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Israel e Líbano buscam trégua em Washington enquanto tensões aumentam em Gaza

Diplomatas de Israel e Líbano em reunião tensa em Washington D.C.
U.S. Ambassador to Israel Mike Huckabee speaks during a meeting between the ambassadors of Israel and Lebanon in the Oval Office at the White House, Thursday, April 23, 2026, in Washington. (AP Photo/Mark Schiefelbein)

Autoridades de Israel e Líbano se reúnem em Washington para negociações de cessar-fogo, com crescentes preocupações sobre o Hamas em Gaza e incursões do Hezbollah

Israel e Líbano iniciam nesta quinta-feira (data não especificada na fonte) em Washington um novo ciclo de negociações para a renovação de um acordo de cessar-fogo, em um cenário de tensão crescente devido à atuação do Hamas na Faixa de Gaza e a frequentes ações do Hezbollah contra tropas israelenses. A informação foi divulgada pela CBN News.

As delegações, chefiadas pelos principais diplomatas de cada país nos Estados Unidos, contarão pela primeira vez com a participação de representantes militares. Os Estados Unidos serão representados pelo Embaixador em Israel, Mike Huckabee, pelo Embaixador no Líbano, Michael Issa, e por Michael Needham, assessor do Secretário de Estado Marco Rubio.

A reunião ocorre em meio a contínuos ataques com drones do Hezbollah contra o exército israelense e contra-ataques de Israel a infraestruturas e armamentos do grupo, principalmente no sul do Líbano. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, mais de 400 terroristas e mil armamentos do Hezbollah foram neutralizados desde o início das operações.

Em Gaza, o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos não tem apresentado os resultados esperados. O Hamas, segundo relatos, teria retomado o controle em algumas áreas da Faixa. Nikolai Mladenov, Diretor-Geral do Conselho de Paz de Gaza, expressou preocupação durante uma visita a Jerusalém.

“Nas áreas que ainda controla, o Hamas está consolidando seu domínio sobre a população. Eles cobram impostos de pessoas na rua que já não têm nada para dar.”

Mladenov alertou que, sem uma mudança na situação, não há perspectivas de um futuro diferente para os habitantes de Gaza. Ele ressaltou que, embora seja possível prover alimentação e moradia, a ausência de um futuro promissor apenas melhora um dia, sem alterar fundamentalmente a vida das pessoas.

O diplomata, que supervisiona o acordo de cessar-fogo em Gaza desde o ano passado, destacou que, sete meses após o acordo, a “porta para o futuro de Gaza está fechada”. Ele afirmou que isso não corresponde ao prometido aos palestinos nem ao que merecem, e tampouco oferece a Israel a segurança necessária para avançar.

Mladenov deixou claro que a existência do Hamas como partido político não é o ponto central da negociação, mas sim a não permissão de que facções armadas ou milícias com sistemas próprios de comando e controle, arsenais e redes de túneis coexistam com a Autoridade Palestina de transição. “Isso não é uma demanda política. É um requisito do processo”, enfatizou.

Em declarações anteriores, o Embaixador Huckabee sugeriu que Israel poderia precisar desarmar o Hamas por conta própria, indicando uma possível frustração com a ameaça iraniana não resolvida, mesmo com o foco dos EUA e Israel na guerra contra o Irã.

Em um gesto de cooperação, moedas antigas retratando a Menorá do Templo foram devolvidas a Israel pelos Estados Unidos, após uma investigação conjunta sobre roubo de antiguidades. Paralelamente, parlamentares globais reunidos em Jerusalém prometeram o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, em antecipação às celebrações do Dia de Jerusalém.

O Dia de Jerusalém, que marca o 59º aniversário da reunificação da cidade sob controle israelense em 1967, inicia ao pôr do sol desta quinta-feira. A tradicional marcha de bandeiras pela cidade seguirá o caminho dos soldados israelenses de 1967, atravessando a Cidade Velha até o Muro das Lamentações.

