas distintas, como a cronologia de eventos e a identificação de livros bíblicos. Entre os resultados curiosos, destaca-se que 94% reconheceram Moisés como o recebedor dos Dez Mandamentos, mas apenas 45% identificaram Saul como o primeiro rei de Israel. Além disso, dois terços dos entrevistados acreditaram erroneamente que Ezequias é um livro da Bíblia.
A alfabetização bíblica envolve a motivação para manter um relacionamento com Deus, o desejo de ser encorajado pela Palavra e a exploração reflexiva de seu significado.
O diretor executivo do Lifeway Research, Scott McConnell, ressaltou que o domínio do tema exige esforço contínuo. Para ele, compreender a Bíblia envolve integrar o coração, a mente e as emoções em um estudo constante.
A autora e professora bíblica Jen Wilkin pontuou que o cenário reflete uma crise cultural de alfabetização. Segundo ela, a Bíblia tornou-se uma obra que muitos cristãos desejam ter lido, mas poucos se dedicam a ler efetivamente.
