Presidente Donald Trump adia ataque contra o Irã a pedido de aliados do Golfo que buscam negociação para um acordo, mantendo planos militares em prontidão.
O presidente Donald Trump anunciou a suspensão de um ataque iminente contra o Irã, que estava planejado para terça-feira. A decisão atende a um pedido de aliados do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, que acreditam estar próximos de um acordo com Teerã. Trump declarou que a ofensiva foi adiada por um curto período, com a esperança de que possa ser cancelada definitivamente.
Segundo o presidente, as discussões em andamento com o Irã podem resultar em um desfecho positivo. “Se pudermos chegar a um ponto em que não haja armas nucleares nas mãos do Irã, e eles estiverem satisfeitos, provavelmente nós também estaremos satisfeitos”, afirmou Trump em entrevista coletiva. Ele informou que Israel e outros parceiros no Oriente Médio foram notificados sobre o desenvolvimento, classificado como positivo, embora o sucesso ainda esteja em aberto.
Trump destacou que a atual abordagem para a negociação parece diferente de tentativas anteriores. Inicialmente, o presidente havia instruído líderes militares americanos a não prosseguir com o ataque em respeito aos líderes do Golfo. No entanto, ele “instruiu-os ainda mais a estarem preparados para avançar com um ataque em larga escala contra o Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado”.
Em resposta à possibilidade de ataque, o comando militar iraniano, através do Major-General Ali Abdollahi, emitiu um comunicado em rede estatal. “Rejeitaremos rápida, decisiva e poderosamente qualquer agressão e re-gressão. As forças armadas do Irã estão mais preparadas e fortes do que nunca. Têm as mãos no gatilho e responderão de forma rápida, decisiva, poderosa e extensa a qualquer agressão renovada”, declarou.
Na esfera diplomática, o regime iraniano anunciou a criação de um novo órgão para gerenciar o Estreito de Hormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, alertou que todas as embarcações necessitarão de permissão para cruzar a via marítima, e que essa diretiva deve ser internacionalmente aceita. “Se o Irã e Omã, como os dois países costeiros que fazem fronteira com o Estreito de Hormuz, estabelecerem mecanismos reconhecidos internacionalmente para garantir a passagem segura e protegida através do Estreito, e isso terá custos, e é internacionalmente aceito (cobrar taxas)”, explicou.
Em outro desenvolvimento, a mídia israelense informou que o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu se reuniu com seu Gabinete de Segurança pelo segundo dia consecutivo. Paralelamente, as forças israelenses interceptaram barcos no Mar Mediterrâneo que faziam parte de uma nova flotilha com destino a Gaza, partindo da Turquia. O Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou um vídeo mostrando ativistas a bordo de uma embarcação naval israelense, após a interceptação de sua flotilha. A pasta informou que “até agora, nenhuma ajuda foi encontrada em seus barcos”.