Sonho com Jesus transforma ex-muçulmano radical em pregador de amor

Homem em reflexão em um parque ao entardecer

Ex-muçulmano radical relata conversão após sonho vívido com Jesus Cristo e descobre o amor incondicional nascido em família muçulmana e preparado desde cedo para assumir a liderança islâmica Kareem contou em entrevista à CBN News que sua mãe o incentivava desde criança: “Kareem, que eu te veja um líder trazendo vitória para o Islã”. Ele dedicou sua vida ao estudo do Alcorão, com o objetivo de matar cristãos e morrer por Alá. “Eu sonhava com esse dia”, relembrou. A radicalização era tão intensa que ele se sentiu frustrado quando um ataque terrorista contra “infiéis” no Iraque, para o qual foi convocado, foi cancelado. Ele interpretou a situação como uma rejeição divina. “Senti que tinha perdido tudo. Senti que tinha sido rejeitado pelo próprio Deus”, declarou, explicando que no Islã, o martírio é visto como um chamado divino. Em meio a essa decepção, Kareem passou a se dedicar à evangelização islâmica e, ao debater com cristãos, percebeu a fragilidade dos argumentos muçulmanos. Um período de perda de fé o levou a orar pedindo que Deus se revelasse. Naquela noite, Kareem teve um sonho em que era perseguido e resgatado por Jesus. “Estava correndo por uma estrada muito longa. Muitos galhos de árvores cheios de espinhos me perseguindo, querendo me matar. E no fim da estrada, havia um homem que eu não reconhecia”, narrou. “Quando Ele olhou para mim, descobri que era Jesus Cristo. E Ele olhou fundo nos meus olhos e disse: ‘É sua vez de me seguir'”. Desafiador, Kareem pediu a Deus que se manifestasse novamente com os mesmos detalhes, caso contrário, não o consideraria mais. Nas três noites seguintes, o sonho se repetiu, com Jesus o chamando para segui-lo. “Jesus é mais que um profeta” Ao acordar após as visões, Kareem se viu buscando a verdade e compreendendo que Jesus era mais do que um profeta. Ele se impressionou com o amor divino, que não se importava com seu desafio. Impactado pela experiência, o ex-muçulmano abandonou o Islã e aceitou Jesus como Salvador. Após ser discipulado, ele cresceu em sua fé e foi batizado três anos depois. “Desde que fui batizado, tudo começou a mudar. Comecei a ver as pessoas de forma diferente. Pela primeira vez na minha vida, comecei a aprender que posso amar os outros incondicionalmente”, testemunhou. Ele enfatizou a transformação: “Deus me curou. Deus é amor e derramou seu amor em nossos corações”.

ChatGPT se recusa a ler Gênesis 2? Vídeo viral e polêmica de censura religiosa

Laptop com interface do ChatGPT ao lado de um tablet exibindo o livro de Gênesis.

Usuários questionam se ChatGPT estaria censurando trechos bíblicos após vídeos mostrarem recusa em ler Gênesis 2, levantando debates sobre restrições de conteúdo

A inteligência artificial ChatGPT tem sido alvo de questionamentos e polêmicas nas redes sociais após a divulgação de vídeos que parecem demonstrar sua recusa em ler o capítulo 2 do livro de Gênesis. A passagem bíblica é considerada por muitos teólogos como fundamental para a compreensão da criação humana e do casamento.

Um vídeo que ganhou repercussão mostrava o sistema apresentando mensagens de erro repetidamente ao ser solicitado para ler Gênesis 2 em voz alta. Curiosamente, o mesmo chatbot conseguia reproduzir os capítulos 1 e 3 da mesma escritura bíblica sem dificuldades. Em uma das interações capturadas, a inteligência artificial respondeu: “Minhas diretrizes não me permitem falar sobre isso. Posso te ajudar com outra coisa?”.

Não é a primeira vez que o ChatGPT é apontado por comportamentos semelhantes. Em 2023, relatos em plataformas como o Reddit indicaram que o sistema se recusaria a reproduzir Levítico 18:22, versículo frequentemente utilizado em discussões sobre homossexualidade. Tais incidentes alimentaram especulações sobre censura religiosa e a possibilidade de ferramentas de IA estarem sendo empregadas para manipular ou restringir conteúdos bíblicos.

