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sábado, 14 fevereiro 2026

Protestos no Irã: Número de cristãos mortos em repressão violenta sobe para 19, aponta organização

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Sobe para 19 o número de cristãos mortos em protestos violentos no Irã, aponta monitoramento

O saldo de cristãos mortos durante os recentes protestos contra o regime islâmico no Irã atingiu 19 pessoas. Segundo a organização Article 18, que acompanha casos de perseguição religiosa, pelo menos 12 cristãos foram confirmados entre as milhares de vítimas fatais dos atos. O diretor da Article 18, Mansour Borji, mencionou ainda ter recebido informações sobre a morte de outros sete cristãos da comunidade armênia no país.

Entre os cristãos que perderam a vida pela ação das forças de segurança está Zahra Arjomandi, mãe de 51 anos. Ela foi atingida por disparos durante um protesto na ilha de Qeshm em 8 de janeiro. Relatos indicam que o corpo de Zahra foi retido pelas autoridades por seis dias e liberado sob condições restritas, com a família impedida de realizar um funeral ou divulgar detalhes sobre o ocorrido.

Nader Mohammadi, de 35 anos, também foi assassinado a tiros em outra manifestação no mesmo dia, em Babol. Após dias de busca, sua família localizou o corpo desfigurado em um necrotério, sendo a identificação possível apenas por meio de marcas corporais. Mohammadi deixou três filhos pequenos.

Mohsen Rashidi, 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava resgatar o corpo de um amigo morto em uma manifestação na cidade de Baharestão, em 9 de janeiro. Mesmo socorrido por outros manifestantes e levado a um hospital, agentes teriam impedido sua entrada no pronto-socorro, resultando em sua morte.

As manifestações no Irã foram marcadas por forte repressão governamental. De acordo com o portal Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas durante o auge dos protestos no início de janeiro. A estimativa, baseada em documentos confidenciais, relatórios de campo e testemunhos, aponta para o episódio como o mais sangrento em protestos de rua em um período de dois dias na história do país. A maioria dos assassinatos teria sido executada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia Basij.

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