Trump critica aliados ‘protegidos há 40 anos’ por não se unirem à luta em Ormuz

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Trump critica aliados ‘protegidos há 40 anos’ por não se unirem à luta em Ormuz; Israel se prepara para invasão ao Líbano

O presidente Trump manifestou descontentamento com a ausência de apoio de outras nações na ofensiva contra o Irã, que já se aproxima de três semanas. Segundo o presidente, o país persa foi descrito como um “tigre de papel”, com cerca de 7.000 alvos atingidos, o que teria reduzido a capacidade de mísseis do regime em 90%. “Eles foram literalmente obliterados”, afirmou o presidente, acrescentando que “a força aérea se foi. A marinha se foi”. A informação é da CBN News.

A abertura do Estreito de Ormuz para o fluxo de petróleo, contudo, continua sendo um desafio. Trump busca o auxílio de outros países, mas observa uma resposta dividida, com a União Europeia demonstrando pouco interesse. “Alguns estão muito entusiasmados, e alguns menos entusiasmados, e presumo que alguns não o farão. Acho que temos um ou dois que não o farão e que temos protegido por cerca de quarenta anos.”, declarou o presidente, sem nomear as nações em questão. Ele indicou que aproximadamente sete países estão colaborando até o momento, mas que os EUA poderiam agir sozinhos, se necessário. “Sempre me incomoda que nós os protegemos. Nós não precisamos deles”, disse.

A identidade do novo “líder supremo” do Irã permanece incerta para os Estados Unidos e Israel. O presidente Trump comentou que “muitas pessoas estão dizendo que ele está gravemente desfigurado. Algumas pessoas estão dizendo que ele perdeu a perna. Outras pessoas estão dizendo que ele está morto”. O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, questionou em entrevista à Fox News: “Onde está Mojtaba? Eles elegeram um líder. Ele não está lá. Você pode se esconder, mas tem que aparecer. Você pode ter vídeo para provar que está vivo.”

Em outro desenvolvimento, Israel anunciou ter matado dois líderes iranianos responsáveis pelo massacre de dezenas de milhares de manifestantes. Um deles foi Gholamreza Soleimani, chefe da força Basij do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, grupo paramilitar que atua como “polícia da moralidade” e reprime protestos. O outro era Ali Larijani, Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, descrito como “o líder efetivo do regime”. O IDF informou que Larijani supervisionou pessoalmente o massacre de manifestantes iranianos durante as recentes ondas de protestos.

No Líbano, forças israelenses planejam uma invasão terrestre em larga escala, com avisos para que residentes do sul evacuem. Um pastor alemão com conexões no Irã alertou que a falha em forçar uma mudança de regime pode ter implicações catastróficas. “Se eles não mudarem este governo, ele terá que responder à história pelo massacre que está prestes a acontecer, que seria semelhante ao Holocausto”, insistiu o Pastor Afshin Javid. Ele acrescentou que o mundo, a ONU e especialmente a Europa devem se preparar para “milhões e milhões de refugiados que inundarão a nação”.

A repressão já teria começado, com forças de segurança patrulhando ruas à noite e ameaçando prender ou matar supostos “colaboradores”. Pelo menos 500 pessoas foram detidas desde o início da guerra. Ataques iranianos com mísseis continuam em Israel, com destroços caindo perto da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém. “O regime iraniano está mirando os Locais Sagrados de Jerusalém”, declarou Oren Marmorstein, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel. O setor de turismo em Israel tem sido severamente impactado, com lojas fechadas e acesso restrito em áreas como o Muro das Lamentações.

Cerca de 200 soldados americanos foram feridos desde o início do conflito, segundo o CENTCOM.

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