No entanto, uma análise conduzida pelo portal The Christian Post sugere que o comportamento da IA estaria ligado a questões de direitos autorais, e não a um viés contra o conteúdo religioso. Testes indicaram que o ChatGPT recusava a leitura completa de capítulos bíblicos em traduções modernas, que ainda estão protegidas por direitos autorais.

Ao ser confrontado com a solicitação para ler Gênesis 2, o chatbot explicou: “Não posso ler o capítulo inteiro palavra por palavra devido a restrições de direitos autorais, mas posso resumi-lo ou discutir quaisquer partes específicas sobre as quais você tenha curiosidade”. A justificativa foi reforçada com a afirmação: “Não posso ler capítulos inteiros de textos protegidos por direitos autorais, como a Bíblia, devido a restrições de direitos autorais. Posso, no entanto, resumi-los, discutir temas ou ajudar a responder a quaisquer perguntas específicas que você tenha sobre o assunto!”.

As traduções bíblicas mais recentes, como a Nova Versão Internacional (NVI) e a English Standard Version (ESV), permanecem sob proteção de direitos autorais. Por outro lado, versões mais antigas, como a King James Version (KJV) e a American Standard Version (ASV), já se encontram em domínio público. A ASV, publicada originalmente em 1901 e derivada da “Versão Revisada” inglesa, permite sua reprodução integral sem necessidade de autorização legal.

Trump pressiona Xi por ajuda militar chinesa ao Irã que visa tropas americanas

Presidentes Donald Trump e Xi Jinping em reunião tensa em Pequim
President Donald Trump, left, stands with Chinese President Xi Jinping at the Temple of Heaven on Thursday May 14, 2026, in Beijing. (AP Photo/Mark Schiefelbein)

Trump e Xi Jinping se reúnem em Pequim sob tensão pela ajuda militar chinesa ao Irã, que mira forças dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontra o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim para conversas de alto risco, com foco na questão do apoio militar chinês ao Irã. A China tem fornecido ao Irã o que precisa em seu conflito, exceto pessoal de combate, configurando um cenário de cumplicidade, conforme análise de Gordon Chang, do Gatestone Institute. A acusação é de que o país asiático está auxiliando Teerã a direcionar ataques contra forças americanas na região.

O apoio chinês ao programa de mísseis balísticos iranianos inclui o fornecimento de precursores químicos, segundo Brad Bowman, da Foundation for the Defense of Democracies. Antecipando a visita presidencial, o Departamento de Estado americano impôs sanções a três empresas chinesas de satélite, acusadas de compartilhar informações sobre instalações e tropas dos EUA no Oriente Médio com o Irã. Há relatos de que satélites chineses forneceram imagens para o Irã, visando forças americanas.

Durante o encontro inicial, Trump expressou otimismo sobre a relação bilateral. “É uma honra estar com você, é uma honra ser seu amigo, e a relação entre a China e os EUA será melhor do que nunca”, declarou. Contudo, a atmosfera tornou-se tensa quando Xi Jinping abordou a questão de Taiwan, vista por Pequim como uma província separatista passível de reunificação forçada. Analistas apontam que Xi busca pressionar o governo Trump a reduzir o apoio à ilha e se opor a qualquer movimento pela independência.

Em reuniões a portas fechadas, o líder chinês alertou que uma má gestão da questão de Taiwan poderia levar a “uma situação extremamente perigosa”. Enquanto a visita oficial de Trump à China é marcada por ostentação, observadores em Taiwan acompanham com apreensão, questionando os acordos que podem ser selados e suas implicações para a soberania local. Em dezembro anterior, Trump autorizou um pacote de armamento de US$ 11 bilhões para Taiwan, a maior venda de armas à ilha.

Ryan Hass, do Brookings Institution, sugere que Trump pode navegar a conversa sobre Taiwan sem fazer alterações permanentes ou drásticas na política americana que comprometam futuras administrações. A importância de Taiwan para a economia global é inegável, dado que a ilha é responsável pela maior parte dos semicondutores avançados que impulsionam a economia global e a revolução da inteligência artificial, como ressalta Henrietta Levin, do Center for Strategic and International Studies.

Executivos americanos de diversos setores, da tecnologia à agricultura, integram a comitiva presidencial, enquanto os dois países discutem tarifas, comércio, minerais de terras raras e a crescente rivalidade em inteligência artificial.

Fux acompanha divergência e absolve réus do 8 de janeiro, STF forma maioria pela condenação

Prédio do Supremo Tribunal Federal em Brasília

Luiz Fux segue divergência e absolve 20 réus dos atos de 8 de janeiro; maioria do STF condena

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou os votos divergentes dos colegas André Mendonça e Nunes Marques, resultando na absolvição de 20 réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Apesar dessa decisão individual, o plenário da Corte já consolidou maioria de 7 a 3 votos pela condenação dos acusados.

Nas manifestações divergentes, André Mendonça e Nunes Marques argumentaram que o STF não seria o foro adequado para julgar os casos. Eles apontaram a falta de individualização das condutas atribuídas aos réus e a ausência de provas suficientes para sustentar as acusações pelos crimes imputados. Os ministros defenderam que os processos deveriam tramitar na Justiça Federal do Distrito Federal, uma vez que os acusados não possuem foro privilegiado.

O julgamento, realizado em formato de plenário virtual desde o dia 8 de maio, tem previsão de encerramento nesta sexta-feira, 15 de maio. O relator dos processos, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação, sendo acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Luiz Fux registrou seu voto de acompanhamento da divergência na última terça-feira, 12 de maio, sem apresentar um voto vogal complementar. O julgamento dessas ações teve início no final do ano passado e foi interrompido previamente por um pedido de vista feito por Fux.

Hamas teria utilizado violência sexual como arma estratégica em ataque de 7 de outubro, aponta investigação

Cena de crime de guerra com evidências forenses e iluminação dramática.

Investigação independente em Israel aponta para uso sistemático de violência sexual pelo Hamas como arma nos ataques de 7 de outubro e contra reféns

Uma comissão civil independente de Israel divulgou um relatório de 300 páginas que acusa o Hamas e outros grupos terroristas palestinos de praticarem violência sexual de forma “sistemática e generalizada” durante os ataques de 7 de outubro de 2023 e contra reféns mantidos em Gaza. A investigação, que reunida mais de 10 mil fotos e vídeos, além de 430 entrevistas, afirma que estupros, agressões sexuais e mutilações teriam sido usados como “instrumentos de terror” para maximizar a dor e o sofrimento das vítimas. O documento é considerado a apuração mais detalhada já publicada sobre as denúncias de violência sexual relacionadas ao ataque que matou cerca de 1,2 mil pessoas em Israel e resultou no sequestro de aproximadamente 250 reféns.

Conforme a comissão, um padrão recorrente de violência sexual foi identificado em diferentes locais, incluindo o festival de música Nova, kibutzim e bases militares israelenses. Testemunhas relataram estupros coletivos, mutilações e corpos de mulheres encontrados sem as vestimentas íntimas. O relatório aponta que muitas vítimas foram executadas após os abusos, frequentemente com tiros na cabeça, e um sobrevivente do festival Nova relatou ter sido tratado como uma “boneca sexual”.

As conclusões da investigação também indicam que abusos sexuais continuaram ocorrendo contra reféns em Gaza, afetando homens e mulheres. Os autores descrevem os atos como uma “instrumentalização da violência sexual” pelos terroristas. Algumas vítimas, como Amit Soussana e Romi Gonen, já haviam compartilhado publicamente relatos de abuso sexual, enquanto outras preferiram falar apenas com profissionais de saúde e investigadores.

Uma nova denúncia apresentada no relatório detalha o caso de dois parentes jovens que teriam sido forçados pelos sequestradores a praticar atos sexuais um com o outro, configurando, segundo os autores, “um padrão distinto de violência direcionada a familiares”. A comissão concluiu que os atos descritos podem ser considerados crimes de guerra, crimes contra a Humanidade e atos genocidas de acordo com o direito internacional.

Apesar das evidências apresentadas, o Hamas nega as acusações de violência sexual. No entanto, uma investigação anterior da ONU para Violência Sexual em Conflitos já havia indicado “fundamento razoável” para acreditar na ocorrência de crimes sexuais durante os ataques de 7 de outubro.

Os autores do relatório destacaram a adoção de rigorosos protocolos de verificação e a exclusão de depoimentos obtidos em interrogatórios de palestinos presos por Israel para garantir a independência da apuração. A comissão informou também sobre dificuldades na coleta de provas, com a perda de evidências forenses nos dias iniciais após os ataques. O objetivo do documento é servir como base para futuras investigações judiciais e manter um registro histórico, garantindo que o sofrimento das vítimas não seja negado ou esquecido.

Israel e Líbano se reúnem nos EUA em meio a tensões e com futuro de Gaza em debate

Diplomatas e militares de Israel e Líbano em reunião tensa em Washington D.C.
High Representative for President Donald Trump's International Board of Peace and its efforts in Gaza Nickolay Mladenov speaks to the media during the Board of Peace press briefing in East Jerusalem, Wednesday May 13, 2026. (AP Photo/Ohad Zwigenberg)

Israel e Líbano buscam acordos em Washington com a segurança de Gaza em foco e dia especial em Jerusalém

Representantes de Israel e Líbano se reunirão em Washington a partir de quinta-feira para retomar negociações sobre o cessar-fogo, cujo acordo está próximo do vencimento. A diplomacia americana se envolve ativamente nas discussões, que contarão pela primeira vez com a participação de militares de ambas as delegações. A pauta inclui a preocupação com a atuação do Hamas na Faixa de Gaza e as recentes ações militares de Israel no sul do Líbano contra o Hezbollah.

As conversas ocorrem em um cenário de escalada de tensões, com drones do Hezbollah atingindo tropas israelenses e Israel respondendo com ataques a armamentos e infraestrutura terrorista. As Forças de Defesa de Israel informaram ter neutralizado mais de 400 terroristas e apreendido mais de mil armas do Hezbollah desde o início das operações.

Paralelamente, o acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e Hamas em Gaza não tem apresentado os resultados esperados. Nikolai Mladenov, Diretor-Geral do Conselho de Paz de Gaza, expressou preocupação com a consolidação do controle do Hamas em áreas sob sua influência, onde o grupo tem imposto impostos à população. Mladenov, que supervisiona o acordo de cessar-fogo para os EUA, destacou a importância de oferecer perspectivas de futuro aos gazenses, e não apenas melhorias imediatas. “Se você não lhes der uma perspectiva para o futuro, você apenas melhorou um dia. Você não mudou a vida de ninguém”, declarou.

“Sete meses após o cessar-fogo, a porta para o futuro de Gaza ainda está fechada. Não é o que os palestinos prometeram, e não é o que eles merecem. E não está dando a Israel a segurança para avançar, como o povo israelense também quer”, Mladenov acrescentou.

Mladenov ressaltou que, embora o Hamas possa permanecer como partido político, a existência de facções armadas com sistemas de comando e controle próprios, arsenais e redes de túneis ao lado da Autoridade Palestina de transição é inegociável. Ele classificou isso como um requisito essencial para o processo de paz.

Em outro desenvolvimento, o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, mencionou que Israel poderia ter que desarmar o Hamas por conta própria, indicando uma possível frustração dos EUA com a ameaça persistente do grupo. O encontro em Washington envolverá os principais diplomatas de Israel e do Líbano nos EUA, além de representantes militares de ambos os países, com o apoio de conselheiros americanos.

Enquanto isso, em Jerusalém, a cidade se prepara para as celebrações do Dia de Jerusalém, que marca o 59º aniversário da reunificação da cidade sob controle israelense após a Guerra dos Seis Dias de 1967. Parlamentares globais reunidos em conferência na Knesset prometeram reconhecer Jerusalém como capital de Israel, com a presença de representantes dos Estados Unidos, Japão, Austrália e nações europeias e africanas, além de embaixadores de Guatemala, Paraguai, Malawi, Argentina, Panamá e Fiji.

Em um gesto de cooperação, antiguidades roubadas, incluindo moedas antigas com a representação da Menorá do Templo, foram devolvidas a Israel pelos Estados Unidos após uma investigação conjunta.

Japão: evangelismo de neto de Billy Graham resulta em mais de 100 conversões

Multidão reunida em evento evangelístico no Japão com o pregador Will Graham no palco.

Evangelista Will Graham atrai multidão no Japão e lidera mais de 100 a conversão ao cristianismo na ilha de Shikoku

Um evento evangelístico realizado na ilha de Shikoku, no Japão, atraiu cerca de 3 mil pessoas e culminou com mais de 100 indivíduos decidindo seguir os ensinamentos de Jesus. A iniciativa, nomeada Celebration of Hope and Love, contou com a pregação do evangelista Will Graham, neto do renomado Billy Graham. A informação foi divulgada pela Billy Graham Evangelistic Association.

O encontro ocorreu no Centro Cultural da Província de Ehime, uma região com expressiva maioria não cristã e uma presença cristã considerada reduzida. Durante sua mensagem, Will Graham baseou-se em uma passagem do Evangelho de Marcos para abordar a identidade de Jesus, explorando temas como sofrimento, morte e ressurreição.

Abordando questões de pecado e perdão, Graham enfatizou a necessidade da graça divina. “Você e eu quebramos as leis de Deus”, declarou o evangelista. “Ele pagou com sangue. Esta noite, você pode aceitar este presente gratuito.”

Entre os participantes que responderam ao chamado estava Yuko, professora de jardim de infância, que compareceu após um convite de sua diretora de escola. Ela expressou ter encontrado força em sua fé: “Sou fraca e pecadora, mas Ele me perdoa e me capacita a seguir em frente”, relatou.

Sachiko, outra participante, decidiu retornar à prática cristã após um longo período afastada. Conhecedora do cristianismo há três décadas, ela manifestou o desejo de viver “com amor profundo e paixão renovada” por Cristo e pretende usar seu talento musical para compartilhar sua fé.

Honoka também compartilhou seu impacto com a mensagem, afirmando que a compreensão de que “o Salvador morreu especificamente por mim” a libertou. “Não importa quão ruins tenham sido as coisas que fiz antes, eu fui perdoada”, declarou, sentindo um renovado desejo de evangelizar pessoas próximas.

Ao final do evento, Will Graham dirigiu-se aos novos convertidos: “Vocês nunca vão se arrepender dessa decisão”, assegurou. A Billy Graham Evangelistic Association informou que Bíblias e materiais de discipulado foram entregues aos que decidiram abraçar a fé cristã.

A família Graham mantém um histórico de atividades evangelísticas no Japão desde 1967, com Billy Graham tendo realizado grandes campanhas no país nas décadas de 1980.

Paquistão Jovens cristãs sequestradas forçadas a casar após conversão forçada ao Islã

Grupo de meninas paquistanesas em um centro de apoio após serem vítimas de sequestro e casamento forçado.

No Paquistão, cerca de mil meninas cristãs são vítimas anuais de sequestro conversão forçada e casamento arranjado com homens muçulmanos

Anualmente, aproximadamente mil meninas no Paquistão, muitas delas cristãs, são sequestradas de seus lares. Frequentemente, essas jovens são encontradas meses depois, após terem sido obrigadas a se converter ao Islã e casar com homens muçulmanos mais velhos. A organização International Christian Concern (ICC) atua no auxílio a essas meninas e suas famílias, oferecendo abrigo seguro e suporte legal para quebrar esse ciclo de violência.

A dificuldade em provar a idade das vítimas em tribunal, devido à falta de certidões de nascimento, muitas vezes resulta na custódia das meninas sendo concedida aos homens acusados, negando aos pais a chance de reencontrá-las. Embora essa realidade não seja nova no país, histórias de meninas nessa situação têm ganhado mais visibilidade.

Casos emblemáticos revelam a gravidade do problema

O caso de Adan Sabir ilustra a complexidade da situação. Após rejeitar uma proposta de casamento, ela foi sequestrada à força em julho de 2025. Seu agressor apresentou um certificado de casamento forjado, alegando conversão e casamento voluntário. Apesar de uma decisão judicial inicial desfavorável, a família de Sabir apelou e, em setembro de 2025, o Tribunal Superior de Lahore ordenou seu retorno. No entanto, o agressor continuou a ameaçar a família, que vive em constante temor e deslocamento.

Maria Shahbaz, sequestrada em julho de 2025 e forçada à conversão e casamento, teve seu caso negado em primeira instância. Em março, o Tribunal Constitucional Federal do Paquistão considerou Shahbaz de idade madura, validando seu casamento sob a lei islâmica. Os pais alegaram que ela tinha cerca de 13 anos, mas documentos foram considerados não confiáveis pelos juízes.

Farah Shaheen, de 12 anos, foi encontrada acorrentada e confinada em um curral em dezembro de 2020, após ser levada de sua família cristã. O homem que a mantinha forçou sua conversão e casamento. Após uma batalha legal de oito meses, Shaheen foi devolvida à família em fevereiro de 2021.

Huma Younus, então com 14 anos, foi sequestrada em outubro de 2019 e forçada a se converter e casar. Seus pais apresentaram registros escolares e de batismo para provar sua idade, mas o Tribunal Superior de Sindh decidiu que o casamento era válido sob a Sharia, pois Younus já havia tido seu primeiro ciclo menstrual.

Laiba Masih, uma menina de 10 anos, foi entregue a um homem após ser sequestrada. Apesar de sua família ter comprovado sua menoridade, Masih declarou em 2024 que permaneceria com o marido muçulmano. A mãe de Laiba descreveu a angústia da família como indescritível.

Hannah Harper vence American Idol 2026 e louva a Deus em momento emocionante na final

Hannah Harper emocionada no palco do American Idol após vencer a competição

Cantora Hannah Harper celebra vitória no American Idol 2026 com poderosa canção cristã em momento de emoção e fé

A 24ª temporada do American Idol consagrou Hannah Harper como campeã na noite de segunda-feira. Ao final do programa, a cantora natural do Missouri interpretou a canção cristã “At The Cross (Love Ran Red)”, de Chris Tomlin. Durante a performance, Harper demonstrou profunda emoção, chegando a interromper o canto em alguns trechos da música, que fala sobre entrega da vida na cruz. Outros participantes se aproximaram para oferecer apoio durante a apresentação.

A cena, que ganhou destaque nas redes sociais, marcou a presença de elementos da fé cristã em um dos programas musicais de maior audiência nos Estados Unidos. Hannah Harper, mãe de três filhos, frequentemente compartilhou sua devoção ao longo da competição. Em suas plataformas digitais, ela expressa que sua vida é dedicada aos filhos e a Jesus, com o objetivo de que tudo seja “para a glória Dele”.

Em declarações durante as audições, Hannah Harper abordou a superação da depressão pós-parto, citando a música autoral “String Cheese” e o papel de Deus em sua recuperação. Ao longo do reality, a artista também interpretou canções conhecidas do cenário cristão, como “Ain’t No Grave”, da Bethel Music. A música “At The Cross” foi revisitada na noite temática dedicada à fé e escolhida novamente para celebrar seu triunfo.

O cantor Jordan McCullough, identificado como líder de louvor cristão, também participou da final, apresentando a canção “Goodness of God”. Em entrevistas anteriores, Hannah Harper destacou a visibilidade proporcionada pelo American Idol como uma plataforma para falar sobre sua fé. “Estou no ministério desde os 9 anos de idade. Ter uma plataforma neste nível e ainda poder ser tão aberta sobre meu relacionamento com o Senhor é uma honra incrível para mim”, declarou.

A cantora também revelou que momentos de oração coletiva entre participantes ocorriam nos bastidores do programa, antes das apresentações ao vivo, evidenciando a espiritualidade presente nos bastidores.